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Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUCSPMicronacionalismo: Da Teoria Geral do Estado Micronacional à suaDiplomaciaRaphael Muniz Garcia de SouzaSão Paulo2008
 
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Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUCSPFaculdade de Ciências Sociais – FACSOCDepartamento de Geografia/Curso de Relações InternacionaisMicronacionalismo: Da Teoria Geral do Estado Micronacional à suaDiplomacia
Projeto de Pesquisa individual de autoria doaluno Raphael Muniz Garcia de Souza para oPrograma de Iniciação CientíficaPIBIC/CEPE, sob a orientação da profª.Marísia Margarida Santiago Buitoni
São Paulo2008
 
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1 Resumo
O projeto tem por objetivo – através de um trabalho bibliográfico e descritivo – apresentar a atividade Micronacional, vulgo Micronacionalismo, que possui milhares deadeptos pelo mundo e particular força no Brasil, desde que foi levada à internet háaproximadamente 10 anos, além de ser praticada nos EUA, Dinamarca, Alemanha,França, Polônia, Espanha e diversos outros países e ter sido alvo de centenas dereportagens dos mais diversos jornais e revistas , desde o The New York Times (EUA)Veja (Brasil) até o Le Quotidien (Ilha de Reunião, França) e Ta Nea (Grécia).O Micronacionalismo é uma atividade que tem como base a internet, os gruposde discussão, sites, e-mails e em alguns casos até territórios físicos reais – como no casodo Principado de Sealand, uma plataforma de petróleo no Mar do Norte, reivindicada pela Grã Bretanha mas
de facto
soberana, com governo, população, passaporte e moeda próprios – e, no caso brasileiro, passou de mera simulação de países e brincadeira deamigos (país-modelismo), a uma atividade elaborada - um estudo para a vida - comcaracterísticas próprias e únicas, regras, leis e cultura bem desenvolvidas.A pesquisa se baseia em conceitos já conhecidos, como as de Anderson e suasComunidades Imaginadas(2005) e Ortiz com as nões de “Espaço eTerritorialidade” (2000), passando por teorias clássicas das Relações Internacionaiscomo o Realismo, Interdependência, anarquia internacional, cooperação internacionalentre outros, e chegando até teorias puramente voltadas à atividade, desenvolvidas pelos próprios micronacionalistas, como a Teoria Geral do Estado Micronacional (TGE[M]) eos tipos micronacionais e de Estado, teoria da “Seriedade”, Fonias e Sistema Fônicodentre outras.Esta atividade se apresenta em alguns casos como uma realidade “alternativa”,não menos real que a nossa e não uma simples simulação ou faz-de-conta é, pois,atividade com fundamentação empírico-teórica englobando diversos aspectos dasrelações interpessoais, sociais e internacionais, de amplo alcance mundial e de umacomplexidade ímpar e, acima de tudo, jamais estudada no país e apenas precariamentefora dele.
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