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Ariel Cardeal, redator
“Sou publicitário, mas eu posso explicar.”
 
Tem três coisas que eu poderia fazer por você como publicitário: fazer vocêse sentir mal, fazer você sentir-se melhor e fazer você entender o lado da
“minha” marca nisso tudo. Não quero necessariamen
te que você me compre,mas se você me entendesse aqui, talvez pudéssemos até ser amigos.Acho que você não é burro, e apesar desse rostinho de 18, você também nãoé tão inocente quanto parece. Você pensa - e pensa muito
 –
antes de adquiriralgum produto sugerido na TV. Diante de
marcas que se lhe apresentam,você escolhe a que mais lhe apetece, isso se você realmente quiser algo. Dáaté pra ficar meio confuso, sem entender direito qual relação que aquela marcase propõe a ter com você.Por isso é importante deixar bem claro nossas intenções com você, semenganação, sem dubiedade, nem deixar que você fique confuso na hora daescolha. É para ter essa relação sincera e justa com você. É por isso que soupublicitário.
Artigo escrito para a revista virtual Crumbs Magazine, sobre a aparição deMallu Magalhães no programa Domingão do Faustão de 09/03/09.
Tente pensar nas adolescentes. Você já foi adolescente e já achou asChiquititas o máximo. Mas isso foi há quase 20 anos, e não havia internet, oseu computador era de brinquedo e a MTV só existia na TV paga. Mas mesmoassim tu comprava as bonecas, cadernos e mochilas das Chiquititas. Umamenina nos seus 15 anos de idade naquela época não virava um fenômenopopular por ser esquisitinha e tocar "neo-folk". Muito menos apareceria noFaustão. Isso, Faustão.Ligar na TV Marinho no Domingo à tarde é de se esperar assistir a atoresglobais dançando, moças de mini-trajes executando coreografias e o JotaQuest relembrando músicas da Jovem Guarda. O que fazer quando, em vezdisso, tem uma menina de 15/16 anos com um violão, uma banda de carasbarbados e tentando (tentando...) parecer com o Bob Dylan? Enfatizando: NoFaustão. A guria tem currículo: um puta auê na internet, virar habitué da MTV,
 
ceder composição pra comercial da Vivo, não é pouca coisa. Ainda assim,apesar de ser "pop", ela não é Pop, com P maiúsculo. Madonna é Pop, MichaelJackson é Pop, Jota Quest e Daniel são Pop. Mallu Magalhães não é Pop.Ela ainda habitava um universo muito restrito - MTV, Internet e música decomercial (ta cheio de comercial com música legal que a gente não conhece) -agora, foi apresentada ao povão, na acepção mais generalizada do termo. Édifícil o povão gostar, porém, em uma massa de milhões sempre há indivíduosmalatendidos em segmentos culturais. Gente que nem sabe o que é esse tal de"neo- Folk", mas se identifica. Apareceu aquela menina, novinha e já fazendosucesso, cabelos e roupas esquisitas e um som diferente que nunca ouvi, "meidentifiquei".O rock também era esquisito quando apareceu. E no pacotão Mallu vem tudoque ela já mencionou em entrevistas e onde ela já foi mencionada - as tags:Vanguart, Dylan, Johnny Cash. Depois da ovelha negra do hardcore, oemocore, será que vamos assistir ao nascimento do Frankenstein do indie-folkalternativo? Os antigos fãs podem falar mal, mas continuam falando de MalluMagalhães.
Inserção de merchandising em conto.
“Tá meio quente aqui”, pensou ele, depois de meia hora ali dentro.
 O espaço interno foi cuidadosamente projetado, as paredes forradas de ummaterial mais leve, com espaço entre a parede interior e a exterior, um vãosepara os dois, garantindo um isolamento térmico da parte de dentro. A cor éque não foi muito pensada, um tom de marrom meio pardo.
“Frágil”
 
Começou a planejar a fuga quando se viu na TV LCD 44’’ em uma vitrine de
uma loja de departamentos. Tentou dissimular colocando as mãos no bolso,olhando pra esquerda e assobiando, ficou ali por 4 minutos e sete segundos, edesatou a correr.
“Este lado para cima”
 
Nem na pastelaria do China, nem no bordel da travessa, não havia qualquerlugar que não pudesse ser transformado em pixels. Nada escapava à varreduraminuciosa do satélite.
 
Agora, na escuridão do interior da caixa de papelão, tornara-se invisível aoGoogle Street View.
Conto produzido em oficina de formação de escritores realizada peloSESC
“Além dela não havia ninguém na parada de ônibus.”
 O silêncio sufocava e mal dava pra ver o nariz de tão espessa que era acortina formada pelo nevoeiro. De repente só se ouvia um zangão
perambulando em algum jardim alheio. No meio daquele “nada” cinzento, ela
parecia um morango nas costas de um elefante. Parecia não querer estar ali,parecia repelir o abraço desajeitado do nevoeiro apenas sendo, com seu trenchcoat vermelho carmim. Além dela não havia ninguém na parada de ônibus.Coçou os olhos, reinando absoluta sobre o nevoeiro infinito ao redor, sabe-selá se para acordar ou se por cansaço. Empertigou-se quando o primeiro ruídode carro desvirginou o silêncio da madrugada.Só depois que vejo os faróis do carro sumindo na neblina é que saio de ondeestava escondido para pegar meu ônibus, agora sozinho.
Redação publicitária para mídia impressaRedação para programa de relacionamento da universidade comempresas:6 bons motivos para contratar um estagiário1. Uma nova força para seu time
Os alunos que estão se formando tem se inserido mais no mercado de trabalho, conhecem e sabem como devem atuar na realidade regional. O estágio é uma forma de representar sua dedicação e vontade para o mercado.
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