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Poderemos supor que o significado equivocadamente atribuído, pelo uso, aotermo alfabetização advém da compreensão implícita de que haverá de se ter umproduto de todo modo de qualidade. Conseqüentemente, haveria uma didática umametodologia implícita e um
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 priori
, um método a ser aplicado para efeito dessesucesso, mais ainda, pressupõe o sucesso na aprendizagem na dependência naescolha do método.Não desconhecemos a significativa posição que ocupou e ocupa a tradição deantes de tudo e até mesmo da projeção da intervenção a escolha de um método.Reconhecemos nessa tradição a designação de métodos de ensino enquadradoscomo os de marcha analítica os Analíticos ou Fonéticos que partem dos sinaisgráficos isoladamente e aqueles de procedimento sintético ou os globais, isto é, queseguem uma seqüência considerando um todo: a frase, a palavra a sílaba. Umterceiro designado como método misto o analítico‐sintético. Vale dizer que esseuso não pressupõe as operações de análise e de síntese do sujeito na sua interaçãocom o objeto de conhecimento.È possível identificar nesses procedimentos de ensino a contaminação exclusivados aparatos de teorias psicológicas da aprendizagem. Ao menos duas foramevidentes: uma o behaviorismo como a expressão psicológica do realismocientífico e uma outra, decorrente de um grupo de didáticas ligadas aoexperimentalismo‐estruturalismo um certo relativismo positivo científico. Entrenós tem sido a predominante o behaviorismo, queremos dizer a predominante nosprocessos de tomada de decisão quanto às formas de intervenção e ao empregodos meios de ensino. É possível admitirmos que houve um significativo demorar‐senessa prática docente (praticamente 80 anos do século XX) que inclusive retardoua iniciação à escrita e à leitura em virtude da força ideológica de marcadoresconsiderados como pré‐requisitos inflexíveis para essa iniciação ao conhecimentoda forma escrita do idioma falado.A ênfase desses fundamentos nos ensinou predominantemente a olhar sobre eexclusivamente no quê ensinar, tomando o idioma particularmente por uma razão,a sonora, não ressaltando o idioma dominado como um repertório inteligente designificações e representações dos sentidos atribuídos pelos entes, seus usuários.Colocar em foco a razão sonora do idioma não poderá significar a limitação daprodução de interação comunicativa, e a produção de mais comunicação. O signolingüístico construído historicamente é material da constituição da nossahumanidade.Ao compartilharmos da produção de conhecimento especialmente a partir dosanos 70, identificamos novos acréscimos ao repertório teórico crítico para ainterpretação do fenômeno aprender a ler e escrever. Conhecemos melhor adescrição acerca do sujeito do ensino. As ricas descrições sobre os processos dedesenvolvimento nos ensinaram sobre a natureza desse desenvolvimento,tornando mais específico para nós quem é esse sujeito queremos dizer:descrevendo‐o melhor para podermos construir e projetar intervenções docentes.Há inúmeros exemplos dessas contribuições. Conhecemos melhor a descrição
 
MARTINS,
 
M.
 
(2007)
 
Pedagogia
 
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Alfabetizar:
 
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acerca p.ex da evolução do grafismo. Sabemos melhor que para alcançar‐se aprodução alfabética participam diferentes e integradas condições. Pode‐se admitirque se o traçado se constitui inicialmente na garatuja, uma produção espontânea,progride para a cópia e reprodução de modelos alcançando a configuração deletras num harmonioso movimento visual práxico associado à constituição derepresentações, a imagem mental. Fortalecendo essa contribuição poderemostambém evocar as explicações acerca da plasticidade cerebral, a identificação damemória‐memórias. Nesse caso poderemos citar a memorização de sons e imagensvisuais adquiridas na relação fonemática grafemática e compreensivas à relaçãoque o sujeito escrevente estabelece entre: o referente, a coisa, ou objetoextralingüístico, isto é, aquilo que o sujeito identifica como um fenômeno dealguma permanência que poderá ser identificado no seu sistema simbólicolingüístico como representante de uma referência. Vê‐se, uma organização desensações num inteligente processo de organização perceptiva. Queremos dizerpercepção como a constituição de um estado de consciência, a consciência de.Os estudos acerca do desenvolvimento da linguagem oral, a matéria prima notrabalho de alfabetizar, não ficaram restritos à neurofisiologia estudos necessáriosmas não suficientes para explicar todo o complexo fenômeno da constituição dasrepresentações tanto orais como escritas. Ultrapassou‐se essa descrição necessáriana direção da compreensão das interações entre a prática humana não verbal, acaptação do significado existencial dessa prática e a correspondente representaçãodessa prática em um sistema de sinais, lingüístico, que se constituirá no repertóriode representações. Aprendemos que a construção de significações representadasna linguagem são resultado e resultante da exposição do sujeito ao meio sócio‐lingüístico. Podemos afirmar que os estudos sociolingüísticos reorientaram nossacompreensão para a diferença entre: criança de código restrito de sujeito nãoverbal e conseqüentemente o papel de protagonista da linguagem oral naaprendizagem da sua representação na escrita. Temos então a representação aomenos em dois níveis. Um o da apreensão dos significados das situações da práticasocial representadas e fixadas na linguagem oral e por ela expressa; outro o doentendimento que a produção da escrita, da grafia a essa representação se remeteao compreender o que é a escrita, o sistema de sinais. Ou seja, não é apenas areprodução de sons. Está plena de significados colhidos na existência. Assim umsistema de representações agora na forma alfabética.Incorporamos as contribuições da Sociolingüística, da Psicolingüística, daPsicogênese à descrição Lingüística, e às descrições tradicionais da Psicologia. Opanorama dos estudos relativos ao alfabetizar sustenta melhor o estudo, a análisee interpretação da atividade de transcodificar do sujeito alfabetizado. Fica evidenteque conhecemos melhor o sujeito do ensino; o objeto de conhecimento e o entre siensinar aprender a ler e escrever.Como esse repertório partilha do alfabetizar?
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