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SINTESE
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Fevereiro de 2005Laboratório de Jornal do Sepac
EM DESTAQUE
 
B
oletim Informativo da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros e Negras
setembro de 2008Ano I 1
Universidade Luso Afro-Brasileira seráinaugurada em 2009
Boletim ABPN
Em ação
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ABPN ecoordenaçõesregionais renovamcontrato sócio-racial.
Na mira.
Estágioprobatório do professorRafael dos Santos, daUerj, expõe o racismoacadêmico.
Cultura.
 
FundaçãoCultural Palmaresmarca seus 20 anoscom nova sede,homenagens e shows.
Especial.
BoletimABPN homenageiaMachado de Assis noseu centenário denascimento.
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A construção da Universidade, uma tentativa deaproximação com os países de LínguaPortuguesa, especialmente os africanos, éconsiderada uma experiência pioneira quegarantirá o protagonismo do Brasil em sistemasde cooperação de políticas sociais. ABPN teráparticipação no comitê de implantação da Unilab.Págs. 3 e 4.Págs. 3 e 4.Págs. 3 e 4.Págs. 3 e 4.Págs. 3 e 4.
 
editorial
por Rosane Borges
ExpedienteExpedienteExpedienteExpedienteExpedienteBBBBBoletim ABPNoletim ABPNoletim ABPNoletim ABPNoletim ABPN – Informativo da Associação Brasileira de PesquisadoresNegros e Negras.e- mail: abpn2008@gmail.comDiretoria: Alex Ratts, Amauri Mendes Pereira, Carlos Benedito, Denise Botelho,Eliane Cavalleiro, Maria Nilza e Rosane Borges.Projeto Gráfico: Rosane Borges
Ano I
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1
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setembro de 2008
BOLETIM ABPN
Boletim Informativo
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ABPN
Dois meses depois do VI Congresso dePesquisadores Negros e Negras, emGoiânia, estamos com a segunda ediçãodo nosso boletim (número um), que, aospoucos, vai ganhando fisionomia própria,ainda que não definitiva. Entre asferramentas de comunicação que já forampensadas e delineadas por gestõesanteriores (produção de site, publicaçãode revista, organização de mala direta etc.),este boletim é item fundamental de umpacote de produtos comunicacionais - jáem processo de construção - que visa oefetivo intercâmbio entre a Associação eseus associados(as), a publicização dasnossas atividades e afins, a discussão deassuntos pertinentes ao universo em queatuamos, a visibilidade da nossa história/ trajetória. Uma das invariáveis queixas detodos nós diz respeito à falta de canais decomunicação, o que vem impondo uma
E o prêmio vai para...Kaique Santos
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densa camada de silêncio, responsávelpor nos separar por quase dois anos,findo o Congresso. Habitualmente, areaproximação se dá por força daconstrução e realização do Copeneseguinte. Sinta-se à vontade paratambém compor as páginas desteInformativo, por ora o nosso único canalde comunicação, e fazer dele um suportedo incontornável exercício de trocas.Advertimos que a exclusividadetemporária do boletim não o faz,entretanto, ocupar um lugar-tenente.Logo, logo estaremos nos comunicandopor meio de outros tentáculos/suportesmidiáticos.Não é mais novidade que acomunicação tornou-se viés prioritário,porque basilar, da dinâmicacontemporânea. Assim, uma das frentesde trabalho da Associação Brasileira dePesquisadores Negros e Negras será aconstrução e consolidação de umprograma de comunicação que, para alémde sua função veicular, possa tambémintegrar estruturalmente a política daABPN.Esta edição traz informações sobre acriação da Unilab, a Universidade LusoAfro-Brasileira, que fincará suas raízes nacidade de Redenção (CE), a face da políticapersecutória acadêmica, com o caso doestágio probatório do professor Rafael dosSantos, da Uerj, o centenário denascimento de Machado de Assis, entreoutras.Rompamos, então, o referido silêncio.Boa leitura e até o próximo número.
