High Quality
Open the downloaded document, and select print from the file menu (PDF reader required).
O grau de Aprendiz, busca a resposta à pergunta (de onde viemos?) e a esse grau compete o estudo das origens primeiras da nossa ordem, as quais tivemos buscando no primeiro Manual desta série, assim também é especial a competência do segundo grau simbólico em responder à pergunta (quem somos ?), estudando a história da Maçonaria Moderna.
Os princípios da Maçonaria, conforme os conhecemos atualmente, se devem principalmente ao estado de decadência em que se encontravam, ao fim do século XVII, os antigosgr up os de construtores, assim como as demais corporações de ofício, que tinham florescido nos séculos anteriores, alcançando o seu apogeu próximo ao fim da idade média. As causas dessa decadência foram por um lado a diminuição do fervor religioso que seguiu a Reforma, de maneira que a construção das igrejas foi cedendo seu lugar a outros edifícios profanos, tanto públicos como privados; e também por um grau maior de especialização dos operários nos respectivos trabalhos, e a falta de conveniência por parte desses, de seguirem reunindo- se em associações organizadas para a prática de uma arte determinada.
Precisamente por esta razão, no mesmo século XVII, havia se estendido a prática de admitir nos grupos de construtores, membros honorários (maçons aceitos), ainda inteiramente estranhos à prática da arte de construir, porém que cooperavam para proverem materialmente e moralmente esses grupos. O dia em que estes maçons-aceitos começaram a prevalecer sobre os de ofícios, e se lhes concederam cargos de direção (dos quais estavam excluídos anteriormente), foi precisamente o ponto que assinalou a transformação conhecida com nome de maçonaria operativa em especulativa; ainda que o desenvolvimento de um caráter teve de ser mais gradual, entretanto de nenhuma maneira necessariamente implicado pela presença dos membros honorários, apesar do número destes.
Assim foi que, em 1717, os escassos membros remanescentes de quatro lojas londrinas, que tinham os seus lugares deperma nência (segundo o costume naquela época), em quatro diferentes hospedarias, decidiram celebrar juntos na hospedaria do Manzano sua reunião anual de 24 de junho (dia de São João Batista). Nessa reunião, que depois se tornou tradicional por essa razão histórica, sem que os seus participantes pudessem dar-se conta disso, tratando de buscar uma solução para as suas condições, que nos últimos tempos se encontravam cada vez menos prósperas. Os presentes decidiram juntar-se na, que depois (em 1738) passaram a chamar uma Grande Loja, elegendo para presidi-la oficiais especiais, que deviam promover a sua prosperidade. Esses foram: Antônio Sayer, homem desconhecido e de modesta condição, inteiramente estranho ao ofício de pedreiro, que foi nomeado Grão Mestre; Jacob Lamball, carpinteiro; José Elliot, capitão; foram eleitos grandes vigilantes1.
Dados que essas Lojas não eram as únicas então existentes (algumas das outras, como de Preston chegaram até os nossos dias) não há dúvida de que de nenhuma maneira poderia tratar-se então de eleger a um "Grão Mestre dos Maçons", que para tal não tinham autoridade, se não apenas dessas quatro Lojas, não se podendo sequer assegurar-se que tal título foi efetivamente utilizado nessa ocasião, ainda que poderia muito bem ter sido; com esta atribuição restrita. Sem dúvida, somente depois, e por mérito de homens que, sob diversas circunstâncias foram atraídos à essa "Grande Loja", que as denominações de Grão Mestre e Grande Loja adquiriram real significado e importância.
O desenvolvimento futuro de nossa Instituição, a partir dessa modesta reunião, não estava de nenhuma forma condicionado à mesma, e só se deve à Força Espiritual que aproveitou e vivificou esse pequeno e modesto agrupamento do qual brotou um movimento que se estendeu para toda a superfície da terra. Sempre são, pois, as idéias, as que operam no mundo, por sobre os indivíduos que se fazem seus meios, veículos e instrumentos. É na força das idéias, que animam e inspiram os homens, que se deve todo o progresso e toda a obra ou instituição de alguma importância, por traz daqueles que aparecem exteriormente como seus fundadores e expoentes.
