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BOLETIM DE HISTÓRIA DEMOGRÁFICAAno XII, no. 37, junho de 2005
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Apresentação
BHD 37file:///C|/Meus documentos/Minhas Webs/TRIPOD/BRNUEDE-Historia_Demografica/bhds/bhd37/bhd37.htm (1 of 13) [04/06/2005 17:06:08]
 
Este número do BHD recebe três artigos que merecem menção especial. Maria Lucília Araújocomplementa o levantamento, divulgado em nosso número 29, sobre endereços da WEB quedisponibilizam documentação ou informações úteis para o desenvolvimento de pesquisassocioeconômicas concernentes ao Brasil. Já Flávio Versiani comparece com duas contribuições das maisrelevantes. De uma parte, esquadrinha a obra de Saint-Hilaire buscando determinar a visão do famosoviajante sobre as condições em que viviam os escravos no Brasil; de outra banda, ficamos a lhe deveruma estimulante análise da contribuição que a teoria econômica pode trazer ao entendimento dofuncionamento do sistema escravista. Quanto ao mais, as matérias ora estampadas reafirmam o caráterinternacional que a cada passo marca mais fundamente nosso boletim.
Artigos
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Flávio Rabelo Versiani. Os escravos que Saint-Hilaire viu.
Trabalho publicado originalmente na revista
 História Econômica e Economia de Empresas
, 3(1):7-42,2000.RESUMO. Relatos de viajantes que percorreram o Brasil, especialmente no século XIX, são uma fonteamplamente utilizada para o estudo da vida econômica e social do País naquele período. Os trabalhosclássicos de Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e Caio Prado Júnior, por exemplo, valeram-seem larga medida dessas fontes. Em particular, o estudo das características do escravismo brasileiro temsido muito influenciado por tais relatos. A visão de uma escravidão relativamente benigna no Brasil -origem de tanta polêmica na literatura - foi com freqüência defendida com o apoio de citações extraídasda obra de observadores estrangeiros coevos. Por outro lado, a fidedignidade desses testemunhos foiposta em dúvida por oponentes daquela visão, desde o século XIX. Não faltou quem considerasse os
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viajantes "verdadeiros agentes do governo brasileiro", prestando-se a veicular uma tese que teria suaorigem na propaganda anti-abolicionista governamental, interessada em difundir um quadro róseo dasituação dos escravos. Nesse contexto, será útil que se procure examinar de forma mais sistemática o quedisseram os viajantes do século XIX sobre o escravismo brasileiro, indo além de meras citações pinçadasa propósito. Até que ponto se pode extrair desses relatos um quadro coerente, que traga subsídios efetivosao entendimento das relações entre senhores e escravos? Que tipo de generalização pode ser sugerida poresse mosaico de observações individuais, feitos em circunstâncias bastante variadas? O presente trabalhopretende trazer uma contribuição em tal sentido, examinando o depoimento, com relação à escravidão, deum dos mais importantes e freqüentemente citados entre aqueles viajantes: o naturalista francêsSaint-Hilaire, que percorreu extensamente o Brasil entre 1816 e 1822. O exame dos relatos deSaint-Hilaire será feito tomando como referência algumas hipóteses e conclusões da literatura econômicasobre o escravismo. 
Flávio Rabelo Versiani. Escravidão no Brasil: uma análiseeconômica.
Publicado originalmente como "Brazilian Slavery: toward an Economic Analysis".
Revista Brasileira de Economia 
, 48(4):463-478, dez. 1994. Traduzido por Fábio Souza deOliveira, com revisão do autor.
RESUMO. O autor discute algumas questões relacionadas à escravidão no Brasil, objeto de debate naliteratura, as quais podem ser melhor compreendidas à luz de proposições simples da teoria econômica.O estudo do sistema escravista brasileiro expandiu-se vigorosamente no período recente; contudo, não setem dado muita ênfase aos aspectos econômicos dessa instituição. Não que esses aspectos tenham sidointeiramente negligenciados; ao contrário, existem trabalhos de importância sobre a questão dalucratividade do uso da mão-de-obra escrava, por exemplo, assim como estudos baseados numa visãoeconômica da escravidão na linha das análises clássicas de Weber e Marx. No entanto, alguns pontosrelevantes da moderna análise econômica do escravismo não têm sido, no caso do Brasil, suficientementeexplorados. O objetivo deste ensaio é justamente o de chamar a atenção para esses pontos. 
Maria Lucília Viveiros Araújo.
Outras fontes da WEB para a história econômica e social do Brasil.
RESUMO. A autora complementa a pesquisa iniciada por Francisco Vidal Luna & Herbert S. Klein em2003, divulgada no BHD n. 29. Luna e Klein catalogaram diversos endereços da WEB quedisponibilizam documentação ou informações úteis para o desenvolvimento de pesquisas concernentes à
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