“Nossa fraqueza, não
nossa competência, é que emociona os outros; nossas tristezas, não nossasbênçãos, é que quebram as barreiras do medo e da vergonha que nos mantêm separados; nossas
falhas confessadas, não nosso sucesso alardeado, é que nos une em esperança.” (LARRY CRABB)
O desejo que, com freqüência, ouvimos ser hoje expresso por "figuras episcopais", "homensclericais", "personalidades com autoridade" surge muito com freqüência de uma necessidadeespiritualmente doentia de conquistar a admiração de homens, para o estabelecimento da autoridadehumana visível, pois a autoridade genuína do servir parece ser muito inexpressiva. Não há nada quepareça contraditar tão veementemente esse desejo quanto a descrição de um bispo (1 Tm 3-1ss). Ali,o indivíduo não encontra menção alguma a respeito do charme mundano e dos atributos brilhantes deuma personalidade espiritual. O bispo é o homem simples e fiel, cuja vida e fé sejam irrepreensíveise que desempenhe honestamente suas funções na igreja. Sua autoridade repousa no exercício de seuministério. Não há nada para se admirar no homem em si. (DlETRICH BONHOEFFER)O VASO TRINCADO
“Na Índia, um homem carregava dois grandes potes de água, cada um deles pendurado nas
extremidades de uma vara que carregava sobre o ombro. Um dos potes tinha uma rachadura, e ooutro era perfeito e sempre armazenava toda a água até o fim da longa caminhada, do riacho à casade seu mestre. O vaso trincado chegava pela metade.Isso acontecia diariamente, por dois anos seguidos: o homem entregava apenas um pote e meio deágua na casa de seu mestre. Obviamente, o pote perfeito ficava orgulhoso de suas conquistas; arealização perfeita da finalidade para a qual havia sido feito. Contudo, o pobre pote trincado tinhavergonha de sua imperfeição e infelicidade, pois era capaz de realizar apenas metade da finalidadepara a qual havia sido feito.Após dois anos do que, conforme percebia ser uma derrota amarga, o pote trincado disse, à beira doriacho, ao homem que o transportava:
—
Tenho vergonha de mim mesmo e quero pedir-lhe desculpas.
—
Por quê?
—
perguntou o carregador.
—
Do que você tem vergonha?
—
Nesses dois últimos anos fui capaz de entregar apenas metade da quantidade devido a essarachadura lateral que faz com que a água vaze durante todo o caminho para a casa de seu mestre. Emvirtude das minhas falhas, você faz todo esse esforço, mas não recebe o retorno total por essetrabalho
—
disse o pote.O carregador sentiu compaixão por esse velho pote trincado e disse-lhe:
—
Quando retornarmos à casa do mestre, quero que você perceba as lindas flores ao longo docaminho.À medida que subiam a montanha, o velho pote trincado percebeu o sol aquecendo as lindas floresselvagens ao longo do caminho, e isso muito o alegrou. Contudo, no fim da trilha, ele ainda se sentiamal, pois metade de sua carga havia vazado e, mais uma vez, o pote desculpou-se com o carregadorpor sua falha.O carregador disse ao pote:
—
Você reparou que havia flores apenas do seu lado da trilha, mas não do outro? Isso foi devido aofato de eu sempre ter conhecido sua fraqueza e ter tirado proveito dela. Plantei sementes de flores emseu lado da trilha e, todos os dias, enquanto retornava do riacho você as regava. Por dois anos, pudecolher essas lindas flores para decorar a mesa de meu mestre. Se você não fosse exatamente da
maneira como é, ele jamais teria essa graciosa beleza em sua casa.”
“SINERGISMO é o princí
pio que afirma que duas ou mais pessoas trabalhando juntas, na mesmadireção, podem conquistar mais do que a soma do trabalho individual delas. Uma ilustração famosa
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