No que particularmente se refere à Maçonaria, não há dúvida que suas origens mais verdadeiras, vão muito além desses homens de boa vontade e de medíocre inteligência que unicamente se preocuparam em salvar suas lojas da decadência que as ameaçava, por meio da união das mesmas. Deve-se buscar essas origens na Idéia Espiritual central, que oculta no seu cerne, o verdadeiro segredo maçônico, assim como das demais idéias relacionadas com aquela, das quais se fez, em diferentes momentos e circunstâncias especiais.
A essa idéia central, ainda oculta e secreta para a maioria de seus adeptos, também devemos o conjunto de tradições, alegorias, símbolos e mistérios, que tem vindo se apropriando, e em parte criando e modificando, para embelezar e dar maior brilho a seus trabalhos, cujas origens, como a de seus cerimoniais, são antiquíssimos, tendo nos sido transmitindo através
de diferentes civilizações que se desenvolveram sucessivamente sobre o nosso planeta. Desse ponto de vista está perfeitamente justificado o empenho dos primeiros historiadores maçônicos, começando com Anderson, e dos que fizeram ou adaptaram os seus rituais, para relacionar nossa instituição com todos os movimentos espirituais e tradições místicas iniciáticas da antigüidade, segundo também tratamos de faze-lo no manual do Aprendiz.
Pois se é certo que a Maçonaria Moderna tem sua iniciação nessa fortuita agremiação de quatro Lojas que juntando-se, puderam salvar-se da dissolução a que pareciam inevitavelmente destinadas - como são todas as coisas que não sabem renovar-se quando chega o momento oportuno - e que, dessa maneira prosperaram muito além de suas expectativas, não é menos certo que souberam recorrer em segredo a herança de todos os segredos, mistérios e tradições, assim como souberam fazer-se o receptáculo das grandes e nobres idéias que constituem um fermento vital e um impulso renovador no meio em que atuavam.
E se pela natureza da obra pode-se reconhecer o artista que a concebeu e realizou, julgamos a Maçonaria pela mística beleza de seu conjunto simbólico- ritual, a essa obra sem dúvida não se pode dar outro qualificado que não o de Magistral. em sua essência mais íntima e profunda, qualquer que possa ser sua filiação exterior e aparente, não pode ser se não Obra de Mestre na acepção mais profunda da palavra. Essa essência íntima é o Logos, ou verdadeira palavra que deve buscar-se em toda Loja Justa e Perfeita, a idéia espiritual que nela se deve realizar.
Essa mesma idéia, cujas latentes possibilidades foram depois se desenvolvendo - a maioria delas esperam ainda a oportunidade para vir à luz - tem sido a semente da árvore poderosa que representa a Maçonaria Moderna : um meio destinado ao reconhecimento e à prática da fraternidade, um crisol de idéias e um movimento libertador das consciências e dos povos.
Nas sucessivas assembléias solsticiais de 1718 e 1719 foram eleitos Grandes Mestres da Grande Loja de Londres, respectivamente, Jorge Payne e Juan Teófilo Desagulier, o primeiro dos quais tomou novamente o malhete presidencial de 1720.
A esses dois homens se devem, o nascimento da Grande Loja e o impulso espiritual renovador, assim como as linhas ideológicas que depois caracterizaram a Maçonaria Moderna. O primeiro, ex-funcionário governamental, homem muito ativo, enérgico e de posições liberal, parece haver sido levado à sociedade, a que levou o prestígio de sua personalidade e de suas numerosas relações sociais, por sua à afeição pelas antigüidades. O segundo, nascido em La Rochelle e filho de um pastor Hugonote, teólogo e jurista, amigo
Add a Comment
browbrunoleft a comment
LOURIVALDO PEREZ BACANleft a comment
dpalavisinileft a comment
browbruno replied:
Wahrheit777left a comment
MaconAjmesquita replied:
lrpgweb replied: