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10 Julho 2009
M
ichaelJosephJacksonnasceua29deAgosto de 1958 em Gary, Indiana. Desdenovocomeçouarevelarfaculdadesespeciais para cantar e dançar. O pai, JoeJackson,percebeuessasaptidõeseincentivou-o,masfê-lodeformaquasemilitar,privando-o de uma infância vulgar. Em 1962, o pai,lançou um grupo centrado nos três filhos mais velhos.Michael, juntas-se-lhes no ano seguinte, impondo-selogo como o centro das atenções. Não só pela sua idade,mas também pelas características vocais e passos dedança.Em 1968, os Jackson 5, assim se chamava o colectivofamiliar, assinam pela editora Motown. O primeirosingle, “I want you back”, lançado no ano seguinte, tinhaMichael 11 anos, transforma-se de imediato numsucesso, o mesmo sucedendo com os seguintes, “ABC”,“The love you save” ou “I’ll be there”, todos elesconseguindo alcançar o primeiro lugar do top em 1970.Em 1971, a Motown lança-o, a solo, com o single“Got to be there”. No ano seguinte alcança, a solo, o seuprimeiro lugar no top, com o single “Ben”, que viria a sernomeado para os Óscares. O quarto e último álbum asolo que viria a lançar pela Motown foi em 1975. No anoseguinte, ele e os irmãos (sem Jermaine), assinaram pelaEpic e mudaram o nome para Jacksons.
Encontro com Quincy Jones
Em 1997, Michael conhece o produtor e compositorQuincy Jones, um encontro que lhe marcaria a vida parasempre. Encorajado pelo sucesso do seu álbum a solo“Destiny” (1978), resolve aliar-se a Quincy, apesar dealgumas resistência do pai e “manager”.“Off The Wall”, produzido por Quincy Jones, o seuverdadeiro primeiro álbum – pelo menos na idade adulta– marca a sua definitiva afirmação. Através desse álbume de canções como “Don’t stop’til you get enough” e“Rock with you”, mistura de temas funk e baladas soul,torna-se numa estrela planetária, vendendo cerca de setemilhões de cópias em todo o mundo. Apesar do êxito,poucos poderiam prever o que se seguiria. O álbum“Thriller”, mais uma vez produzido por Quincy Jones,continua o álbum mais vendido de sempre da história damúsica popular – 104 milhões de cópias vendidas atéhoje. Paul McCartney ou o guitarrista Eddie Van Halendavam uma ajuda, mas o mérito ia para a dupla Michael& Quincy, criando canções e baladas marcadas porinfluências pop, soul, funk, R&B ou rock, como “BillieJean”, “Beat it”, “Wanna be startin’somethin’”, “Humannature”, “Thriller” ou “The girl is mine”.
Acultura do vídeoclip
Nessa altura, participa noutra revolução, concebendovídeos como nunca antes houvera, em particular, o longovídeoclip (mais de 15 minutos) para a canção “Thriller”.O álbum permaneceu nos tops durante dois anos eMichael arrecadou os mais diversos prémios. Numa sónoite ganhou oito “Grammys”. Um recorde à época.Em 1983 estava outra vez no top dos singles com “SaySay”, segundo dueto com Paul McCartney. Em 1984 juntou-se aos irmãos, pela última vez, para o álbum“Victory”, cuja digressão haveria de ser uma das maisrentáveis desses anos. No ano seguinte, na companhia deLionel Richie, compõe “We are the world”, para acampanha “USAFor África”, que se viria a tornar numdos singles mais vendidos na semana de lançamento.
Vida privada
Da sua vida privada, à época, não se sabia muito. Eratímido. Não dava muitas entrevistas. O que talvezencorajasse a especulação. Compra uma propriedade naCalifórnia, Neverland, e a sua pele começa a clarear,nunca sendo evidente se por opção ou doença.Os rumores à sua volta adensam-se. Um dos que seprova ser verdade, em 1985, é o que o transforma emproprietário dos direitos sobre o catálogo dos Beatles.
Mais de quinze dias depois, o mundo não se calasobre a morte (e a vida) de Michael Jackson.Os fãs secam as lágrimas, inicia-se a inevitávelguerra de heranças, com a custódia dos filhos àmistura. Entretanto, a polícia vaiinvestigando enquanto seaguardam os resultados dosúltimos testes. Os álbunsressuscitam, anunciam-senovos livros, sucedem-sehomenagens. A morte dorei da pop está bem viva.
A SUA VIDA FOI UM THRILLER
Num post publicado na rede social MySpace com o título “Elesabia”,afilhaúnicadofalecido“ReidoRock‘n’Roll”ElvisPresley, descreve uma conversa que teve com Jackson sobre amorte do seu pai, falecido no dia 16 de Agosto de 1977. “Derepente,ele(Jackson)fezumapausa,fixou-memuitointensamente e disse como se fosse certo: ‘Estou com medo deacabar como ele, da forma como ele fez”. Elvis morreu com 42anos de um ataque cardíaco após ter tomado drogas duranteanos. Lisa escreve que tentou dissuadir Jackson da ideia, masele terá abanado a cabeça negativamente “como se soubesse oque ele sabia” e que não seria dissuadido.Afilha de Presley conta ainda que ela e a família do cantortentaramsalvá-lodo“inevitável,queéoqueacaboudeacontecer”.Noentanto,Lisadizquesetornou“doenteeemocionalmente/espiritualmente esgotada” e desistiu de salvá-lode determinados “comportamentos auto-destrutivos”, acabandocom uma relação “invulgar”, mas de amor.Masnumaentrevistarecente,LisaMariePresleydisseque“não tem orgulho” no seu casamento com Michael Jackson. LisaMarie Presley disse em entrevista à revista americana “RollingStone” que foi atraída pelo estilo de vida misterioso de MichaelJacksoneque,naépoca,queriaprotegê-lodasacusaçõesdeabuso infantil.“Eu não posso dizer quais eram as intenções dele, mas eupossocontarqueestavatotalmenteapaixonadaeacabeiembarcando nessa coisa toda, da qual hoje não me orgulho”,disse Presley. Na entrevista à “Rolling Stone”, Presley contouque Jackson desaparecia durante semanas e irritou-a ao declararnuma entrevista que o seu pai, Elvis Presley, havia passado poruma cirurgia plástica ao nariz.“Eu não estou entre aqueles que estão a condenar Michaelactualmente. Sei que as pessoas querem saber o que aconteceue estou a tentar contar tudo sem transformar Michael num vilão.Isso é difícil, pois a situação era muito má”, disse Lisa.
Lisa diz que Michael Jackson sabia que ia morrer como o seu pai Elvis Presley
As “metamorfoses”de Jackson, desde omiúdo dos anos 60até ao estranho visual daactualidade, que ele tentaesconder numa foto tirada àsaída de uma clínica,em Junho passado
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