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O TEXTO PUBLICITÁRIO EM REVISTAS, JORNAIS, OUTDOORS,FOLHETOS, MALA DIRETA E OUTROS.
A imprensa
Grande parte da história da publicidade está ligada à imprensa. Com efeito, o jornal foi, cronologicamente, oprimeiro grande veículo publicitário.A imprensa constitui um meio de publicidade que se dirige essencialmente ao indivíduo isolado. Os anúnciosde imprensa atingem, aproximadamente, todas as pessoas cujo padrão de vida está acima do nível desubsistência e que constituem, pois, um mercado proveitoso para o anunciante.Para melhor apreciarmos as virtudes e limitações da imprensa como veículo publicitário separamos osveículos em três categorias, a saber:a.
 
 jornais;b.
 
revistas;c.
 
periódicos especializados.
Jornais
Há jornais de todas as tendências, desde os conservadores aos populares. Desde os que fazem docomentário e da doutrinação seu prato de resistência aos que têm no noticiário e na reportagem viva,sensacionalista, seu principal atrativo. Todos estes fatores devem ser pesados ao escolher os órgãos maisaptos para uma campanha, desde que este gênero de veículo o jornal - seja adequado à mesma.Vejamos quais são as virtudes dos jornais.a.
 
Maleabilidade - o anúncio pode ser inserido, trocado ou cancelado de um momento para outro. Podetambém ser adaptado às condições locais de uma cidade ou região e levar o nome de agentes ourevendedores de cada cidade.b.
 
Ação rápida e intensa - o estímulo do jornal tende a provocar uma reação mais rápida. Permiteinserções mais freqüentes, de forma a imprimir intensidade à campanha.c.
 
Controle - é mais facilmente visto e controlado pelo revendedor local, o que ajuda a aceitação doproduto pelo mesmo e o incentiva a cooperar na campanha de vendas.As limitações dos jornais são as seguintes:a.
 
são lidos às pressas (excetuando-se aos domingos);b.
 
têm vida curta;c.
 
raros são os jornais que dão boa reprodução dos anúncios;d.
 
sua circulação é quase que exclusivamente local.Em termos de Brasil, é o meio que apresenta maior tradição como mídia, alguns já ultrapassando um séculode existência.Segundo o censo de 1980, existiam no Brasil, àquela época, cerca de 1 .555 jornais, sendo 301 diários.O jornal é uma mídia seletiva por ter como natureza informar, analisar e comentar os acontecimentos.Sua circulação local é bem superior à das revistas.Apresenta os seguintes aspectos negativos e positivos:
 
Credibilidade: devido ao papel desempenha, é o meio de maior credibilidade, dando confiança àmensagem;
 
 
 
Seletividade: sua audiência é constituída basicamente por públicos pertencentes à classe AB, osformadores de opinião;
 
Rapidez na veiculação de mensagem: pode-se autorizar hoje e ter o anúncio veiculado na manhãseguinte.Aspectos negativos:
 
A não ser com algumas exceções, não permite o uso de cor, fatal nas campanhas onde ela éfundamental (por exemplo, mudança de embalagem);
 
Não permite boa cobertura nos segmentos de mercado como mulheres, donas-de-casa e crianças;
 
Não permite a demonstração da ação.
Revistas
Nas classes de padrão de vida mais folgado é hábito a leitura de revistas. Há as que apelam mais para ohomem ou para a mulher, bem como as que circulam entre as classes rica e média. Elas são por isso mesmomais seletivas do que os jornais, no que se refere ao sexo, categoria sócio-econômica e vocação, do leitor.Têm maior expansão geográfica, circulando geralmente em todo o território nacional, o que as tornaespecialmente adequadas para as "campanhas de marca".As suas vantagens são as seguintes:a.
 
permitem melhor reprodução dos anúncios e melhor aparência;b.
 
têm vida mais longa, são lidas com mais vagar, o que permite textos mais longos;c.
 
têm maior porcentagem de leitores por número, o que faz a circulação ser bem maior do que atiragem;d.
 
são mais seletivas.As suas limitações são:a.
 
não têm a maleabilidade dos jornais. Os anúncios têm que ser preparados com muita antecedência;b.
 
