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indivíduo. A transformação decorre de uma postura de observação, porque anatureza do ser se revela por si.A vida se desenvolve em ciclos. Da mesma forma, o homem escreve sua históriade vida no tempo através de seus pensamentos, sentimentos e ações de acordocom leis de desenvolvimento inerentes à sua vontade que mudam de ciclo a cadasete anos. Cada setênio apresenta‐se sob a forma de um arquétipo.A metodologia biográfica oferece uma oportunidade para o resgate de nossaindividualidade, para o reconhecimento das mudanças visíveis em nossa vida comotroca de dentes, puberdade, rugas e aquelas invisíveis percebidas pela psique. Ostrês primeiros são setênios do desenvolvimento físico, a base de toda a biografia ese espelham de forma inconsciente nos três setênios seguintes, os setênios doamadurecimento emocional. Os setênios de 42 a 63 anos refletem de formaconsciente a vontade do homem e representa a fase de maturidade da existência.As leis biográficas permitem reconhecer as leis gerais do desenvolvimento humanopara cada fase da vida, pelas quais todos nós passamos e que trazidas paraconsciência desenham um grande panorama de toda nossa história e nospossibilitam rever nossos passos de maneira a trilhar um caminho melhor nofuturo.O caminho de observação das leis biográficas proposto é complementado pelaobservação de plantas, como uma estratégia para o auto‐conhecimento. Nanatureza, o ciclo da planta segue um ritmo temporal de desenvolvimento. Suametamorfose se observa no período de tempo entre o nascer, crescer, florescer emorrer. Por meio da observação da forma, cor e ciclo do desenvolvimento daplanta pode‐se identificar sua relação com o modo de pensar, sentir e fazer do serhumano e isso facilita a compreensão das vivências e transformações pelas quaispassamos bem como as do outro, o que nos torna facilitadores do processo dedesenvolvimento, conhecimento e cura.O caminho de observação das plantas indicado por Goethe, sistematizado porRudolf Steiner, é o caminho fenomenológico de observação dos quatro passos ondeobserva‐ se os aspectos físicos da planta, o ritmo da planta, os sentimentos que elainspira e a qualidade essencial que surge no observador. O Goëtheanismo atravésdessa observação possibilita um pensar vivo onde não há a idéia das partes, mas apossibilidade de penetrar naquilo que mantém a coesão das partes, ou seja, umpensar capaz de reconhecer nas manifestações dos seres vivos a própria vida queos anima. Através desse pensar vivo, Goethe penetra na idéia dinâmica do ser vivo.A vida, essência inerente ao ser vivo, passou a ser algo possível de ser encontradono próprio ser. Nessa maneira de pensar há o despertar do artístico que nospermite ir além da mera observação estática, tornando‐nos capazes de vivenciar omovimento interno.Pela observação desenvolve‐se a capacidade imaginativa do pensar, quando seouve o outro, desenvolve‐se a capacidade de interação entre o eu e o tu e a
 
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capacidade inspirativa do sentir, do querer; a intuição desenvolve‐se quando secolocam mudanças a serem feitas para aprimorar a individualidade.Este estudo teve por objetivo desenvolver uma estratégia para oreconhecimento das leis biográficas através da observação das plantas.
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ATERIAL E MÉTODO
 
Foi realizado um curso de desenvolvimento humano com duração de 30 horascompostos de aulas teóricas sobre as leis biográficas e de atividades lúdicas.O referencial utilizado para o desenvolvimento das atividades foi a observaçãodo gestual da planta proposto por Goethe. Goethe propôs uma observação doobjeto em passos: tomar os objetos como são e tentar penetrar sua naturezaabstendo‐se de qualquer opinião subjetiva; depois instaurar as condições sob asquais os objetos se inter‐relacionam e esperar o que daí resulta.Para cada setênio arbordado utilizou‐se a observação de uma imagemrepresentativa (simbólica) desse setênio. Feito isto, as pessoas recebiam duasperguntas com o objetivo de levar o indivíduo a uma reflexão pessoal sobre o seusetênio. Nos casos em que a pessoa ainda não havia vivido a experiência do setêniopela própria idade, constituíam‐se grupos para discussão das características dosetênio observadas em pessoas conhecidas, a partir das perguntas norteadoras. Talatividade foi seguida da observação individual de uma planta. Por meio dacontemplação da planta, buscou‐se a realidade do que se expressa na geometriadas folhas, flores, frutos, raízes e caule, no seu processo de crescimento, noambiente onde vive, na sua relação com o meio. Esses dados permitiram fazer umaanalogia com as características de cada setênio.As plantas para o estudo de cada setênio foram escolhidas dentre as flores deBach, pelo fácil acesso ao detalhamento das estruturas e dos gestuais dessasplantas, bem com de suas qualidades terapêuticas sobre os estados emocionais doindivíduo. A percepção sobre cada passo das observações feitas foi compartilhadaem grupos de quatro pessoas, seguida de leitura sobre a botânica da planta.Concluída esta etapa, realizou‐se uma atividade de meditação para silenciar amente e permitir que o indivíduo expressasse uma característica particular de seusetênio na atividade artística (pintura, aquarela, argila, entre outros).
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ESULTADOS
 
O uso desta estratégia possibilitou a ampliação da consciência de si mesmo e dooutro, pois o indivíduo se reconheceu no gestual da planta e este fato semanifestou nas obras resultantes das atividades artísticas.
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