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MADEIRA EMIGRANTE
- Serviço de Notícias Regionais -
 Actualidades
 
Madeira reivindica reforço autonómicono Dia da Região e das Comunidades Madeirenses
Apesar de haver «muito caminho a percorrer» para a consolidação do processo autonómico, échegada a hora de se avaliar o funcionamento do sistema político-constitucional português emrelação às Regiões Autónomas e, em particular, em relação à Região.Estas foram palavras do presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Miguel Mendonça, nasessão solene do Dia da Região e das Comunidades Madeirenses, que este ano teve lugar no CentroCívico do Estreito de Câmara de Lobos.Sublinhando que as revisões constitucionais feitas em Portugal ficaram marcadas por «algumasconquistas» mas também por «frustrações», devido ao poder legislativo regional «permanecer limitado», o presidente do parlamento madeirense refoou o sentimento de que a actual jurisprudência constitucional é “profundamente restritiva e lesiva da iniciativa legislativaautonómica”.Atenta à discussão da revisão constitucional que a Assembleia da República vai iniciar a 24 deJulho, a Madeira entende, no dizer de Miguel Mendonça, «ser absolutamente necesria aapresentação de um projecto próprio de revisão constitucional, previamente discutido e aprovado pela nossa Assembleia Legislativa».«A Madeira irá reequacionar a sua Autonomia e terá como prioridades clarificar e reforçar, naordem constitucional da Reblica, a superioridade hierárquica dos Estatutos Potico-Administrativos das Regiões Autónomas em relação a todos os demais actos legislativos ordináriosdo Estado», evidenciou.
Madeira deve definir o seu futuro:“estado federal ou estado regional”
 
O presidente do Governo Regional é da opinião que a Madeira não deve estar preocupada com osAçores e deve, antes, definir o seu próprio futuro, que pode passar por ser um estado federado ouestado regional.Alberto João Jardim falava aos jornalistas após a cerimónia solene do Dia da Região e depois deReis Leite, antigo presidente da Assembleia Regional dos Açores, que foi o orador convidado, ter defendido que «o federalismo é a solução para os nossos desencantos e desencontros».Mas para o líder madeirense, a Madeira «já é um estado regional, porque segundo a doutrina doConselho da Europa, todas as regiões que têm poder legislativo são o estado regional».Contraria os termos da própria Constituão ao falar de um estado unitário, pois em seuentendimento «tendo dois territórios, que são estados regionais, que têm poder legislativo, o Estadonunca pode ser unitário».Por tudo isto, Jardim diz ser chegado ao momento das grandes decisões e que passa por perguntar ao povo «se quer mais Autonomia ou não».Em declarações aos jornalistas, disse estar perante «os que, sem quebrar a unidade nacional,entendem que é este o momento do parlamento eleito pelo povo madeirense ter os podereslegislativos que precisa para enfrentar os novos tempos que em e, por outro, aosintegracionistas, que entendem que se deve continuar sujeitos ao que Lisboa determinar».
Reis Leite afirma na Madeiraque “o federalismo é a solução”
O antigo presidente do parlamento açoriano, José Rei Leite veio à Madeira defender a preparaçãode uma revisão constitucional que «desbloqueie os afunilamentos que as revisões anteriores e osEstatutos Político-Administrativos têm trazido à Autonomia».O orador convidado pela Assembleia Legislativa da Madeira para falar na sessão solene do Dia daRegião e das Comunidades Madeirenses defendeu que «o federalismo é a solução para os nossosdesencantos e desencontros».Falando de Autonomia e Federalismo para uma sala repleta pelas principais individualidades políticas da Região, com excepção dos deputados do PS, CDU e Bloco de Esquerda, que recusarammarcar presença nesta cerimónia, Rei Leite referiu que os «bloqueios à Autonomia agravaram-se» eque as revisões constitucionais «tiveram o condão de obscurecer» aquilo que era pretendido ter clarificado.Em sua opinião, a revisão feita em 2004 «necessitava já então de outro tratamento» e que a «raiz damaioria dos nossos males radica na perniciosa definição de Estado unitário».«A existência de autonomias políticas num Estado unitário é um contra-senso e só preconceitos
 
centralistas podem justificar que semelhante absurdo venha sobrevivendo durante 30 anos», frisou. 
Jardim considera atribuição de insígnias«um dever e um acto educativo”
 No Dia da Região e das Comunidades Madeirenses, o Governo Regional distinguiu seis personalidades pelos seus contributos prestados à Região, atribuindo as insígnias “Autonómicas”,de “Valor”, de “Distinção” e de “Bons Serviços”. Na cerimónia que decorreu no Salão Nobre do Governo, Alberto João Jardim considerou o acto deatribuição de insígnias «um acto educativo» e disse ser um dever reconhecer o contributo dado pelos seus concidadãos ao desenvolvimento regional.«Neste momento, tivemos um acto educativo, porque uma democracia sabe agradecer a muitos dosseus melhores, uma democracia desafia os seus jovens a serem tão bons como estes homens a quemhoje fazemos reconhecimento público», enalteceu.O presidente do Governo salientou ainda que a atribuição destas insígnias são também «umincentivo» à população em geral e, em particular, aos mais jovens.Este ano, foram distinguidos o antigo director regional de Estradas, Engº Filipe Ferreira; osempresários e irmãos António e Norberto Henriques, o autor da música do Hino da Madeira,maestro Victor Costa, o guia intérprete João Carlos Veiga Pestana e o empresário do sector da panificação Manuel Ferreira Cabral. 
Jardim no comício do PSD:“só os loucos é que votam no seu carrasco”
 No habitual comício que o PSD/Madeira organiza todos os anos no Pico dos Barcelos, no dia 1 deJulho, Dia da Região, Alberto João Jardim, falando do PS e do primeiro-ministro José Sócrates,disse que «só os loucos é que votam no seu carrasco».Aludindo às «patifarias que o Sócrates e a sua gente fizeram à Madeira» e que, como faz questão delembrar, foram feitas “por vingança» e «para atacar o povo madeirense», Jardim insistiu na ideia deque «só os loucos é que votam no seu carrasco», nas próximas eleições legislativas nacionais.Apesar de tudo, salientou que na Região, «todos juntos, privados, Governo e Câmaras agarrámosnisto, continuamos a ir para frente e vamos continuar a ir para a frente». «Se não se mantinha obrascomo se tem feito, se não se deixava o sector privado ir para a frente, a desgraça ia ser igual àquiloque nas vossas televisões vêem, que é todos os dias no continente empresas a fechar e gente a ir 
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