equipe do Projeto Automação - Proauto - ao Departamento de Pesquisa eà Biblioteca, a FranciscoFlávio, Umberto Rio, Jurandir Ventura, Márcio Barroso, João Diniz,Accácio M. Teixeira, Márcia Abreu do Nascimento, Marcos Antonio M. deSouza, enfim a todos oscompanheiros do PCP, do Processamento e da Fotomecânica. Minhagratidão ao carinho com que dois extraordinários profissionaiscuidaram criativamente da revisão:Solange D' Almeida Telles e Paulo Cesar Corga de Araujo.Não há como deixar de registrar uma dívida interna para com algunsmodelos desse, digamos, jornalismo de reconstrução, gênero no qual,se não fosse a pretensão,gostaria de incluir o meu livro. São hoje fontes de inspiração esugestão trabalhos como A sangue frio, de Truman Capote, Oassassinato de Lorca, de Ian Gibson,A rive gauche, de Herbert R. Lotman, e o admirável Olga, de FernandoMorais, para só citar alguns.Nesse quase um ano de trabalho, muitos foram os empréstimos, doaçõese indicações - de revistas, jornais, discos e livros raros. Por isto,agradeço em especial aArtur Xexéo, Etevaldo Dias, Alberto Rajão, Alfredo Machado, MariaCosta Pinto, Alesandro Porro, Mauro Malin, Tárik de Souza, HumbertoWerneck e Joaquim Ferreirados Santos. Além dos citados, o meu reconhecímento aos seguintesamigos, pelo estímulo eou ajuda: Ancelmo Gois, Ângela Maria de AquinoSaraiva, Beto Costa Souza/PauloMarkun/TV Cultura de São Paulo, Carlos Alberto M. Pereira, CeresFeijó, Eliane Leite de Souza, Geneton Moraes Neto, Guguta Brandão,Iesa Rodrigues, João BatistaFerreira, João Manoel Cardoso de Melo, José Antônio Ventura, LianaAureliano, Luís Eduardo Conde, Macksen Luiz, Marcelo Pontes, MárciaCezimbra, Maurício Ferreirados Santos, Maurício Stycer, Mílton Temer, Miriam Leitão, MunizSodré, Ricardo El-Jaick, Ricardo Osman, Roberto Benevides, SusanaSchild, Teté Muniz, Zinota Erthal,Ziraldo.O livro sai sem prefácio. Ele seria feito por quem mais me estimuloua realizar esse projeto: Hélio Pellegrino. Pouco antes de morrer,Hélio lembrou-se de que háquase 20 anos, na cadeia do Regimento de Cavalaria Marechal Caetanode Faria, onde estávamos, eu o presenteara com o livro Cem anos desolidão, com a seguinte dedicatória:"A Hélio, um homem aberto com quem eu fecho." É a dedicatória que eurepetiria para ele neste livro.
1968: O ano que não terminou
Introdução
A nossa história começa com um réveiZlon e termina com algo parecidoa uma ressaca - ressaca de uma geração e de uma época. Entre os dois,o Brasil e o mundo viveramum tempo apaixonado e apaixonante. É possível que 1968 não seja, comoquerem alguns de seus hagiólogos, o ano zero de uma nova modernidade,embora os estudantesfranceses já tivessem avisado, na época, que era apenas o começo: "Cen'est q'un début", advertiam os muros de Paris.O sociólogo Edgar Morin, que acompanhou o maio francês e em seguidaveio ver nossas passeatas, falou em "êxtase da História". Seu colegamais velho, Raymond Aron,assustou-se com a "demência coletiva", para mais tarde admitir queaquele "psicodrama coletivo" - outra de suas classificações
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