Introdução
Quando se formou um grupo de oposição à direção do Sintracom-Londrina, no final dadécada de 1980, afora a questão salarial, a bandeira de luta que mais mobilizou os Trabalhadoresnas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Londrina foi a da segurança no ambiente dotrabalho. E com razão, pois naquele período, raro era o mês em que não acontecia um acidentefatal, principalmente no setor da Construção.Assim, o “Piquetão”, como era denominado o grupo de oposição, centrou fogo na luta por melhores salários e por condições de segurança que não colocassem em risco a integridade físicados trabalhadores. Foi um trabalho árduo, mas, após alguns anos, os acidentes fatais tornaram-seraros. Do final dos anos 1990 até meados dos anos 2000, por exemplo, foi possível contabilizar
cinco anos sem morte
por acidente de trabalho.É bem verdade que o advento, em 1995, da Norma Regulamentadora 18, a qual trata dasegurança no ambiente de trabalho, muito contribuiu para melhorar as condições de segurança noscanteiros de obras. A luta pelo fornecimento obrigatório de Equipamentos de Proteção Individual e autilização de ferramentas, máquinas e equipamentos seguros tornou-se, então, palavra de ordem noSintracom-Londrina.Com o passar do tempo, o ambiente de trabalho inseguro deixou de ser a “regra” vigente etornou-se a exceção. O que não quer dizer que o Sintracom-Londrina tenha se desobrigado defiscalizar, diuturnamente, o cumprimento das leis vigentes e das Convenções Coletivas de Trabalho.Pelo contrário, esse trabalho foi intensificado e complementado com a conscientização dotrabalhador.Nesse sentido, a idealização e realização do Menssat – Mês de Saúde e Segurança doTrabalhador, desde 1992, tornou-se peça chave no processo de luta para que o trabalhador retorneà sua residência após a jornada de trabalho, todos os dias, da mesma forma como saiu logo àsprimeiras horas da manhã.O risco de acidente de trabalho tornou-se mínimo nas categorias representadas peloSintracom-Londrina, mas, ainda hoje, existem empresas que insistem em agir como se estivessemnos séculos 18 e 19. Por isso, nesse ano o Sintracom-Londrina decidiu iniciar uma guerra contra oequipamento que ainda fere, mutila e mata trabalhadores – a serra de mesa, popularmenteconhecida como serra circular.
Objetivo
Como a saúde e a segurança dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e doMobiliário é questão de honra para o Sintracom-Londrina, a diretoria da entidade entende ser inadmissível a insistência de muitas empresas em utilizarem a serra circular sem as devidascondições de segurança – coifa protetora na lâmina, cutelo divisor e cobertura nas correias. Por isso,será deflagrada a campanha pela correta utilização de tal equipamento, a fim de reduzir o número deacidentes com amputações que ocorrem em nosso setor.
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