Exagero dizer que renascemos das cin-zas, mas a imagem é válida. Estivemosespalhados por aí, como cinzas, agarra-dos aos móveis do escritório, em vãosocultos da cozinha, nas lombadas delivros velhos, ou no balcão imundo de bares anônimos. Acumulando experiên-cias? Cozinhando? Bebendo cerveja?Seja como for, o Arte & Política com- bateu seus próprios fantasmas, e agoradança com eles. Prosseguimos, comodizia Pessoa, «desfraldando ao conjuntodos céus estrelados, o esplendor do sen-tido nenhum da vida». E, no entanto,
os poetas não tem a palavra nal e pode
haver sentido, sim, em existir. Nessadúvida incendiária, forjamos estéticas,romances, ideologias. Editamos jornais,
enm. Votamos. Discutimos política,
trabalhamos, escutamos música. Esfor-çamo-nos para não ser apenas jovens,mas cidadãos, com toda carga de me-lancolia, fúria e poder correspondentes.Quando o A&P nasceu, em 1997, o Brasilera um país sem esperança, onde as vir-tudes maiores eram sarcasmo, cinismoe humor negro. Agora temos que nosconter para não sermos ufanistas piegase exagerados. Nosso ideal maior, porém,é o mesmo. Eduque-se o povo. Invista-se tudo e mais um pouco em escolas e,sobretudo, nos professores, oferecendo-lhes condições de trabalho mais atraen-tes. Optamos ainda por valorizar o chãoonde pisamos. O A&P também é, agora,um jornal que investiga o centro históri-co do Rio, uma região em grande partearruinada, abandonada, esquecida, masonde vemos um potencial imenso de de-senvolvimento social, econômico e mes-
mo político, com reexos positivos em
todo Brasil. Boa leitura e não esqueça de visitar nosso site, onde poderá ver tudoaquilo que as limitações do papel jornalnos impediram de publicar por aqui.
Expediente
Edição §
Bruno Dorig
a, Talitha Magalhães,Elia Schramm, Miguel do Rosário
Colaboradores §
Cam
illa Lopes, Cecilia Gianne, ChrisDuarte, Dubes Sônego, Julia Pina, Juliano Guilherme,Luiz Octavio Guimarães, Tomás Ramos
Foto
graa §
Arissas Mulmídia, Bruno Lira, Chris Duarte,Julia Pina, Bruna Benvegnu
Foto capa §
Praça Tiradentes, por Clarissa Pivea
Ilustra §
João Burle, Latu
HQ
§
Zé Dassilva
Diagramação e Arte
§
Talitha Magalhães
Agradecimentos mais que especiais §
E
duardo Moras;Boteco da Praça, esquina da Augusto Severo com aJoaquim Silva, na Glória.Rio de Janeiro | maio 2010 |ano 7 | número 23
Tiragem de 5 mil exemplaresJornal independente voltado aos espíritos inquietos
Arte & Políca
também está na nuvem.Descubra em
arteepolica.com.br
Edição feita ao som de
Karina Buhr, Jorge Ben, Oo, Djavu, Calypso, André Abujamra, Gorillaz, Roberto Carlos, Bezerra da Silva,Mayra Andrade, LCD Soundsystem, Gerasamba, Completo sem Cebola, João Nogueira, Marcelo Jeneci, Se
-
quelas do Povo, Bease Boys, Noel Rosa, Tom Zé, Cidadão Insgado, Céu, Nelson Cavaquinho.
03_
« eu gostaria de não precisar explicar quetudo o que havíamos passado nos isentava dediscur o m », escreve
Cecilia Gianne
.
05_
« deixem o povão viver o sonho. Não odiscriminem por suas utopias escalafobécas», pede
Miguel do Rosário
.
06_10_26_
recebemos a
Visita
das gra
-
vuras de
Juliano Guilherme
e as fotos de
ChrisDuarte
e
Dubes Sônego
.
08_
por dentro do
Caveirão
, com
TomásRamos
.
12_
as aventuras sexuais de
Orlando Vinil
com sua empregada.
13_
um passeio pela
Praça Tiradentes
, entrea história, cabelos e galerias de arte.
21_
quadrinhos com
Zé Dassilva
.
22_
cinco anos depois, Bruno Doriga eElia Schramm voltam à
Ocupação ChiquinhaGonzaga
para saber como anda a batalha dodia a dia.
28_
Angelo Defan
conta a
Julia Pina
como aproliferação de
fesvais e mostras de cinema
tem ajudado a crescente produção de longas,curtas e documentários.
30_
um bom
ceviche baiano
, com
EliaSchramm
.
31_
Luizinho do Posto 9
vai deixar saudade,nos conta
Marcelo Ceará
.
Editorial
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