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GINÁSTICALABORALQUALIDADE TOTALEM SAÚDE
MARCOS GONÇALVES MACIEL
 
ÍNDICE
01 CAPÍTULO
- HISTÓRIA DA GINÁSTICA LABORAL
02 CAPÍTULO
- VALORIZAÇÃO DOS COLABORDORES - NOVO PARADIGMA DO R.H
03 CAPÍTULO
- PREVENIR É MELHOR QUE REMEDIAR O CUSTO DA “DESOBEDOENÇAS” 
04 CAPÍTULO
- MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA ATRAVÉS DA PRÁTICA DE EXERCÍCIOSFÍSICOS
05 CAPÍTULO
- MUDANÇA COMPORTAMENTAL X MOTIVAÇÃO
06 CAPÍTULO
- PRINCÍPIOS BÁSICOS DE ERGONOMIA
07 CAPÍTULO
- PRINCÍPIOS BÁSICOS DE BIOMECÂNICA
08 CAPÍTULO
- DISTÚRBIOS OSTEOMUSCULARES RELACIONADOS AO TRABALHO DORT/ LER 
09 CAPÍTULO
- PRINCÍPIOS BÁSICOS DO TREINAMENTO FÍSICO
10 CAPÍTULO
- EXERCÍCIOS FÍSICOS E QUALIDADE DE VIDA GLOBALIZADA
11 CAPÍTULO
- METODOLOGIA DA GINÁSTICA LABORAL
12 CAPÍTULO
- CONCLUSÃO
1 - CAPÍTULO
 
GÊNESE DA GINÁSTICA LABORAL
 
Desde os primórdios da humanidade, o homem vem desenvolvendo uma atividadeLABORAL, inicialmente como agricultor e pastor, e posteriormente como artesão. Mas, umacaracterística em comum a todas essas profissões era a necessidade do uso constante da força e resistênciafísica para se conseguir desempenhar a sua atividade.Por causa da peculiaridade do seu trabalho - e também do seu estilo de vida - o homem era dotadode muito vigor físico e gozava de uma ótima saúde, o que com certeza o protegia de várias doençasgeradas por uma vida sedentária tão comuns em nossos dias, como o stress, a obesidade, doençascardiovasculares, etc. - sabemos que o sedentarismo não é o único fator responsável pela aquisição dessasdoenças, mas que contribui consideravelmente para isso.A respeito de tais doenças podemos dizer que elas começaram a se proliferar a partir da PrimeiraRevolução Industrial no século XVII onde iniciou-se a substituição do trabalho humano pelo uso damáquina. Isso fez com que o trabalhador ao invés de usar sua força física para realizar uma tarefa, passou
 
apenas a supervisionar e manusear as máquinas; tendo sido reduzido e muito o uso da força humana parafazer a mesma tarefa. Outro fator importante que devemos considerar, é que antes, o artesão estipulava oseu ritmo de trabalho, o que lhe foi imposto com a adoção das máquinas dentro de uma fábrica, onde eletinha que acompanhar o ritmo da produção.A Revolução Industrial foi um marco na história, onde a partir de então houve um contínuodesenvolvimento tanto no setor industrial quanto na sociedade como um todo. Esse dinamismodesencadeou mudanças profundas no mundo do trabalho e da Ciência, onde passado os anos chegamos naera da Revolução Tecnológica. Novos equipamentos foram criados e aperfeiçoados, limitando ainda maisa atuação do homem no processo produtivo. Esse desenvolvimento além de atingir as fábricas, agoratambém é utilizado na agricultura, esperando um aumento da produção.Juntamente com o crescimento urbano e industrial, aumentou a demanda de um novo setor, oTerciário ou Burocrático, gerando uma maior restrição do uso das capacidades físicas do homem.Atualmente a tendência mundial é o aumento da prestação de serviços e da mecanização e informatizaçãodos diversos segmentos econômicos, levando a um aumento no trabalho sedentário e consequentementede um baixo uso do potencial dos sistemas orgânicos, o que contribuirá para uma diminuição da resistênciado sistema imunológico, ficando o homem mais susceptível às doenças. Para ter uma idéia, o trabalho burocrático exige apenas 20% da capacidade física, o que representa uma quase inutilização do potencialde movimento de uma pessoa - o que irá refletir em todo o corpo, pois, para que ele mantenha-sesaudável, depende da quantidade de estímulo transmitido dos mesmos; e isso é proporcionado pelaquantidade e qualidade dos movimentos corporais desenvolvidos por cada um, capazes de possibilitar oaprimoramento das funções orgânicas.O que pretendemos com esse pequeno retrospecto sobre o trabalho é despertar a atenção do leitor  para o fato da necessidade da manutenção da saúde, preservando as capacidades físicas do ser humano.Percebe-se que pelo fato dessa hipocinesia tão marcante na atualidade, o nosso organismo está cada vezmais frágil e vulnerável, nos colocando mais susceptível às doenças.Para um melhor entendimento da importância da movimentação do corpo de forma adequada, vamoscontinuar fazendo uma análise de como a mudanças das características do trabalho a partir do século XVlevou a uma quase extinção do esforço físico e a um “comodismo” sem precedentes na humanidade.A industrialização e urbanização ocorridas de forma intensa no início do século XX provocaram novas pressões ambientais e alterações no estilo de vida das pessoas. Como conseqüência dessedesenvolvimento, a qualidade de vida foi severamente afetada no decorrer dos anos, gerando uma série dedoenças que podemos chamar de “doeas da civilização moderna”, tais como o “stress”,cardiovasculares, obesidade, posturais, distúrbios gástricos e intestinais, respiratórias, alcoolismo,tabagismo e o “sedentarismo”.Andando paralelamente com esta nova fase social, a rotina do trabalho foi alterada tendo profundastransformações em suas características. Vamos pegar como ponto de referência para analisar essastransformações a era Taylor.Um dos pontos marcantes do Taylorismo, foi a criação de postos de trabalho delimitados eseparados entre si, onde toda a comunicação do operário era dirigida à uma chefia imediata. Foi criadauma divisão do trabalho e determinada um ritmo de produção onde o operário tinha que se adequar aotrabalho ou era substituído, e a sua remuneração era de acordo com o seu rendimento.Outro modelo de organização de trabalho que revolucionou, foi o sistema desenvolvido por HenryFord, que instituiu as linhas de montagem, buscando eliminar os “tempos mortosda produção,aprimorando o controle sobre os operários e determinando a velocidade da linha de produção onde o ritmode trabalho era comandado pela esteira; já a remuneração do operário era determinada pelo tempo detrabalho.A tecnologia associada à Organização Científica do Trabalho provocou um esvaziamento doconteúdo do trabalho e uma segmentação do mesmo, tirando do operário a consciência e o orgulho dotrabalho bem feito, onde ele acompanhava todo o seu processo de produção. O controle das decisões passaram a ser tomadas por uma gerência que detinha todo o conhecimento a respeito do trabalho,relegando os trabalhadores a meros operários de máquinas.Os novos princípios organizacionais que passaram a direcionar o trabalho a partir do século XX,transformou-o em algo opressivo, alienante, desqualificador, monótono, simplista, segmentado, destituídode conteúdo, realizado num ritmo intenso e em condições de trabalho com a infra-estrutura e segurança deformas inadequadas, causou sérios danos à saúde e integridade do operário.
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