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Jurisprudência
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D
ecorria o ano de 2010. À época, naquele pequeno paísa Ocidente da Europa, as coisas não corriam bem.Faltava um pouco de tudo... Dinheiro, emprego, valorese princípios, homens dignos e à altura dos cargos queocupavam. Ninguém se entendia. Em suma, não haviapão, todos ralhavam, mas alguns até tinham razão...Era o caso do juíz Durão Carrasco, homem duro e incorruptí-vel que fizera fama pelas suas decisões correctas, pelas sen-tenças que proferia. Carrasco era o terror dos culpados, era umdiabo para os advogados que temiam recorrer das sábias sen-tenças por ele proferidas. Com Durão, poucos eram os recursosinterpostos, muitos menos seriam aqueles que revogavam assuas decisões. Por isso, não admirava que a sala de audiênciasestivesse repleta de gente. Os julgamentos de Carrasco erampúblicos. Dentro daquelas paredes do vetusto tribunal, tudo eraclaro, limpo, transparente. E o povo gostava...Embora este caso não se revestisse de especial importância,ninguém perdia pitada. O silêncio era respeitoso, olhos e ouvi-dos não se despegavam daquela figura imponente, de óculosdescaídos sobre o nariz, que enchia a abafada sala.O julgamento entrava na recta final. O réu, de pé, mexia ner-vosamente as suadas mãos, que passava, amiúde, pelo cabelo.Via-se que não estava à vontade, não estaria habituado a ser confrontado com alguém que não o temia...- Diga lá então, senhor Javardo, se se considera ou não culpa-do do crime de que está acusado? - interrogava o juiz.- Javardo, não, senhor doutor juiz... Fajardo Rodrigues...- Fajardo ou Javardo... para mim é quase a mesma coisa.Considera-se ou não culpado de ter roubado duas lapiseiras adois jornalistas da revista “Domingo”?- Bem... senhor doutor juiz - gaguejou o réu. - Eu estava ape-nas a defender a minha honra...- A defender a sua honra? Com uma desonra? Que valores eque princípios regem a sua conduta? Roubou ou não roubou?- De facto, apropriei-me indevidamente...- Apropriou-se? Que conversa é essa? O senhor roubou asduas lapiseiras. Foi filmado... apanhado em flagrante delito evem para aqui dizer que se apropriou indevidamente... Aqui,nesta casa da Justiça, a semântica fica à porta! - vociferou, jáirritado, o autoritário juiz.- Assim sendo... se vossa excelência assim o entende...- Entendo eu e entende toda a gente! Só os seus amigalhaçoso podem considerar uma pessoa digna, um exemplo para o país.Isto está mau, mas com exemplos como o seu bem pior ficará.Condeno-o a um ano de prisão efectiva, não remível a dinheiro.É atrás das grades que devem estar os Javardos deste país...- Fajardo, senhor doutor juiz... Fajardo Rodrigues...- Pois que seja... Está encerrada a sessão.Mais de 400 mil portugueses vão puder ouvir rádio em português, emitida na onda 558AM, apartir de Londres e atingindo um raio até 100milhas por toda a Inglaterra. Os responsáveispelo nosso jornal, lançam-se agora na rádio,cumprindo a promessa feita pelo nosso director geral, João de Noronha, durante a 2ª Gala.Produzida também por Pedro Fernandes,outros dos responsáveis da nossa publicação, aRádio “As Notícias” será dirigida por este jovem,que há muito perseguia um sonho a concretizar.Com a sua entrada para o capital da empresaproprietária do jornal, criaram-se as condiçõespara dar espaço, materializar, conjugar dois pro- jectos e garantir a produção e o controlo de umaestação de rádio.Tudo estava preparado para Setembropróximo, contudo a instabilidade financeira e asdificuldades encontradas por alguns dosutilizadores da estação, vieram a precipitar anossa entrada na emissão de programas, antesdo tempo como projectado.Por isso, vamos, para já, produzir 2 horas noSábado e Domingo, para muito em breveaumentar a transmissão, no mesmo horário, àsTerças e Sextas, para depois, a curto prazo, pas-sarmos a uma edição diária. Para Setembromantém-se o projecto na produção de 4 horasdiárias, ou mais, e grandes novidades, tanto emconceito de empresa, em programação, produ-ção e emissão. Este é um projecto que tem vindoa ser negociado há mais de 2 anos e cujo inves-timento se situa em mais de 100 mil libras, peloque só seria possível com parceiros financeirosfortes e capacitados. Deste modo, PedroFernandes irá dirigir, inicialmente, um pequenoespaço de produção que, dentro meses, passarápara uma vasta grelha de programas na nossalíngua, servindo toda a comunidade de línguaoficial portuguesa.