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Iniciativas voltadas para a redução das emissões por desmatamento e degradaçãopipocam ao redor do mundo, porém com fontes de recursos ainda escassas, os envolvidosneste mecanismo se perguntam como ele será viabilizado efetivamente
O REDD é um dos principais focos das discussões globais tanto relacionadas às mudançasclimáticas, como à proteção dos ecossistemas e povos indígenas, porém a grande questão quenão quer calar é de onde virão os bilhões de dólares necessários para a formação de ummecanismo credível a nível mundial.Atualmente, as fontes de financiamento para o REDD são restritas aos nove países piloto doprograma UN REDD, acordos bilaterais como o fechado entre Brasil e Noruega para o FundoAmazônia e investidores privados.Uma medida que se for concretizada pode melhorar um pouco a situação foi anunciada noencontro em Paris há cerca de um mês, quando alguns países prometeram US$ 4,5 bilhões paraREDD nos próximos três anos.
Mercado
Para Ruben Kraiem, sócio da firma norte-americana de advocacia Covington & Burling LLP, osinvestidores privados ainda têm muitas dúvidas em relação ao REDD e se mostram apenas¶aprendendo· no mercado.Kraiem acredita que a demanda será mais palpável nos próximos dois a três anos e que talvezuma abordagem nacional para o REDD ajude a simplificar o processo, inclusive da construçãodos documentos de concepção de projetos.´Uma coisa é certa, o dinheiro vem do setor privado e não dos governosµ, afirma Edwin Aalders,sócio da empresa britânica IDEAcarbon. Ele completa dizendo que os governos não temcapacidade de fornecer os US$ 100 bilhões necessários para lidar com as mudanças climáticas.´Nós temos feito isto efetivamente e podemos arrecadar dinheiroµ, enfatiza Aalders. Entretantoda maneira como o REDD está sendo estruturado ´não há incentivoµ para que o setor privado seengaje e levará dez anos até que o mercado alcance o ritmo neste mecanismo, ressaltou.
Nacional
´No momento não há decisão tomada sobre o REDD, portanto o foco são apenas as atividadesde ´readinessµ e não os mercadosµ, comentou Andrew Howard, diretor da Unidade deDesenvolvimento Estratégico do secretariado de mudanças climáticas da ONU (UNFCCC).O processo ´readinessµ é conduzido pelo Programa UN REDD visando apoiar as estratégiasnacionais de REDD através da alocação de recursos financeiros e conselhos técnicos para lidarcom o desmatamento e a degradação florestal, incluindo ferramentas para medir e monitorar asemissões de GEEs e os fluxos de carbono nas florestas. Os fundos somam até agora US$ 48bilhões fluindo para nove países piloto.Sob a abordagem sub-nacional de preparação para o REDD, o Fundo Amazônia já aprovoucinco projetos para receber R$ 70,3 milhões destinados à prevenção e contenção dedesmatamento, levantamento de dados ambientais e fundiários de propriedades rurais erestauração de áreas degradadas.
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