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Florianópolis, dezembro de 2008
4 Economia
O uso de agrotóxicos e ertilizantes é a segunda causa de contaminação da água nopaís, o que pode causar doenças como alergias e câncer, de acordo com pesquisadivulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografa e Estatística (IBGE), no início de 2005Antonio Carlos da Silva,pesquisadordaEpagriderussanga,conereaatataorgânicacomaté25�dematériaseca,0�amaisqueacomumpesquisador da Epagri de russanga, conere a atata orgânica com até 25� de matéria seca, 0 � a mais que a comum
Divulgação EPAGRI
Petrobras e Weg são excluídas do ISE
O Índice de Sustentabilidade Empresarial, reernciaparauemaplicanaolsa,oidivulgadono�mdenovembroreerncia para uem aplica na olsa,oidivulgadono�mdenovembrooi divulgado no �m de novembro
 A Bolsa de Valores de São Paulo(BM&FBovespa) divulgou, na últi-ma terça-eira de novembro (25), anova carteira do Índice de Susten-tabilidade Empresarial (ISE), quetem vigência no período entre 1º dedezembro de 2008 e 30 de novembrode 2009. As principais alterações o-ram a retirada de grandes empresascomo a Petrobras e a Aracruz, con-sideradas tradicionais, e a inclusãoda prestadora de serviços de tele-onia TIM. Dentre as catarinenses,a Weg, de Jaraguá do Sul, não azmais parte do índice, enquanto aCelesc retornou à carteira depois deum ano ora. O índice é o reeren-cial mais importante do Brasil sobreresponsabilidade social e ambientaldas empresas.Em nota à imprensa, a Petrobrasanunciou que pediu ao Conselho De-liberativo do ISE uma justiicativapara a não-manutenção da empresano índice. Até o echamento destaedição do
ZERO
, não houve respos-ta do Conselho sobre a decisão, e aassessoria da BM&FBovespa se recu-sa a divulgar qualquer inormaçãoaté que o Boletim de Desempenhoseja divulgado – a publicação estáprevista para meados de dezembro.Movimentos ambientais como oGreenpeace atribuíram a exclusãoda petrolíera à denúncia de irre-gularidade no óleo diesel produzidopela empresa. Segundo denúnciado movimento, o teor de enxore doóleo produzido pela Petrobras esta-ria acima do regulamentado peloConselho Nacional do Meio Ambien-te (Conama), mas a empresa alegaque não está erindo nenhuma lei eque está seguindo o cronograma deredução de poluentes. A Weg, que integrava a carteira2007/2008, não se inscreveu paraobter a certiicação neste ano e oiautomaticamente retirada da lista. A empresa não publicou nenhumesclarecimento sobre o assunto eapenas alega, por teleone, não terinteresse em permanecer no gru-po. A única ingressante catarinensedeste ano oi a Celesc, que diz nãoter nenhum critério especíico quea tenha desclassifcado do índice noano passado, embora o desempenhogeral abaixo da média tenha preju-dicando a empresa na avaliação doConselho do ISE. Para este ano nãooram necessárias mudanças nosprocessos e nos projetos realizados,apenas um esorço maior em organi-zar a documentação necessária paraas áreas diretamente ligadas ao ISE,como a ambiental, um dos principaisocos de análise na avaliação.
Sobre o ISE
O Índice de SustentabilidadeEmpresarial é um indicador de de-sempenho, assim como outros cal-culados pela bolsa de valores. A di-erença é que só podem azer partedesse índice as empresas que adotampráticas consideradas sustentáveis,como a redução da emissão de gasespoluentes, minimização dos impac-tos ambientais de suas atividades.Criado em 2005, é a versão brasilei-ra do Índice Dow Jones de Sustenta-bilidade (DJSI, em inglês), que datade 1999. Para determinar o ISE sãoormulados critérios e estabeleci-dos parâmetros de desempenho, emparceria com institutos e entidadessociais e ambientais – dentre elas oPrograma das Nações Unidas parao Meio Ambiente (PNUMA) – alémde associações de profssionais deinvestimento. As inscrições paraparticipar da seleção da carteira sãoabertas todos os anos às 150 com-panhias detentoras das ações maisnegociadas e com maior valor demercado na BM&FBovespa.O questionário de avaliação doISE visa medir a conduta da empre-sa em relação a seus clientes, orne-cedores, colaboradores, à natureza eà sociedade, no que diz respeito aocumprimento das leis e a participa-ção em políticas públicas. O princi-pal objetivo é tornar as empresas re-erenciais para quem quer aplicar nabolsa com segurança e consciênciaambiental, além de induzir o merca-do a boas práticas empresariais. Porisso, qualquer ato comprovado quealtere os níveis de sustentabilidadee responsabilidade social de umaempresa pode resultar em exclusãoimediata do índice, antes da revisãoanual de atualização da carteira. A entrada no ISE pode ser con-siderada motivo de esta para asempresas. Na semana em que oianunciada a nova carteira, as açõesda companhia TIM dispararammais de 20%. A Celesc publicou re-lease à imprensa comemorando aconquista e incluiu um depoimen-to do presidente da companhia,Eduardo Pinho Moreira: “Voltar aoISE signiica que nossas ações estãoalinhadas com as melhores práticasna área da sustentabilidade empre-sarial”. São relexos de que o indi-cador é bem visto pelas empresas,agências de investimento e até porinvestidores individuais, que hojerepresentam mais de 25% do totalde capital aplicado, segundo relató-rio da Bovespa publicado em abril.