 Rosane da Silva Borges, segundasecretária da ABPN e editora do Boletim
Quem não se comunica...
Um dos atrativos de “Linha de Passe”,filme dirigido por Walter Salles e DanielaThomas, recebidocom fortesaplausos noFestival deCannes deste ano,é o fato de SandraCorveloni terlevado o prêmiode melhor atriz,batendo nasfavoritas Angelina Jolie, Julianne Mooree Catherine Deneuve. A cada exibição, ofilme vem arrebatando um públicoexpressivo que depõe seus olhares ávidopor saber, afinal, quem é Sandra Corveloni.Além de saber quem é Sandra Corveloni(Cleuza) o público sai, de quebra,conhecendo o ator Kaique Santos, nofilme, o menino Reginaldo, o filho maisnovo de Cleuza, considerado a revelaçãodo time de atores estreantes.“Linha de Passe” inspira-se, em grandeparte, em histórias reais cuja narrativagravita em torno da mãe, Cleuza, e quatroirmãos: Denis (o mais velho), Dinho,Dario e Reginaldo, o único negro dosirmãos. De pais diferentes, osquatro vivem com sua mãe,empregada doméstica que esperaoutro filho, de pai desconhecido.Transcorrido na zona leste dacidade de São Paulo, o filme retrataas agruras dessa família em buscade sobrevivência e de um futuromelhor. Denis, o mais velho, émotoboy e tem um filho, que vivecom a mãe. Dinho trabalha em um postode gasolina e é evangélico.O terceiro dos irmãos, Dario, é umexcelente jogador de futebol que sonha,incansavelmente, em ser contratado porum clube profissional, mas esbarra nafronteira da idade. O mais novo,Reginaldo, tenta encontrar seu pai esonha em dirigir um ônibus.Arrefecida a repercussão do filme porconta do festival de Cannes, outrosolhares se deslocam para a atuação deReginaldo. São vários os comentáriosque cedem ao inegável brilhantismo doator Kaique Santos. Segundo o jornal OEstado de São Paulo: (...). “Todos osgarotos de Linha de Passe são ótimos, masum deles rouba a cena. Em busca do pai,que supõe ser um motorista, Reginaldo, ocaçula, rouba um ônibus e sai pela cidadede São Paulo. Kaíque Jesus Santos tinha12 anos quando fez o filme. Aos 14, elepoderá muito bem ser a surpresa e arevelação de Linha de Passe”.Embora inconformado por ser o “maispreto” da família, Reginaldo não guarda“almoço pra janta” quando tentamdiscriminá-lo racialmente. Ele atua, emduplo sentido, com voluntarismo eautonomia. Tanto como ator quanto comopersonagem, ele improvisa. Inventa falase gestos não acordados previamente coma direção, impõe-se com originalidadecomo se não fosse um estreante...Assistir ao filme Linha de Passe implicanum ato singelo de reconhecimento de umator negro ainda menino que brilhamajestosamente, mas que infelizmente foiofuscado pela euforia da conquista daestatueta de melhor atriz. Não questionoas qualidades de Sandra Corveloni, a meuver comparáveis às dos outrospersonagens, mas defendo a supremaciade Reginaldo em relação a Cleuza.Comentário, obviamente, restrito a algunscírculos. E viva Kaique Santos!
opinião
 
SINTESE
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Fevereiro de 2005Laboratório de Jornal do Sepac
capa (educação)
 
