• Embed Doc
  • Readcast
  • Collections
  • CommentGo Back
Download
 
Alguns Apontamentos do Livro Liderança de Poder na Igreja
O Ministério no Espírito Segundo Paulo, por Brian J. Dodd.
 Edson Artêmio dos Santos
“Quando
Deus quer realizar algo por nosso intermédio, é preciso que sejamos discípulos,
não
 
 planejadores.”
 
“As duas primeiras palavras de uma teologia cristã sólida são:
 Deus pode
.” (F. Dale Bruner)
 
“...vislumbramos o reino de Deus como algo similar ao governo da Grã
-Bretanha. Jesus é Rei comtoda a pompa e circunstância que isso pressupõe. No entanto, sou o primeiro-ministro, com toda aautoridade verdadeira para tomar decisões e desenvolver políticas de governo. Jesus é o reirepresentativo, sem autoridade verdadeira, que ratifica minhas decisões e me resgata dasdificuldades. Eu, porém, decido os objetivos e tenho o comando de meus subordinados, tempo edinheiro. Isso é viver "segundo a carne", embora equivocadamente pensemos que estamos vivendo"segundo o Espírito".Quando, vez após vez, Paulo honra a Cristo como o Senhor (kyrios) é claro que freqüentementecompreendemos esse termo em seu uso comum, a saber, o mestre que possui e controla seusescravos. Paulo compreende seu papel como escravo de Cristo (doulos), alguém compelido econtrolado por seu mestre para realizar suas ordens e servir a seus propósitos. Os leitores do NovoTestamento grego sabem muito bem que as versões da Bíblia velaram sutilmente as imagens deescravidão contidas no Novo Testamento. Essas versões têm a tendência de usar o termo "servo",mais bem aceito socialmente, em vez de escravo, ao traduzir dessa forma, no Novo Testamento,cerca de cento e noventa palavras associadas à escravidão.
Isso, indubitavelmente, acontece de-vido anossa vergonha coletiva em relação à história da escravidão, em que os escravos eram bens materiais. Osestudiosos sabem que a consciência dessa imagem mestre-escravo é crucial para a compreensão, hoje, dasepístolas de Paulo, pois foram assim compreendidas no século I. A prática da escravidão eraprevalecente-, o fundamento econômico em que o Império Romano repousava. Estima-se que um terçocio Império Romano, na época de Paulo, era formado por escravos, um terço por mestres e um terço porescravos emancipados."Escravo de Cristo" é uma das maneiras como Paulo se autodenomina. Como as versões minimizam essefato, seria valioso citar algumas das muitas instâncias em que Paulo se retrata como "escravo de Cristo".Ele se apresenta aos romanos como: "Paulo, servo [escravo] de Jesus Cristo, chamado para apóstolo,separado para o evangelho de Deus" (Rm 1.1). É comum designar Paulo como apóstolo e pensar que essaera a maneira mais habitual por ele utilizada para descrever-se. No entanto, esse versículo alude ao queera uma convenção social de intitular os emissários como "apóstolos", que eram, com freqüência,escravos que serviam como representantes de seus mestres. Em Romanos 1.1, "apóstolo" é mencionado
na segunda linha, depois de "servo" [escravo].”
 
A necessidade do ego do líder por aprovação submerge à responsabilidade divina do líder de focar odesejo e a glória de Deus. Há um caminho que parece reto às pessoas, mas que leva à destruição...
 
As pessoas que buscam satisfazer os outros evitam a confrontação, pois querem apenas agradar àspessoas, evitar conflitos e manter as coisas funcionando sem percalços. Na verdade, é bom manter aunidade do corpo de Cristo. Contudo, a unidade cujo preço é satisfazer as pessoas em vez de satisfazer aDeus, não é unidade. Deus não fica satisfeito, e o poder do Espírito Santo nunca se torna evidente em taiscircunstâncias. Satisfazer as pessoas torna-se imediatamente algo demoníaco, quando o líder estáprocurando ascensão em sua carreira, ao utilizar o satisfazer as pessoas para promover-se ou evitarconflitos com a finalidade de manter seu cargo eclesiástico.
 
