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MEU PORTO
MEU PORTOChamo-te meu, porque foi numa parcela do teu solo,que eu dei o meu primeiro grito de vida.Conhecer-te, só o fiz passados alguns anos, e aprendi a gostar de ti, como aprendi, a gostar da mulher que me trouxe ao Mundoe que é a minha mãe, a quem eu quero muito.A tua beleza e grandiosidade, encontram-se a cada passo…nas Igrejas e Monumentos, que se encontram por toda a Cidade.Assim como nos museus e as Muralhas Fernandinas, e mesmo ao lado,a Sé toda imponente, olhando o rio que se deita aos teus pés,e vai recordando o tempo, em que os barcos rabelos, rio abaixo,transportavam o vinho do Porto.Tens tanto de história para contar, que quase me perco nessas ruasestreitas, onde casas já velhinhas, ali na zona ribeirinhaviradas para o rio, foram recuperadas.Cidade minha, tens nessas casas, na ribeira e junto ao rio,restaurantes típicos, onde se bebem dois copos, e se trocamdois dedos de conversa, que tem de ser quase um sussurro, porqueali ao lado, se vai cantar o Fado.Para mim és a Cidade mais bela.Esse teu ar austero, e por vezes soturno, para quem te visitafazem de ti a cidade mais bonita.Não posso deixar de dizer o quanto admiro o teu Rio que é Dourouma rua que tem Prata e é das Flores, o Palácio que já foi deCristal, o Castelo que é do Queijo, aquela rua que mesmo de diaé escura, o Santo que é João, e pelas ruas se festeja,com alegria e animação.E a Foz do Douro, que é linda, onde o rio devagar, vai levando assuas águas até ao mar, que no seu murmurar dá-lhe um beijo.E a tua Sé velhinha, que lá do alto, com seu ar sobranceiro,vê tudo mais que eu não vejo.
Julho / 2000 
 
DUAS CIDADES E UM RIO QUE AS UNE
Hoje perto do rio sentada, rio que admiro aqui do lado de Gaia.Meu coração pulsa forte, porque dentro do meu peito, sinto e vejotal beleza, impossível descrevê-la.Olho as águas do Rio Douro e quase pensar não consigo,fico como que abstraída de tudo que me rodeia, e até o pensamentoconsegue tornar-se lento.Rio Douro o teu deslizar com brio, parece-me um desafio.Eu julgo compreender, porque do lado da Cidade de Gaiaolho a Cidade do Porto, aquela que me viu nascer.Aqui na Cidade de Gaia, de que tanto gosto e admiro,pois é aqui que eu vivo.Era criança quando aqui cheguei, os anos que já passaramsó eu sei.Ò meu Porto. Tu na verdade viste-me nascer, cidade minhaterás ciúmes?... Por favor não penses assim, o mesmo rionos separa, mas também nos une através das suas pontes.Quanta vez por elas já passei a pé quando ia trabalhar era muito nova mas, deves lembrar-te.Eu amo as duas Cidades, amo o Rio Douro que nos uneatravés das suas pontes.Amo as tuas ribeiras, onde se passeia e se divertetanta gente, que como eu te visita.Sempre te amarei Cidade do Porto, assim como amarei aCidade de Vila Nova de Gaia.Cada uma com sua beleza, com muito de história par contar a quem as quiser visitar e da beleza do seu Rio desfrutar.
Julho / 2004
 
A MINHA JUVENTUDE
Sinto dentro de mim, o mesmo que sentia na minha Juventude, cheia deromantismo, os anos passaram e hoje já não soumais aquela Jovem, que gostava de dançar ao som de uma música espanhola, quenaquele tempo eu tanto apreciava.Aquela romântica que escrevia poemas, desabafos de alma tudo escrevia comsentimento, e grande emoção. Frente a um espelho, imaginava ser a personagemde uma peça de teatro sem nome. Então, representava e, a imaginação e, osentimento eram tais, que até as lágrimas que caíam dos olhos, eram sentidas,como se tudo aquilo fosse verdade, e as palavras bem reais.Segui um rumo diferente na minha vida.Sou feliz mas, dentro de mim, existirá sempre uma saudade, do que ficou paratrás e de tudo o que não fiz.Sonhos da Juventude, que não passaram disso mesmo, apenas sonhos e ilusões,Mas, não fiquei parada, isso eu não queria, nem conseguia, porque ainda tenhoComigo a poesia. São os poemas que escrevo, a poesia que leio na rádio, e emrecitais, que preenchem em parte muitos momentos da minha vida.E são eles que me dão alento, coragem, para poder assim passar o tempo, e omeu dia a dia, com um pouco mais de alegria.
Outubro / 1999
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