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Renata Garcia – Mergulho no Inconsciente – Pagina 1 de 14
Introdução
Para alcançar uma esfera mais alta de consciência, precisamos mergulhar  profundamente em nosso interior e renascer libertos dos medos, dúvidas, vícios econflitos.Não espere a morte chegar para desenfaixá-los da carne.Comece imediatamente um processo interno de profunda renovação.Viver é crescer. A morte apenas faz o espírito mudar de endereço vibracional. A pessoa é a mesma, com suas virtudes e defeitos, seja dentro ou fora docorpo, em qualquer dimensão.Não tenha medo de mergulhar em si mesmo e escalpelar o próprio ego.Rasgue a pele do medo nas trilhas do discernimento!Contudo, não se engane.Há dor nesse processo.O mergulho em si mesmo é uma espécie de morte: a morte do ser velho eseu renascimento constante.Se você padece do medo da dor de crescer e olhar objetivamente a simesmo, então, pense nas dores que já lhe acompanha tão freqüentemente.Faça uma medição na balança de seu coração e observe o que dói mais:crescer ou ser súdito da agonia do vazio da consciência?O que dói mais?Ser medíocre e desconhecido de si mesmo ou lutar para evoluir e seguir?O que dá mais trabalho?Manter vícios que custam tanto ou lutar para vencê-los?Quais são seus objetivos vitais?Você esperará a morte sendo súdito da inércia?Ou aumentarão a motivação de viver e aprender?Quando esse ser velho e medroso será cremado no fogo do discernimento?Quando será o funeral de suas dores íntimas?Quando a fagulha divina que já mora em seus corações há de brilhar mais?Renasça a cada instante!Presenteie suas vidas com uma nova luz nos pensamentos e sentimentos.Promova aquela alquimia íntima: ser antigo, fora! Ser renovado, agora!Quem poderá crescer por você?Quem irá pôr fim à dor de você?Quem poderá digerir essas toneladas de mágoas?Mergulhando em si mesmo, sem medo, sem trevas, você encontradores, sim, mas qual renascimento é isento de dor?Pior é a dor de sentir-se um estranho no próprio mundo íntimo.Use a água da espiritualidade e o remédio da sabedoria para lavar ossofrimentos e curar as feridas internas.Use o antiácido da alegria e cure as úlceras emocionais.Confraternize mais, sorria sem medo!Mas é possível morrer em vida, de agonia e falta de lucidez.É possível ser um cadáver vivo: basta sentir-se vazio, sem alma, murchode alegrias e renovações.Não espere a morte para morrer só de corpo. Alie-se à vida para que morra seus dramas e seus egos.Que esses escritos possam matar suas dores de vazio espiritual, e que possam enchê-los de vida, de luz e de um grande amor.(Um Mergulho em Si Mesmo - Wagner Borges [adaptado])
 
Renata Garcia – Mergulho no Inconsciente – Pagina 2 de 14
Decidi começar com esse texto, que retrata bem o que eu quero abordarnesse livro. Quero falar sobre o nosso inconsciente, o contato com nossa alma. Algosempre abordado pelos Antigos e esquecido pelos Modernos.Não gosto muito de estender na introdução. Gostaria de saber se aspessoas gostam de ler a introdução. Será que se eu exagerar nela, a galera vai ler?Esse é o meu segundo livro. O primeiro decidi esquecer. Mas não tenhoraiva dele, de sua história! Se não fosse ele, não estaria escrevendo aqui!Vou fugir um pouco do tema. Nunca se sabe quando vou poder ter essaoportunidade! Espero que seja breve.Aquele texto lá em cima já diz sobre o que eu quero escrever. Então,vamos lá!
Agora sim, vamos à história!
 
Renata Garcia – Mergulho no Inconsciente – Pagina 3 de 14
Dentro de mim há uma porta. Bem, dentro de todos nós. Mas nunca ouseinela entrar, e se ousei, faz muito tempo. Tanto que nem me lembro. Tambémnunca tive tempo para entrar. E agora estou com problemas e preciso de soluções.Minha vida está o caos. Sinto-me sozinha nessa cidadezinha. Há poucacoisa para se fazer aqui. Só meu trabalho e meus poucos amigos. O estresseaumentou consideravelmente. É triste.Um turbilhão de problemas surge em minha cabeça. É como se euestivesse presa em mim mesma. Eu andava pela rua, e os problemas me seguiam.Eu trabalhava, os problemas olhavam para mim, com grandes olhos. Não agüenteimais.Consegui alguns dias de descanso, e como nada tinha para fazer, resolviler um pouco. Como não tinha livros em casa, fui à pequena biblioteca pública quehavia.Quando digo pequena, é porque é pequena mesmo. Poucos livros, poucasestantes, pouca gente. Entrei. Havia um balcão à direita, mas não parei e segui emfrente.A saleta de livros era a “maior” sala do ambiente. Havia estantes coladasnas paredes, circundando a sala cor creme. Os poucos livros eram organizados emtemas. No centro da sala, havia três mesas com várias cadeiras. Em um canto haviauma copiadora ultrapassada, fruto de doações. Aquela biblioteca era uma colcha deretalhos de doações.Andei em círculos pela sala. Olhava títulos e títulos. Autores, escritores,redatores, etc. Tropecei do meu salto e meu dedo apontou um grande livro.Seria coincidência que encontrei sobre o inconsciente logo que eu abri? Eraum livro pesado, com aquela capa antiga vermelho-escuro com um antigo brasão.Em si, falava sobre magia, havia somente um catulo sobre o tema que euprocurava.Falava que para nos encontrarmos com nós mesmos precisamos meditarsempre, duas horas por dia. Nunca tive paciência para isso. Tentei seguir asrecomendações do livro.Copiei essas velhas páginas do livro. Resolvi não leva-lo todo porque ataxa de aluguel era mais cara.Fui a um parque que há perto de minha casa. Bom, não era um parque, erauma praça. Mas estava no conceito de praça grande e parque pequeno. Não tinhalugares solitários.Havia muita gente. Nem sei se era feriado ou fim de semana. Estavatambém quente e abafado. Não me sentia confortável, nem caminhando, nemsentada. Não conseguia nem fechar os olhos direito. Tinha medo de um pombofazer cocô sobre minha cabeça, ou um cachorro fazer xixi perto de mim.Desisti do parque. Continuei a procurar. Perto do parque havia um riacho.Pelo menos, o riacho era limpo, e as águas eram cristalinas. Sentei-me e vi umapaisagem maravilhosa, que merecia uma foto.Mas eu não trouxe a minha câmera! Eu nem tinha mesmo! Fechei os olhos,comecei a respirar aquele ar fluvial e lodoso. O sono começou a se apoderar demim, deitei-me na grama. Os guardas me acordaram. Aborreci-me.
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