 
 
“Nossa fraqueza, não
nossa competência, é que emociona os outros; nossas tristezas, não nossasbênçãos, é que quebram as barreiras do medo e da vergonha que nos mantêm separados; nossas
falhas confessadas, não nosso sucesso alardeado, é que nos une em esperança.” (LARRY CRABB)
 O desejo que, com freqüência, ouvimos ser hoje expresso por "figuras episcopais", "homensclericais", "personalidades com autoridade" surge muito com freqüência de uma necessidadeespiritualmente doentia de conquistar a admiração de homens, para o estabelecimento da autoridadehumana visível, pois a autoridade genuína do servir parece ser muito inexpressiva. Não há nada quepareça contraditar tão veementemente esse desejo quanto a descrição de um bispo (1 Tm 3-1ss). Ali,o indivíduo não encontra menção alguma a respeito do charme mundano e dos atributos brilhantes deuma personalidade espiritual. O bispo é o homem simples e fiel, cuja vida e fé sejam irrepreensíveise que desempenhe honestamente suas funções na igreja. Sua autoridade repousa no exercício de seuministério. Não há nada para se admirar no homem em si. (DlETRICH BONHOEFFER)O VASO TRINCADO
“Na Índia, um homem carregava dois grandes potes de água, cada um deles pendurado nas
extremidades de uma vara que carregava sobre o ombro. Um dos potes tinha uma rachadura, e ooutro era perfeito e sempre armazenava toda a água até o fim da longa caminhada, do riacho à casade seu mestre. O vaso trincado chegava pela metade.Isso acontecia diariamente, por dois anos seguidos: o homem entregava apenas um pote e meio deágua na casa de seu mestre. Obviamente, o pote perfeito ficava orgulhoso de suas conquistas; arealização perfeita da finalidade para a qual havia sido feito. Contudo, o pobre pote trincado tinhavergonha de sua imperfeição e infelicidade, pois era capaz de realizar apenas metade da finalidadepara a qual havia sido feito.Após dois anos do que, conforme percebia ser uma derrota amarga, o pote trincado disse, à beira doriacho, ao homem que o transportava:
 — 
Tenho vergonha de mim mesmo e quero pedir-lhe desculpas.
 — 
Por quê?
 — 
perguntou o carregador.
 — 
Do que você tem vergonha?
 — 
Nesses dois últimos anos fui capaz de entregar apenas metade da quantidade devido a essarachadura lateral que faz com que a água vaze durante todo o caminho para a casa de seu mestre. Emvirtude das minhas falhas, você faz todo esse esforço, mas não recebe o retorno total por essetrabalho
 — 
disse o pote.O carregador sentiu compaixão por esse velho pote trincado e disse-lhe:
 — 
Quando retornarmos à casa do mestre, quero que você perceba as lindas flores ao longo docaminho.À medida que subiam a montanha, o velho pote trincado percebeu o sol aquecendo as lindas floresselvagens ao longo do caminho, e isso muito o alegrou. Contudo, no fim da trilha, ele ainda se sentiamal, pois metade de sua carga havia vazado e, mais uma vez, o pote desculpou-se com o carregadorpor sua falha.O carregador disse ao pote:
 — 
Você reparou que havia flores apenas do seu lado da trilha, mas não do outro? Isso foi devido aofato de eu sempre ter conhecido sua fraqueza e ter tirado proveito dela. Plantei sementes de flores emseu lado da trilha e, todos os dias, enquanto retornava do riacho você as regava. Por dois anos, pudecolher essas lindas flores para decorar a mesa de meu mestre. Se você não fosse exatamente da
maneira como é, ele jamais teria essa graciosa beleza em sua casa.”
 
