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Livro de Naturologia Ciência e Vida
– Dr. João Novaes – Tercena – PortugalOuvido Couro cabeludoOlhosNarizBoca, lábios,línguaPulmõesPeleCorte da peleBexiga, rinsÂnusVaginaCorte da parede intestinalCorte do nefrónio
 
Livro de Naturologia Ciência e Vida
– Dr. João Novaes – Tercena – Portugal
EMUNCTÓRIO INTESTINAL
É a via mais importante de excreção pelo seu poder de eliminação que ocorre em toda aextensão da mucosa digestiva e, pelas glândulas que aí actuam, principalmente o fígadoe o pâncreas.Em cada dia e, de uma forma contínua, chegam às vias digestivas:-
 
1500 g de saliva;-
 
1500 g de suco gástrico;-
 
6 a 800 g de suco pancreático;-
 
500 a 1000 g de bílis e suco intestinal em quantidade mal determinada.
Nota:
Compreende-se facilmente as consequências que podem advir em caso dedisfunção intestinal (obstipação), transferência e manifestação de catarro acumulado.
O intestino é assim um emunctório primordial e, de acordo com o poder funcional decada um, segue--se o rim, a pele, os pulmões e as glândulas excretoras: fígado,pâncreas, etc.A embriologia dos emunctórios confirma esta classificação: no embrião humano, o tubodigestivo aparece primeiro e só depois se estabelecem sucessivamente as diferenciaçõesdo aparelho urinário, cutâneo e por fim, o aparelho respiratório.A digestão dos alimentos passa por três fases digestivas:-
 
A fase bucal;-
 
A fase estomacal;-
 
A fase intestinal (intestino delgado e intestino grosso).A parte que mais nos interessa é o papel do intestino grosso. É um órgão motor providode glândulas de muco para facilitar o trajecto e, de fraca absorção para as substânciasnutritivas, mas de forte absorção para a água e sais.(1)
 
O quimo intestinal é composto por produtos digeridos de forma incompleta nointestino delgado, ou seja, polipeptídeos, lípidos, amido e sobretudo celulose, nãoatacados no intestino delgado e os diferentes produtos de fermentação bacterianados glícidos.(2)
 
No seu conjunto, os microrganismos intestinais realizam in vitro, as mesmas acçõesdiastásicas que os sucos digestivos. Elas colaboram nas acções químicas dadigestão, sob duas formas:a)
 
As fermentações dos glícidos, sob a influência de colibacilos, baciloslácticos e butíricos. Os glícidos são transformados em meio ácido, em ácidosdiversos (láctico, butírico, acético), em álcool e em CO
2
. A celulose queresiste aos sucos digestivos é em parte hidrolizada pelo
bacillus cellulosaedissolvens
, para fornecer 50% de glucose, que será reabsorvida.b)
 
As putrefacções ocorrem na segunda parte do intestino grosso. Os prótidossão atacados com produção de amoníaco, ácido sulfídrico, ácido carbónico,hidrogénio e uma série de produtos muito característicos, tais como fenóis,ácidos oxiaromáticos, indol e scatol.
 
Livro de Naturologia Ciência e Vida
– Dr. João Novaes – Tercena – Portugal
Nota:
Segundo Bouchard, o intestino é um laboratório de venenos, principalmenteptominas e leucominas, entre as mais tóxicas. É o fígado que transforma os fenóis emfenilsulfatos, o indol em indolsulfatos e o amoníaco em ureia.As acções sobre os lípidos são muito reduzidas. A bílis tem por finalidade a redução dabilirrubina em urobilinogénio que passa no sangue na forma de estercobilina eliminadacom as matérias fecais.
COMPOSIÇÃO DAS EXCREÇÕES DO INTESTINO GROSSO
As fezes representam o resíduo da secreção e da digestão intestinal.
Peso médio:
150 g
Constituição:
-
 
Restos da secreção digestiva;-
 
Alimentos parcialmente digeridos (celulose);-
 
Detritos do epitélio intestinal;-
 
Bactérias aeróbias e anaeróbias tão numerosas que formam a maioria dasfezes desidratadas;-
 
Produtos da decomposição bacteriana dos prótidos e dos glícidos;-
 
Estercobilina resultante da redução de bilirrubina;-
 
Sais insolúveis de cal, ferro, manganês;-
 
Fosfatos, cálcio, magnésio, bário, chumbo, mercúrio, por vezes comulcerações.Em demasiada quantidade, estas substâncias provocam diarreias de eliminação. Paraconcluir, os mecanismos de defesa de emunctório intestinal obedecem aos mesmosmecanismos de defesa que os emunctórios anteriores.FASE II Hiperfuncionalidade
diarreia;FASE III Hipofuncionalidade
obstipação, fermentações, putrescência, atonia dointestino (ptsoses);FASE IV Disfunção
limitação e transferência sobre os primários;FASE V Transição
Transferência sobre os secundários;Quando ocorre obstipação há uma redução das secreções biliares e das glândulas demuco o que implica um reequilíbrio alimentar, principalmente em fibras.Segundo Carton, as mulheres sofrem mais de obstipação que os homens, mas possuem osubstituto uteral eficaz, pelas percas vaginais.A partir do estádio IV, a ptose intestinal conduz a um dolicocólon, e depois a umadiverticulose. Nesta fase o regime alopático suprime todos os legumes pelos riscos deoclusão intestinal. Esta medida aparentemente lógica é, de facto, muito contestável, umavez que esta fisioanatomopatologia é curiosamente a consequência de uma inapetênciadestes doentes para as fibras (cruas). O intestino grosso preguiçoso, hipofuncional,acaba por se alongar e curvar. A prescrição alopática vai no sentido dos gostos do25% de elementos sólidos5 a 15% de azoto6% de lípidos3 a 6% de glícidos
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Muitissimo interessante. Muito mesmo. Obrigado

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