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anseio de propor um projeto de pesquisa para a realização do pós‐doutoramentona Universidade Federal de São Paulo, para tanto foi questionado à mim dapublicação da Tese de Doutorado concluído em 2003 e, quais atividades foramdesenvolvidas durante esse período. Foi também inquirido sobre qual a qualtemática que estava refletindo para desenvolver a nova proposta e ainda, quais asexpectativas tinha com relação ao pós‐doutorado. Assim, iniciou a presenteproposta na qual tive como interlocutores nesse diálogo os Professores DoutoresNildo Alves Batista e Sylvia Helena de Souza Silva Batista, docentes doCEDESS/UNIFESP.Nesse caminho iniciei uma re‐olhar para as minhas atividades laborativas naInstituição de Ensino Superior onde desenvolvo papéis de docente, pesquisador egestor. Nessa re‐visita percebi‐me enredado em uma trama que envolvia o papelde professor de disciplinas da área de educação e saúde, tanto na graduação comono programa de pós‐graduação; desenvolvia e participava de grupos de pesquisainstitucionais e inter‐institucionais onde discutíamos temas atinentes a pesquisacomo ação educativa e na gestão desenvolvo, o referido papel, em um Programa deResidência Multiprofissional em Saúde da Família.Após 3 anos de conclusão do doutorado, sob orientação da Profa. Dra. VitóriaHelena Cunha Espósito, vi‐me desenvolvendo ações que se tornavamindissociáveis da tríade ensino, pesquisa e extensão.Assim, com um percurso trilhado nesse sentido e, sempre buscando a integraçãode múltiplas propostas institucionais e interinstitucionais opto por compreender atrama e os sentidos da formação multiprofissional em uma Residência em Saúde daFamília, onde participam dez categorias profissionais à saber: assistente social,dentista, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, médico,nutricionista, psicólogo e terapeuta ocupacional. O desenvolvimento da propostasupra citada dá‐se entendendo‐na como uma ação educativa nainterdisciplinaridade.A continuidade desse fazer se justifica por vivenciar vários aspectos desseprocesso de formação. Ao propor este projeto pretendo utilizá‐lo como âncora emum pós‐doutoramento, na Universidade de Évora, especificamente no Centro deInvestigação em Educação e Psicologia sob a direção do Prof. Dr. Vítor Manuel deSousa Trindade. E, assim, integrá‐lo, para que ao me envolver com pesquisadoresde outras instituições, nacionais e internacionais, com certa experiência, de umaforma ou de outra, a pesquisa se desenvolva e possibilite encontros e sentidos denosso fazer.
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FORMAÇÃO EM ATENÇÃO BÁSICA EM SAÚDE
 
O processo de gestão e formação de recursos humanos em saúde temrepresentado uma estratégia de fortalecimento de políticas públicas,especialmente em conjunturas de mudança na organização ou modalidade
 
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assistencial. Segundo Vergara (2004), as pessoas são identificadas comoinstrumentos privilegiados para produzir (ou não) modificações no trabalho, quersejam nos processos ou na gestão dos processos de formação.Com a implantação do Programa de Saúde da Família, na última década, comoestratégia de implementação da atenção básica, ampliou‐se não só a oferta depostos de trabalho na esfera municipal (TEIXEIRA
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), mas evidenciou‐se anecessidade de adequação do perfil do profissional às características daorganização da atenção à saúde na modalidade PSF.Nesse momento histórico ao dizer do perfil profissional é importante direcionaro olhar para as Políticas Públicas de formação para que compreendendo o “modusoperandi” dinamizado pelas instituições de ensino superior tenhamos um olharpara seus currículos.Assim, denota‐se a relevância de desenvolver incursões para a mudança domodelo biológico de formação nos cursos de graduação na área de saúde e nodesenvolvimento das reais necessidades de qualificação para os serviços deatenção básica de saúde.A partir do acima exposto resgatamos parte do percurso histórico para acontextualizar nossos estudos para tanto iniciamos tendo como ponto de partida adécada de 70 havia sido aberta uma brecha no paradigma que orienta a atenção àsaúde, com valorização das ações de promoção da saúde, prevenção da doença eatenção integral às pessoas, em contraposição à hipertrofia da medicina curativa,especializada e hospitalar, com excesso de procedimentos tecnológicos materiais emedicamentosos, e baseado na fragmentação dos cuidados. O tema do “modo defazer saúde” e do respectivo perfil do profissional mostrou ser recorrente nosdebates sobre a reforma sanitária, aparecendo nos relatórios das ConferênciasNacionais de Recursos Humanos de 1986 e 1993, bem como na Norma OperacionalBásica de Recursos Humanos para o SUS (2002).Em 1994 com a implantação do PSF, a necessidade de adequar o perfil dosprofissionais para uma atuação voltada para uma atenção mais integral eintegrada.Como trata Gil‐Monte
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(2005), para apoio à expansão do PSF, criou‐se em 1998,por meio do Departamento de Atenção Básica (DAB), do Ministério da Saúde, umprojeto dinamizador para a implementação da modalidade saúde da família: osPólos de Capacitação, Formação e Educação Permanente em Saúde da Família, coma responsabilidade de fortalecer a relação educação‐serviço em torno, basicamentedas necessidades de capacitação dos profissionais de saúde constituintes das
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Teixeira, C. F., Paim, J. S., & Vilasbôas, A. L. (1998). SUS: modelos assistenciais e vigilância da saúde / UnifiedHealth System, assistance models and health surveillance. Inf. epidemiol. SUS, 2, 7‐28.
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“Formação de recursos humanos em saúde da família: paradoxos e perspectivas”. Gil‐Monte, P. R. (2005).Validação fatorial de Maslach Burnout Inventory (MBI‐HSS) para profissionais espanhóis. Revista de SaúdePublica, 1, 1‐8.
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