“SINERGISMO é o princí
pio que afirma que duas ou mais pessoas trabalhando juntas, na mesmadireção, podem conquistar mais do que a soma do trabalho individual delas. Uma ilustração famosa
 
desse estudo foi feita com dois cavalos. O primeiro conseguia puxar quatro mil e quinhentos quilosem um trenó. O segundo conseguia puxar seis mil e trezentos quilos. O que você acha que os doisconseguiriam puxar arreados juntos e puxando na mesma direção? A maioria das pessoas talvezestimasse cerca de dez mil e oitocentos quilos, mas a resposta é vinte mil duzentos e cinqüentaquilos! A soma é maior que a combinação das partes. Obviamente, existe a implicação negativatambém. Se for permitido que os cavalos puxem em direções distintas, a soma total do queconseguiriam puxar é muito menor do que puxariam individualmente.Isso funciona da mesma maneira no ministério também. Quando trabalhamos juntos na mesmadireção, a soma de nossos esforços é muito maior do que o que conseguiríamos realizarindividualmente. Paulo usa synergos, a palavra grega que dá origem a "sinergismo", para descreverseus colegas de trabalho como aqueles que trabalham com ele na pregação e difusão do evangelho.Ele também os chama de companheiros (koinônos, koinônia). Para Paulo, ministério no Espírito éministério de parceria entre colegas de trabalho. Em um mundo onde prevalece a liderança do tipo"Cavaleiro Solitário", Paulo nos lembra acertadamente que o ministério de poder
 — 
sinergismo noEspírito
 — 
é alcançado quando compartilhamos o ministério, construímos equipes e confiamos unsnos outros no poder do Espírito.Temos muitos líderes cristãos do tipo "Cavaleiro Solitário". A imagem do homem independente eauto-suficiente é quase um clichê para o tipo de liderança que rejeitamos na igreja. Ainda assim,muitas pessoas concebem sua liderança em termos exclusivamente individuais, como-. "Eu sou lídere vocês, os seguidores"; "Eu sou o pastor aqui, e este é meu povo" (o que traz em si um problemateológico ainda maior); "Minha visão é o que interessa, pois eu sou o líder"; "Estamos fazendo o quealgumas pessoas da igreja querem, mas isso não se ajusta à minha visão". A liderança do tipo"Cavaleiro Solitário" am
eaça muitas igrejas em nossos dias.”
 
A teologia paulina da parceria é também indicada pela maneira como ele se refere a seus muitoscompanheiros. T. R. Glover foi a primeira pessoa a apontar a preferência de Paulo por palavras como prefixo syn, que significa "com" ou "co-". Esses componentes lingüísticos, diz Glover, têm duasfunções principais: enfatizar a união de Paulo com o Cristo crucificado e ressurreto e enfatizar suaparceria com outros cristãos em sua missão de propagar o evangelho. Paulo chamava seus parceirosdo campo missionário (escravos), "companheiros nos combates" (co-soldados) e "colaboradores".
• Cooperadores (synergos, Rm 16.3,7,9,21; 2 Co 8.23; Fp 2.25; 4.3; Cl 4.,11
-14; Fm 24)
• Companheiros de prisão [co
-prisioneiros] (synaicomalôtos, literalmente "companheiro prisioneirode guerra", Cl 4.10; Fm 23)
• Conservos (syndoulos, Cl 1.7; 4.7)
 
• Companheiros nos combates [co
-soldados] (systratiôtes, Fp 2.25; Fm 2)
• Colaboradores (synathleô, Fm 1, ARA)”
 
“Muitos líderes cristão
s têm a tendência de conceber liderança em termos dos objetivos alcançadosou da produção cie um programa que possa ser medido em vista do número de pessoas que deleparticiparam ou da quantidade de dinheiro arrecadada e gasta por intermédio dele. O foco daliderança vivificadora é bem distinto. Não diz respeito à criação de um produto, mas à reprodução davida de Cristo em indivíduos e na congregação. O foco é a reprodução da vida do Espírito.Você quer multiplicar seu ministério? Você quer crescer, expandir e aumentar seu impacto para oReino de Deus? O foco deve ser o desenvolvimento e alistamento de parceiros para o trabalho. Pauloafirma sucintamente a Timóteo esse princípio operacional: "Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graçaque há em Cristo Jesus. E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis,que sejam idôneos para também ensinarem os outros" (2 Tm 2.1,2).Paulo prevê o desenvolvimento de quatro gerações nessa breve exortação: a liderança de Paulo, aliderança de Timóteo, aqueles a quem Timóteo prepara, os quais continuam a preparar outros.
Reprodução é a chave efetiva do ministério, não produção.”
 
of 00

Leave a Comment

You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...
You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...