representam grave desperdício nas campanhas estritamente locais.Segundo o censo de 1980, existem no Brasil 851 revistas em circulação, sendo que as revistas de - maiorexpressão encontram-se nas editoras Abril, Bloch, Três, Visão e RGE.Suas características básicas podem ser resumidas em três itens principais:
 
circulação nacional;
 
boa impressão em cores;
 
grande variedade de publicação quanto aos gêneros.A revista, como mídia, ganhou força na década de 50 para 60, com as revistas Cruzeiro e Manchete, quechegaram a ultrapassar a tiragem de 1 milhão de exemplares.Apresenta os seguintes aspectos positivos e negativos.Aspectos positivos:
 
Adequação: permite adequação editorial à mensagem do produto devido à grande variedade depublicações;
 
Circulação nacional: permite cobrir, embora com pequena circulação local, toda região brasileiranum único anúncio;
 
Seletividade: a revista permite a seletividade pelo seu custo (do exemplar na banca) que requer daparte do leitor maior recurso financeiro e pelo seu conteúdo editorial;
 
 
Credibilidade: como no caso do jornal, desfruta de boa credibilidade, característica da mídiaimpressa.Aspectos negativos:
 
Pouca circulação por região e conseqüentemente baixa cobertura;
 
Falta de rapidez na transmissão da mensagem (fator tempo).
Periódicos especializados
São aqueles que se dedicam exclusiva ou principalmente a um dado assunto (Medicina, Engenharia,Agricultura, Finanças, etc.), ou de interesse exclusivo para uma dada classe profissional ou vocacional -como, por exemplo, publicações destinadas a lojistas, bancários, automobilistas, bem como revistas demoda, policiais, infantis, etc.Estes veículos não deverão ser julgados pela tiragem, mas sim pela qualidade de seus leitores. O queinteressa é saber se eles têm realmente boa circulação entre as classes a que se destinam e se gozam deprestígio entre seus leitores.
Publicidade ao ar livre
A publicidade ao ar livre é conhecida como Outdoor Advertising, e compreende a fixação de cartazes, painéise luminosos na via pública, bem como nos veículos de transportes coletivos, como ônibus e trens.A publicidade ao ar livre difere substancialmente das demais. Enquanto o folheto, o rádio, a TV, etc. vão àresidência do consumidor, o jornal e a revista são comprados de motus próprio, o cartaz e o luminoso sãopercebidos de passagem, nas vias públicas, mais ou menos casualmente.Entretanto, pelo seu tamanho e pelas cores (e o luminoso pelo fulgor) exercem impacto sobre o público epela repetida exibição conseguem influir, fixar uma mensagem breve e veicular uma impressão.Em tais condições é uma publicidade tipicamente para as massas, vista indiscriminadamente por toda aespécie de gente.Suas características são as seguintes:a.
 
Maleabilidade - pode ser usada numa extensa região, numa cidade ou apenas num bairro.b.
 
Oportunidade - pode ser usada nos momentos mais precisos e ter a mensagem substituída logo quenecessário.c.
 
Ação rápida e constante - nas ruas está sempre passando gente. Assim, a ação do cartaz éconstante.d.
 
Impacto - impressiona geralmente pelo tamanho e pela cor viva ou em contraste com a do localonde está colocado.e.
 
Memorização - como, em geral, passamos diariamente diante de vários exemplares do mesmocartaz, a coisa anunciada tende a fiar-se na mente pela repetição.f.
 
Simplicidade - porque é uma mensagem concisa e breve, é facilmente compreendida.A ação essencial da publicidade ao ar livre é a de uma tropa de choque isto é, produz impacto, põeimediatamente em evidência o nome da coisa anunciada, impondo-se logo aos olhos da massa.De uma maneira geral a afixação de cartazes implica na qualidade do meio publicitário, a multiplicidade doslocais empregados no espaço e no tempo. Quando se compra o espaço necessário para uma campanha depublicidade por meio de cartazes, compra-se geralmente um conjunto de locais, sem se examinar o valorespecial de cada local, a não ser no caso em que este último representa uma despesa importante.A sua escolha contudo deve prevalecer num local onde haja transito denso, como também uma posição emque possa ser visto facilmente e em ambiente apropriado.
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