Quem
está
habituado
a
lidar
com
o
Mar,
entende
facilmente
as
condicionantes
da
Natureza
no
que
toca
a
alcançar
certos
objectivos;
sejam
eles
a
observação
de
vida
Marinha,
dentro
ou
fora
de
água.
A
observação
dos
cetáceos
é
condicionada,
também,
pela
ondulação,
que
caso
seja
considerá
‐
vel
dificulta
grandemente
a
sua
visualização
à
dis
‐
tância.
Por
outro
lado,
ventos
desfavoráveis
condi
‐
cionam
a
visibilidade
das
águas,
e,
portanto,
podem
comprometer
os
mergulhos
idealizados,
até
porque
tínhamos
“iniciados”
e
“avançados”,
estes
últimos
mais
habituados
às
“sevícias”
das
águas
do
Norte,
quando
a
visibilidade,
por
vezes,
é
reduzida
e
a
ondulação
uma
constante.
Resumindo,
mergulhadores
do
Norte
estão,
por
norma,
habituados
a
certas
condições
que
não
agradariam
a
outros
tipos
de
mergulhadores
habi
‐
tuados
a
condições
menos
“agrestes”.
No
entanto,
e
com
a
ajuda
dos
Ventos,
tivemos
uma
boa
visibilidade
nos
5
mergulhos
que
se
fize
‐
ram,
não
os
15m
comuns
em
Sagres,
mas
7/8
m.
Os
17ºC
de
temperatura
da
água
também
foram
bastante
reconfortantes.
A
Sara
e
Ricardo
da
Mar
Ilimitado,
propuseram
um
plano
de
contingência
(dependendo
das
condições
meteorológicas)
ficando
estabelecido
desde
o
dia
1,
um
plano
A
e
um
plano
B,
de
forma
a
permitir
a
realização
de
todas
as
actividades
previstas.
Os
mais
avançados,
foram
os
“sacrificados”
com
uma
saída
pelas
8h30
no
dia
2,
ao
encontro
do
Naufrágio
“Torvore”.
Os
habitantes
e
residentes
deste
naufrágio
foram,
portanto,
visitados
pela
nossa
comitiva.
Por
entre
as
chapas,
um
belíssimo
cardume
de
robalos
pro
‐
curava
refúgio
e,
citando
Jerónimo
Velasco,
que
também
nos
acompanhou:
“Quanto
ao
mergulho,
pois
bem,
começamos
com
um
Mar
chão
de
fazer
inveja
a
qualquer
paraíso
caribenho,
faltando
ape
‐
nas
o
sol
brilhar
com
mais
intensidade”[…]
Chega
‐
dos
ao
naufrágio,
a
30
metros
de
profundidade,
dirigimo
‐
nos
à
proa,
que
se
encontra
muito
des
‐
truída,
navegamos,
contornando
‐
o,
sempre
pelo
nosso
lado
esquerdo.
Não
existe
qualquer
tipo
de
corrente.
No
interior
daquilo
que
seria
o
convés
do
navio,
e
com
as
traves
mestras
à
vista,
no
fundo
circulam
dezenas
de
robalos
de
grande
dimensão.
Muitas
fanecas
e
sargos.
Vislumbro
aquilo
que
julgo
serem
corvinas.
As
judias
passeiam
‐
se
pelo
navio,
tal
qual
as
Anthias
que
por
ali
pululam
em
cardumes.
Avis
‐
tamos
ainda
um
safio
(pequeno
congro),
e
detemo
‐
nos
por
breves
instantes
a
ver
a
carga
de
carvão
prensado
que
ali
resiste
ao
tempo.”
[…]Mas
lá
que
fiquei
satisfeito,
lá
isso
fiquei
...”
Ler
mais
em:
http://jejeunderwaterworld.blogspot.com.
Referência
curiosa
a
acrescentar
a
este
mergulho,
era
a
imensidão
de
rascassos
(Scorpaenidae)
que
se
encontrava
nas
redondezas
e
no
próprio
navio;
Ditam
as
regras
que
não
se
deve
tocar
ou
distur
‐
bar
a
Vida
Marinha;
neste
caso
aconselha
‐
se
viva
‐
mente
a
ter
um
bom
controle
de
flutuabilidade,
não
vá
o
mergulhador
menos
atento
“aterrar”
em
cima
de
um
destes
bichinhos,
ou
eventualmente
“segurar
‐
se”
sobre
um
deles.
Na
subida,
graças
a
um
“VR3”,
fiquei
com
o
Luis
Magina
a
fazer
um
patamar
prolongado
dispensando
o
guia
da
espera.
Infelizmente
a
minha
ex
‐
câmara
digital
não
nos
acompanhou
nestes
mergulhos,
tendo
ficado
algu
‐
res
no
Oceano
Atlântico
há
uns
meses
atrás;
teria
sido
um
bom
“auxiliar
de
memórias”.
Durante
a
tarde,
seguiu
‐
se
mais
um
mergulho,
a
profundidades
convenientes
aos
iniciados
(P1/OWD),
cumprindo
‐
se
as
regras
do
mergulho,
já
que
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