“Não será com certeza uma rádio lusófona.Será essencialmente uma estação de rádio emportuguês, língua que falam todos os PALOP’s eo Brasil”, explica João de Noronha, o nossodirector geral. “O Pedro Fernandes assume adirecção da rádio e sob a sua supervisão iremosdar oportunidades a todos e a tudo, que estejadentro dos parâmetros do projecto.”“Tal como o jornal”, continua o nosso director geral “a Rádio não servirá a nenhuma clientelaou força de pressão, estaremos aqui mais umavez pelos portugueses e enquanto nos quise-rem. Temos por detrás grandes êxitos e o maior jornal em língua portuguesa. E assim queremosficar. Não só para sonhar, mas essencialmentepara concretizar com êxito os memos.” A rádio terá uma vertente de notícias, música,actividades da comunidade, entrevistas edebates sobre os grandes temas. Será umarádio moderna, na mão de profissionais. Aonosso colega Pedro Fernandes desejamos asmaiores felicidades em produzir a nossa rádio.
PARA MAIS DE 400 MIL PORTUGUESES
Vem aí a grande feira de produtos e serviçosde Portugal, marcada para os dias 25, 26 e 27de Fevereiro de 2011, no pavilhão do Olympiaem Londres. Será com certeza a maior amostrada capacidade produtiva, das novas tecnologiase serviços de Portugal, jamais efectuada noReino Unido, um mercado de mais de 61milhões de pessoas.Organizada por um grupo de individualidadee instituições, maioritariamente elementos danossa comunidade, terá como coordenador geral João de Noronha, o nosso director geral.“Muitas vezes o afirmei e hoje deixo muitoclaro, após a estabilização do jornal, muitacoisa iria acontecer”, afirma o nosso director geral, “é altura de sairmos do ordinário e damaledicência. Há um núcleo de pessoas, entrenós, capazes de fazerem coisas muito especiaise que nos irão conduzir a um patamar de reco-nhecimento, capaz de, depois, reconhecer-noscomo uma comunidade séria, empreendedora ecapaz de contribuir para o reconhecimento eimportância dos portugueses e para o desenvol-vimento do nosso país além fronteiras. Seoutros o fizeram, porque não o poderemosfazer nós!”Segundo nos disse, a feira irá reunir váriosintervenientes importantes e essenciais paracredibilizar este evento e haverá muitas surpre-sas a nível das parcerias e dos patrocinadores.“Neste momento, encontramo-nos na nego-ciação final com os parceiros que farão partedo grupo de coordenação e com os prestadoresde serviços e, mais tarde, daremos a conhecer atodos os pormenores desta feira”continuouJoão de Noronha.Segundo os promotores, é necessário dar a conhecer onovo Portugal, moderno e capaz de produzir e servir merca-dos com qualidade. Estamos num mercado que sabe avaliar e reconhecer a diferença e o talento, pelo qual transitamregularmente individualidades influentes da política, finan-ças e produção mundial, os quais queremos atrair para a produção nacional portuguesa.“Hoje não temos dúvidas do apoio que vamos ter à inicia-tiva, contudo também sabemos da responsabilidade que estanos traz. Para fazer vamos fazê-lo bem e com grande visibi-lidade, por isso a importância e cuidado que estamos a ter na qualidade que vamos dar a esta iniciativa.”
“Portuguese Offer” em Fevereiro de 2011
A GRANDE FEIRA DE PRODUTOS E SERVIÇOS DE PORTUGAL
Ligue a telefonia e oiça rádio em português
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