BOLETIM ABPN
setembro de 2008
da Redação
Boletim Informativo
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ABPN
A partir de 2009, os estudantesbrasileiros terão a oportunidade de seaproximar maisde países delínguaportuguesa. Issoporque, estima-se que em julhodo ano que vemseja realizado oprimeirovestibular da Unilab (Universidade Luso-Afro-Brasileira). A instituição, cuja sedeestá planejada para a cidade de Redenção,no Ceará, vai oferecer metade de suasvagas para estudantes africanos. Ainstituição dará prioridade a cursos semi-presenciais voltados à formação deprofessores. A unidade também levará emconta as carreiras pelas quais os paísesafricanos têm maior interesse, como aslicenciaturas em Ciências da Saúde,Física, Biologia e as áreas de Tecnologia,Engenharia, Administração e Agronomia.Considerada uma universidadeinovadora, uma peculiaridade da Unilabserá o estímulo dado ao estudante paraque ele regresse a seu país de origem.Como uma maneira de facilitar oincentivo, parte dos cursos seráministrado em pólos de EAD (Educaçãoa Distancia), disponíveis aos estudantesem cada país da comunidade (Angola,Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau,Moçambique, Portugal, São Tomé ePríncipe e Timor Leste).A presidente da FAUBAI (Fórum dasAssessorias das UniversidadesBrasileiras para AssuntosInternacionais), Suzana Queiroz de MeloMonteiro, considera que a Unilab seráuma forma deajudar países commenorinvestimento naeducação. “Damesma maneiraque recebemosconhecimentos etecnologia daEuropa, a criaçãoda Unilab seriauma forma decooperar com países com pouca infra-estrutura para educação. Atualmente,alcançamos um patamar elevado em pós-graduação, por isso podemos contribuir”,aposta ela.De acordo com Suzana, diversasuniversidades de países africanos entramem contato com instituições no Brasil como intuito de enviar seus alunos paraestudar aqui. “Isso acontece devido àcarência de recursos na África. Ao voltarpara o país de origem, eles têm maiorfacilidade de conseguir bons empregos eos países ganham com o conhecimentoque os estudantes levam”, explica ela.A criação da Unilab também poderápermitir que a relação do Brasil com paíseslusófonos sejaestreitada.“Ampliar acooperação com acomunidade delíngua portuguesaabre oportunidadepara que nossométodo de ensinoe as pesquisasrealizadas possamser conhecidas poroutros paises, alémde estimular umatroca deexperiências. Isso érico para oambienteuniversitário”,afirma a assessora de RelaçõesInternacionais e Interinstitucionais daUFU (Universidade Federal deUberlândia), Rossana Valéria de Souza eSilva.
BenefíciosBenefíciosBenefíciosBenefíciosBenefíciosextrasextrasextrasextrasextras
Para Rossana, alémde divulgar aspesquisasdesenvolvidas nasuniversidadesbrasileiras, amobilidade entre acomunidade lusófonaabre portas paraalunos que não estudaram idiomasvivenciarem o intercâmbio. “Estudantesque não tiveram oportunidade de estudaroutras línguas podem participar desseprograma de bolsas. Isso dá apossibilidade ao jovem conhecer sistemasde ensino diferentes e viver experiênciasacadêmicas e científicas variadas”, apontaa assessora.E há quem aposte que o estudante nãoganha apenas na vivência de um modelode ensino diferente do que estáacostumado. “Uma grande importânciaem promover o intercâmbio entre os paísesde língua portuguesa é dar a oportunidadeaos estudantes entrarem em contato comas raízes culturais emcomum que partilhamcom outros países.Mesmo com suasdiferenças eregionalismos, o idiomaé o traço em comum quetemos com povoseuropeus, africanos easiáticos”, declara oprofessor do curso deRelaçõesInternacionais daUniversidade AnhembiMorumbi, João AlbertoAlves Amorim.Segundo ele, aoviajar para um dospaíses com traços emcomum, o aluno voltacom uma experiência de vida diferente ese torna um cidadão globalizado. “Aexperiência faz com que os estudantesdesenvolvam uma estrutura pessoal e demundo mais concreta. Isso gera umprofissional mais preparado, sob pontode vista pessoal, cultural e técnico. Porter a chance de aprender em outro país elevolta com novo foco sobre sua área e amobilidade gera acréscimo na educaçãodo aluno e lhe dá novas oportunidadespara obter boa colocação profissional”,conta Amorim.Ter mais oportunidades de empregoproporcionadas pela vivência no exteriornão é uma vantagem apenas em empresasdentro do país. Siqueira aponta casos de
Universidade receberá alunos da comunidadelusófona
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