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O SEU JORNALNO REINO UNIDO
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No dia 25 de Abril de 1974 estava eu em Angola, onde trabalhavano “Diário de Luanda” como revisor de provas gráficas. O jornalistaBelmiro Vieira era o chefe de redacção e, salvo o erro, Pereira daCosta era o director desse único vespertino (na altura, pois já antesexistira o “ABC”) da capital angolana, o grande “responsável” portodo o meu percurso de vida entre jornais e revistas, embora tenhadado os primeiros passos no jornal “O Comércio” e, depois, em “AProvíncia de Angola”, também estes sediados em Luanda.Pois bem... nesse dia, como em tantos outros, o jornal
fechava
pertodasduasdatardee,umahoradepois,ospequenosedescalços ardinas lá estavam à porta da Gráfica Portugal para rece-berem os exemplares que iriam vender debaixo das arcadas dapastelaria Versalhes, à porta da Paris, na Mutamba... enfim, umpoucoportodaabelaLuandadeentão,desdeaBaixaaosCombatentes. Nesse dia, como em tantos outros, o ambiente eracalmo e concentrado na lufa-lufa do fecho da edição, nada fazia adi-vinhar que, a milhares de quilómetros de distância, tinha acontecidouma revolução. Na altura, ninguém se apercebeu do semblante algopreocupado do chefe de redacção, tão pouco alguém terá dadoimportância a uma notícia de última hora que referia haver movimen-tos de tropas em Lisboa. Descansados, ou melhor, alheios a essascoisas de política que ocorriam no
puto
, todos nós ansiávamos pelahoradesaída,todosnospreocupávamosmaiscomaCucaouNocalbemfresquinhaquenosaguardavanoBaleizão,noAmazonas ou noutra esplanada qualquer. Para além disso, de movi-mentos de tropa estava eu farto - fazia quase um ano que acabarao meu serviço (leia-se suplício) militar, durante o qual passeara,durante três anos e meio, o camuflado por São Salvador, Ambriz,Ambrizete, Buela, Quiende, Magina, Quiximba, Tomboco... e tantosoutros locais dessa imensa e saudosa Angola. Nesse dia, portanto,como em tantos outros, vivia-se o quotidiano do costume, numacidade pejada de militares mas onde já não havia guerra. Vivia-se,nesse dia, como em tantos outros, com a parca informação que aPide, Governador Geral, Forças Armadas e outros órgãos de cúpu-la entendiam fornecer. Por isso, a 25 de Abril não vivemos a re-volução,nãocheirámososcravos,nãogritámosliberdade.EmLuanda, vivêmo-la a 26, um dia depois... Uma revolução atrasadaque, passados todos estes anos, ainda não chegou a todo o lado.
Revolução atrasada
Será já no próximo dia 4 que os imigrantes marcharão pelas ruasde Londres para manifestarem a sua solidariedade com osmilhares de trabalhadores ilegais que garantem quase 20% daforça laboral na capital. Pretende-se alertar as autoridades para anecessidade de legalizar todos os radicados no país e quecontribuem positivamente para o seu desenvolvimentoeconómico. Será uma marcha a que o nosso amigo ecolaborador Gonçalves da Silva se dedicou e que, certamente,terá a adesão dos portugueses e outros falantes da língua lusa.Acomissão de arranque para a constituição de uma organizaçãoque junte a maior parte dos portugueses que trabalham com epara a comunidade lusa, vão reunir-se no próximo dia 23 deMaio. Joe Barreto e Susana Forte Vaz defendem um projectoaberto de união de esforços. “Para já existe uma ideia, mas nadaestá definido.Tudo está em aberto”, afirmou Joe Barreto. “Sãobem vindos todos os que dentro de East Anglia trabalham com osportugueses”. Para mais informações telefone a Joe Barreto(07747860604) ou Susana Forte Vaz (01842 764622).
O nosso jornal vai, durante o mêsde Maio, aumentar o seu capital.Vamos recrutar mais quadros parapodermos chegar cada vez maislonge. O jornal pretendeconsolidar a abertura do seuescritório em Londres, dirigido porPedro Fernandes, que fará parte doquadro accionista da nossapublicação, e chefiará a área demarketing e vendas. Aresponsabilidade editorialcontinuará nas mãos de DanielSantos e a gestão global a cargo deJoão de Noronha. Outros nomesbem conhecidos na nossacomunidade completarão o novoquadro, reforçado com uma novaadministrativa e um novovendedor. Adistribuiçãocontinuará a cargo do próprio jornal, de algumas empresasaccionistas e da TNTemanteremos os mesmos cerca de500 postos de distribuição desdeJersey à Escócia.O partido trabalhista em Norfolk está muito atento ao desenvolvimentodos projectos, das expectativas e necessidades da comunidade portuguesana área. Este partido é o único que se apresenta a estas eleições com umprojecto que abrange as comunidades migrantes e defende a permanênciana União Europeia. Todos os outros, por interesses políticos, preferemesquecer as promessas do passado e não mencionar os imigrantes e criamdúvidas quanto à Europa, com medo de perderem votos na comunidadelocal. Tanto os deputados, como os conselheiros das variadas câmaras,manifestaram ao nosso jornal a necessidade que a comunidade portuguesase integrar na política interna do país, para fazer valer os seus direitos.Para isso seria necessário que os portugueses se inscrevessem noscadernos eleitorais para as eleições locais, a terem lugar no próximo dia 4de Junho. Basta contactar o nosso jornal e nós organizamos a forma de lhefazer chegar um formulário. Para mais informações tel: 01842 764622.
Já estão escolhidas as partesintervenientes no “PortugueseOffer”, a realizarno princípiodo próximo ano. Acomissãocoordenadora será quaseintegralmente constituída por jovens de grande valorna nossacomunidade, que, brevemente,anunciaremos. Esteja, pois,atento a este evento.
“As Notícias”aumenta capital
Trabalhistas com comunidade lusa
Oencontroeconvíviodemadeirenses,cujacomunidaderepresenta 65 por cento do total dos portugueses no Reino Unido,é o principal motivo para o dia da Madeira, que realiza no domingoasegundaedição,noKenningtonPark,Londres,declaramosorganizadores. “Há encontros de pessoas que já não se vêem hámuitosanos, incluindo familiares”, diz Carlos Freitas, Conselheirodas Comunidades Madeirenses e organizador do evento.“O Dia da Madeira não é só para os madeirenses, é para todos osportugueses”, sublinhou, em declarações à Agência Lusa. (Maisinformação no anúncio da página 23).
COMEMORAÇÕES DO DIA DA MADEIRA
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