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SEDE
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Hiperactividade e Défice de Atenção
Compreender e Intervir na Escola e na Família
 
 
Este documento foi organizado com o objectivo de informar os pais, professores e públicoem geral, acerca de temas actuais relacionados com a Perturbação de Hiperactividade eDéfice de Atenção. É uma síntese de ideias e de orientações práticas para todos aquelesque lidam com estas crianças. Está também direccionado para ajudar a intervir de formaadequada em diferentes contextos. Aos professores pretende dar algumas orientações paraa sua prática pedagógica e para a adequação do contexto escola. Pretende também queestes compreendam melhor como podem actuar junto das famílias. Aos pais sugerealgumas estratégias de actuação na família e na relação com a escola, alertando para anecessidade de encontrar sinergias entre os diferentes contextos nos quais vive a criançacom PHDA.
Autoria: Ana Nascimento Rodrigues
Data: Abril de 2005Desenhos de: Catarina Melo (11 anos) e Maria Melo (6 anos)
Edifício CADInEstrada da Malveira – 2750-782 CascaisTel.: 21 485 82 40 • Fax: 21 485 82 50Telm.: 91 254 04 04
www.cadin.net
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Introdução
Diz Russell Barkley (1998) num dos seus muitos livros sobre o problema:“ A PHDA não é um problema de não saber o que se faz, mas simde conseguir fazer o que se sabe que deve ser feito”Gabor Maté é um médico e psicoterapeuta canadiano que tem uma PHDA e trabalha no apoio eaconselhamento a indivíduos com o mesmo problema. No seu livro “Scatered Minds” (1999) defineassim a PHDA:“Dizem os médicos que a PHDA é uma desordem. Uma desordem em termos médicos éuma doença e a PHDA não é uma doença. Mas é uma desordem. Se na sua vidaexistem um conjunto de comportamentos que produzem uma completa falta de ordem noseu dia-a-dia, então você tem uma PHDA. E tem uma desordem... não no sentidomédico, mas no sentido de falta de ordem. Aí sim a PHDA é uma completa “desordem”(.p.25, adaptado).Tom Hartman é o director de um centro residencial para crianças e jovens vítimas de abusose com perturbações emocionais graves que se tem dedicado a escrever sobre a PHDA. No seu livro“Attention Deficit Disorder – A Different Perception (1997) tem um capítulo inteiramente dedicado asituações de relatos de pessoas com PHDA sobre as suas vidas. Escolhi um deles, porque mepareceu ilustrativo.“Toda a minha vida a minha mãe me chamou de interruptor. Dizia-me: - Tuinterrompes constantemente toda a gente. E era verdade. O que ela não sabia é quese eu não interrompesse as pessoas, quando elas acabassem a frase eu já me tinhaesquecido daquilo que queria dizer. Eu ter-me-ia distraído com algo e a minha menteteria vagueado para outro qualquer lugar. Eu nunca teria colocado o meu ponto devista...”(p.123, adaptado)Com o maior respeito:a todos aqueles que vivem com uma PHDA ou com alguém com PHDA.
Ana Rodrigues
Edifício CADInEstrada da Malveira – 2750-782 CascaisTel.: 21 485 82 40 • Fax: 21 485 82 50Telm.: 91 254 04 04
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