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Ponto 1
Uso de ministros extraordinários da ComunhãoEucarística (MECEs)
O sacerdote celebrante é quem deve distribuir a Comunhão.Se o número de pessoas for muito grande, outros sacerdotes queestejam presentes à Missa, sem a celebrar, podem ser convocadospara auxiliar na distribuição da Comunhão aos fiéis, ou os própriosdiáconos que estejam servindo à Missa. Os sacerdotes e os diáconossão, pois, os ministros ordinários. Não os havendo, o celebrantepode contar com ministros extraordinários, chamando os acólitosque o estejam auxiliando – sejam instituídos para esse ministério,sejam temporários (servos) para aquela Missa em especial. Nãohavendo nem diácono, nem acólito instituído, nem servo, o padrepode chamar os fiéis, sejam religiosos ou leigos, que estejam naMissa. É recomendável, aliás, que esses fiéis já tenham recebido odevido treinamento doutrinário e litúrgico, tendo sido instituídoscomo ministros extraordinários da Comunhão Eucarística, peloBispo local. Na falta desses fiéis já instituídos como ministrosextraordinários, outros podem ser chamados, e que, no momentoapropriado da Missa, receberão uma bênção prevista no MissalRomano.
“Os fiéis, sejam eles religiosos ou leigos, que estão autorizados comoministros extraordinários da Eucaristia podem distribuir aComunhão apenas quando não há sacerdotes, diáconos ou acólitos,quando o sacerdote está impedido por motivo de doença ou idadeavançada, ou quando o número de fiéis indo receber a Comunhão é tão grande que tornaria a celebração da Missa excessivamentelonga. Por conseguinte, uma atitude repreensível é aquela dossacerdotes que, embora presentes na celebração, recusam-se adistribuir a Comunhão, deixando essa tarefa aos leigos.” (Sagrada
 
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Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.Instrução Inestimabile Donum, 10)
Em sentido estrito, os ministros extraordinários daComunhão Eucarística (MECEs) são fiéis, quer leigos querreligiosos, que, depois de devida instrução, são instituídos peloBispo através de um mandato para auxiliar o sacerdote a distribuir aSagrada Comunhão, quando necessário, e nas condições impostaspela lei litúrgica. Não devem estar no presbitério junto com osacerdote, pois não são concelebrantes nem têm a função de ajudarcomo acólitos ou servos, subindo ao altar somente se for preciso e nahora de distribuir a Comunhão, i.e., depois dos ministroscomungarem.O termo, utilizado em seu sentido lato, aponta para todos osque não podem, ordinariamente, distribuir a Eucaristia, mas ofazem pelas necessidades, e observando as leis litúrgicas: acólitos,servos, MECEs, demais fiéis leigos ou religiosos (ministrosocasionais da Comunhão Eucarística).
“... nas celebrações litúrgicas, cada qual, ministro ou fiel, aodesempenhar a sua função, faça tudo e só aquilo que, pela naturezada coisa ou pelas normas litúrgicas lhe compete.” (ConcílioEcumênico Vaticano II, Constituição Sacrosanctum Concilium, 28)
 Os ministros extraordinários, como seu próprio nome já fazentender, podem ser usados em situações muito especiais apenas. Alei litúrgica que disciplina essas situações é bastante clara:
“Artigo 8O ministro extraordinário da Sagrada ComunhãoOs fiéis não-ordenados, já há tempos, vêm colaborando com osministros sagrados, em diversos âmbitos da pastoral, para que o
 
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dom inefável da Eucaristia seja cada vez mais profundamenteconhecido e para que se participe da sua eficácia salvífica com umaintensidade cada vez maior.Trata-se de um serviço litúrgico que responde a necessidadesobjetivas dos fiéis, destinado sobretudo aos enfermos e àsassembléias litúrgicas nas quais são particularmente numerosos os fiéis que desejam receber a sagrada comunhão.§ 1. A disciplina canônica sobre o ministro extraordinário dasagrada comunhão deve, porém, ser corretamente aplicada para não gerar confusão. Ela estabelece que ministros ordinários da sagradacomunhão são o Bispo, o presbítero e o diácono, enquanto é ministroextraordinário o acólito instituído ou o fiel para tanto deputadoconforme a norma do cân. 230, § 3.Um fiel não-ordenado, se o sugerirem motivos de real necessidade, pode ser deputado pelo Bispo diocesano, com o apropriado ritolitúrgico de bênção, na qualidade de ministro extraordinário, paradistribuir a Sagrada comunhão também fora da celebraçãoeucarística,
ad actum vel ad tempus
 , ou de maneira estável. Emcasos excepcionais e imprevistos, a autorização pode ser concedida
ad actum
pelo sacerdote que preside a celebração eucarística.§ 2. Para que o ministro extraordinário, durante a celebraçãoeucarística, possa distribuir a sagrada comunhão, é necessário ouque não estejam presentes ministros ordinários ou que estes, embora presentes, estejam realmente impedidos. Pode igualmentedesempenhar o mesmo encargo quando, por causa da participação particularmente numerosa dos fiéis que desejam receber a SantaComunhão, a celebração eucarística prolongar-se-ia excessivamente por causa da insuficiência de ministros ordinários.Este encargo é supletivo e extraordinário e deve ser exercidosegundo a norma do direito. Para este fim é oportuno que o Bispo
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