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universali. In Brescia. 1595.
ESTA \u00c9 A P\u00c1TRIA DOS NOSSOS DESCENDENTES
CONDE FRANCISCO MATARAZZO.
Discurso de sauda\u00e7\u00e3o ao Dr. Washington Lu\u00eds.
S\u00e3o Paulo. 1926
ARTIGO DE FUNDO
Assim como quem nasce homem de bem deve ter a fronte altiva,
quem nasce jornal deve ter artigo de fundo. A fachada explica o resto.
Este livro n\u00e3o nasceu livro: nasceu jornal. Estes contos n\u00e3o
nasceram contos: nasceram not\u00edcias. E este pref\u00e1cio portanto tamb\u00e9m n\u00e3o
nasceu pref\u00e1cio: nasceu artigo de fundo.
Br\u00e1s, Bexiga e Barra Funda \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o dos \u00edtalo-brasileiros de S\u00e3o
Paulo.
Durante muito tempo a nacionalidade viveu da mescla de tr\u00eas ra\u00e7as
que os poetas xingaram de tristes: as tr\u00eas ra\u00e7as tristes.
A primeira, as caravelas descobridoras encontraram aqui comendo
gente e desdenhosa de "mostrar suas vergonhas". A segunda veio nas
caravelas. Logo os machos sacudidos desta se enamoraram das mo\u00e7as "bem
gentis" daquela, que tinham cabelos "mui pretos, compridos pelas
espadoas".
E nasceram os primeiros mamalucos.
A terceira veio nos por\u00f5es dos navios negreiros trabalhar o solo e
servir a gente. Trazendo outras mo\u00e7as gentis, mucamas, mucambas,
munibandas, macumas.
E nasceram os segundos mamalucos.
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