HLA Defino
390Os tratos da substân-cia branca constituem viasnervosas ascendentes e des-cendentes, que conduzemimpulsos nervosos em direçãoao cérebro e de várias partesdo cérebro para o resto docorpo (Figura 2). Os tratosmais importantes do ponto devista clínico são os relatadosa seguir.
Tratoespinotalâmico ventral
–transmite impulsos relaciona-dos ao tato. Possui origem nacoluna posterior, cruza para olado oposto na comissura an-terior e ascende pelo funículoanterior até o tálamo.
Tratoespinotalâmico lateral
-media os impulsos da sensibi-lidade dolorosa e da tempe-ratura do lado contralateral. Possui, também, origemna coluna posterior, cruza para o lado oposto nacomissura anterior e ascende pelo funículo lateral aotálamo. Clinicamente, pode ser avaliado, beliscando-se a pele ou por meio de estímulo com objetos pontia-gudos, como agulha ou alfinete.
Trato espinocerebelar ventral e dorsal
- re-lacionados à propriocepção, conduzem impulsos ao ce-rebelo por meio da medula espinhal.
Fascículos grácil e cuneiforme
– localizadosna porção posterior da medula espinhal entre o sulcomediano posterior e sulco póstero-lateral, conduzemimpulsos proprioceptivos, provenientes de músculos,tendões e articulações, impulsos táteis localização ediscriminação, e sensações vibratórias, como as pro-duzidas pelo cabo do diapasão colocado sobre um ossorecoberto de pele.
Trato corticoespinhal lateral e trato cor-ticoespinhal ventral
– as vias piramidais transmi-tem o impulso motor para os motoneurônios do cor-no anterior, por meio do trato corticoespinhal lateral,que cruza para o lado oposto no bulbo, e do trato cor-ticoespinhal ventral, que desce sem cruzar para o ladooposto, na parte anterior da medula espinhal. Contro-lam a força motora e são testados por meio da contra-ção voluntária ou contração involuntária mediante es-tímulo doloroso.
DorsalVentral
3.FISIOPATOLOGIA
A transferência de energia cinética para a me-dula espinhal, o rompimento dos axônios, a lesão dascélulas nervosas e a rotura dos vasos sangüíneos cau-sam a lesão primária da medula espinhal, e, no estágioagudo da lesão (até 08 horas após o trauma), ocorrehemorragia e necrose da substância cinzenta, seguidade edema e hemorragia. Formam-se petéquias hemor-rágicas na substância cinzenta, logo no primeiro minu-to da LME, que se aglutinam dentro da primeira hora,resultando na necrose central hemorrágica, que podeestender-se para a substância branca nas 04 a 08horas seguintes, como conseqüência de uma reduçãogeral do fluxo sangüíneo no local da lesão. A seguir,células inflamatórias migram para o local da lesão,acompanhadas de proliferação de células da glia, e,no período de 01 a 04 semanas, ocorre a formação detecido cicatricial e cistos no interior da medula espi-nhal.A redução do fluxo sangüíneo para o segmentolesado da medula espinhal pode ainda ser ocasionadopor alteração do canal vertebral, hemorragia, edemaou redução da pressão sistêmica, que conduzem àlesão adicional, denominada de lesão secundária. Essaredução do fluxo sangüíneo pode provocar a mortedas células e axônios que não foram inicialmentelesados.
Figura 2 -
Desenho, ilustrando os principais tratos da medula espinhal.1. Fascículo grácil e cuneiforme; 2. Trato corticoespinhal lateral; 3. Trato espinocerebelar dorsal; 4. Trato espinotalâmico lateral; 5. Trato espinocerebelar ventral
Leave a Comment