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ContosLibertinos
Marquês de
 
SUMÁRIOO MARIDO PADRE....................................................................03O MARIDO QUE RECEBEU UMA LIÇÃO..................................09A PUDICA OU O ENCONTRO IMPREVISTO............................15LUGAR PARA DOIS.............................................................21ENGANAI-ME SEMPRE ASSIM.................................................24O ESPOSO COMPLACENTE.............................................…....26O TALIÃO...................................................................................27O PROFESSOR FILÓSOFO................................…...................31O CORNO DE SI PRÓPRIO, OU A RECONCILIAÇÃOIMPREVISTA..............................................................................33AUGUSTINE DE VILLEBLANCHE,OU O ESTRATAGEMA DOAMOR...........................….…….…..............................................42A CRUELDADE FRATERNA......................................................542
 
O marido padre
Conto provençal
Entre a cidade de Menerbe, no condado de Avinhão, e a deApt, em Provença, um pequeno convento de carmelitasisolado, denominado Saint-Hilaire, assentado no cimo de umamontanha onde até mesmo às cabras é difícil o pasto; essepequeno sítio é aproximadamente como a cloaca de todas ascomunidades vizinhas aos carmelitas; ali, cada uma delas relegao que a desonra, de onde não é difícil inferir quão puro deve ser o grupo de pessoas que freqüenta essa casa. bados,devassos, sodomitas, jogadores; são esses, mais ou menos, osnobres integrantes desse grupo, reclusos que, nesse asiloescandaloso, o quanto podem ofertam a Deus almas que omundo rejeita. Perto dali, um ou dois castelos e o burgo deMenerbe, o qual se acha apenas a uma légua de Saint-Hilaire -eis todo o mundo desses bons religiosos que, malgrado suabatina e condição, estão, entretanto, longe de encontrar abertastodas as portas de quantos estão à sua volta.Havia muito o padre Gabriel, um dos santos desse eremitério,cobiçava certa mulher de Menerbe, cujo marido, um rematadocorno, chamava-se Rodin. A mulher dele era uma moreninha, devinte e oito anos, olhar leviano e nádegas roliças, a qual pareciaconstituir em todos os aspectos lauto banquete para um monge.No que tange ao Sr. Rodin, este era homem bom, aumentando oseu patrimônio sem dizer nada a ninguém: havia sido negociantede panos, magistrado, e era, pois, o que se poderia chamar umburguês honesto; contudo, não muito seguro das virtudes de suacara-metade, era ele sagaz o bastante para saber que overdadeiro modo de se opor às enormes protuberâncias queornam a cabeça de um marido é dar mostras de não desconfiar de os estar usando; estudara para tornar-se padre, falava latimcomo Cícero, e jogava bem amiúde o jogo de damas com opadre Gabriel que, cortejador astuto e amável, sabia que épreciso adular um pouco o marido de cuja mulher se desejapossuir. Era um verdadeiro modelo dos filhos de Elias, esse3
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09 / 30 / 2010This doucment made it onto the Rising List!
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