Celso Rondon Filho
Campanha em SC incentiva produçãoe consumo de alimentos orgânicos
Há em Santa Catarina duas milamílias produtoras de orgânicos cer-tifcados com o selo de qualidade. São150 mil toneladas de agroecológicos porano, que, quando comercializados, mo- vimentam R$ 30 milhões. O consumodesses produtos aumenta 30% a cadaano, segundo estimativa do InstitutoBiodinâmico, uma das instituições cer-tifcadoras do Brasil. Os orgânicos sãoalimentos, animais ou vegetais, obtidossem a utilização de agrotóxicos ou dehormônios sintéticos que avoreçam seucrescimento. Uma campanha iniciadaem outubro de 2008 incentiva agriculto-res catarinenses a plantarem orgânicose oerece curso para aprenderem a cul-tivá-los. Porém, o processo de transiçãoentre o plantio convencional e o orgâni-co pode durar até três anos, com possívelqueda de produtividade nas saras. A campanha é organizada pelo go- verno do estado, pela Empresa de Pes-quisa Agropecuária e Extensão Rural deSanta Catarina (Epagri) e pela Secreta-ria de Estado de Agricultura e Desenvol- vimento Rural. Paulo Tagliari, membroda coordenação da agricultura orgânicada Secretaria da Agricultura, diz que osetor precisa de mais incentivos fscais ede regulamentação adequada para des-pontar como potencial exportador. “Oideal seria que os produtores fcassemisentos de impostos como o ICMS”, diz.No fnal de 2007, oi aprovado o de-creto que regulamenta a lei nacional10.831, de 2003. Além de defnir a agri-cultura agroecológica e os princípiosda atividade, a lei dos orgânicos prevêa criação de uma comissão nacionale comissões estaduais de produção. Noentanto, ainda existem questões do de-creto a serem regulamentadas, comoa atribuição ao Instituto Nacional deMetrologia, Normalização e QualidadeIndustrial (Inmetro) a acreditação dascertifcadoras dos produtos orgânicos. Assim, não haveria uma segunda ava-liação dos produtos quando eles chegamao exterior. “O trânsito de produtos parao exterior seria menos burocrático e oproduto brasileiro teria mais credibilida-de.”, explica Roberto Mattar, da coorde-nação de Agroecologia, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.O Brasil possui 800 mil hectarescultivados. A Austrália, maior produtorade orgânicos do mundo, tem uma áreacultivada de 11,3 milhões de hectares.De acordo com dados da Secretaria deComércio Exterior, de agosto de 2006 atéjaneiro de 2007, o Brasil exportou 9,5mil toneladas de orgânicos, volume quecorresponde a US$ 5,5 milhões. SantaCatarina é o terceiro maior produtornacional, com crescimento médio deprodução de 15% ao ano. No estado,inclusive na capital Florianópolis, osprodutos mais comuns são as horta-liças, pois são mais áceis de produzir.Não existe nenhum produtor de carneorgânica certifcado em SC.
Comercialização
 Nas prateleiras dos supermerca-dos, os preços dos agroecológicos ain-da são mais caros se comparados aosdos alimentos convencionais. Produ-tores como Maria Aparecida de Pinho,que tem uma plantação no bairro deRatones, em Florianópolis, vende oque planta com um acréscimo médiode 30% em relação ao valor do nãoorgânico. “É o que técnicos da área eestudiosos aconselham que açamos,por isso nas eiras o aumento é maisou menos esse também”, explica aprodutora. Por outro lado, Tagliari ex-plica que “os supermercados aumen-tam o valor do orgânico muitas vezesacima de 100% do seu preço inicial”.Estudos realizados pela Faculda-de de Saúde Pública da Universidadede São Paulo e pela Agência Paulistade Tecnologia dos Agronegócios, em2006, comprovam que o orgânicoconcentra de 20% a 40% a mais denutrientes do que os convencionais.No entanto, o mesmo estudo afrmaque as evidências não são sufcientespara assumir, de orma defnitiva, asuperioridade do alimento produzidoorganicamente.
Cora Ribeiro
 
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Florianópolis, XXXXX de 2008
Cartola 5
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ação EPAGRI
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Ribeiro
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