EVIDÊNCIA
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EVOLUÇÃO
expressos em termos de coincidências espácio-temporais. Nesse sentido observa, p. ex., que a diferença entre umelétron negativo e um positivo não é contemplada na especificação das coordenadas
(Logic of Modem Physics,
1927,cap. III; trad. it., p. 153). Mas, apesar dessas reservas, o conceito de evento continua tendo uma importânciafundamental na física contemporânea e continua sendo considerado pelos físicos como a melhor caracterização doseu objeto.
EVIDÊNCIA
(gr. èvápTEioc, lat.
Evidentia-,
in.
Evidence,
fr.
Evidence,
ai.
Evidenz;
it.
Evi-denzd).
Apresentação oumanifestação de um objeto qualquer como tal. Era assim que os antigos entendiam a E., especialmente epi-curistas eestóicos, que a assumiam como critério de verdade. Os epicuristas identificavam a E. com a própria ação dos objetossobre os órgãos dos sentidos (D
IÓG
. L., X, 52). Os estóicos entendiam por E. o apresentar-se ou dar-se das coisas aossentidos ou à inteligência, de tal modo que estas resultem "compreendidas" (S
EXTO
E
MPÍRICO
,
Pirr. hyp.,
II, 7). A
representação cataléptica
(v.) é justamente a representação evidente. Desse ponto de vista, a E. não é um fatosubjetivo, mas objetivo: não está ligada à clareza e distinção das idéias, mas ao apresentar-se e manifestar-se doobjeto (qualquer que seja). Assim, nem mesmo os céticos recusam o que se apresenta como evidente, embora evitema asserção correspondente (S
EXTO
E
MPÍRICO
,
Pirr. hyp.,
II, 10).Descartes, porém, deu um conceito
subjetivo
de evidência. A "norma da E.", que ele expõe no
Discurso,
prescreve"nunca aceitar alguma coisa como verdadeira a menos que seja reconhecida evidentemente como tal; isso significaevitar diligentemente a precipitação e a prevenção e só incluir nos juízos o que se apresenta tão clara e distintamenteao espírito, que não haja motivo algum para ser posto em dúvida"
(Discours,
II). Nessa regra a E. foi reduzida à
clareza e distinção
(v.) das idéias, e os problemas correlativos se deslocaram do domínio do objeto para o da idéia,reapresentando-se neste último como problemas objetivos. O próprio Descartes (sobretudo em
Regras para a direçãodo espírito)
vinculara a E. à faculdade da
intuição,
não entendendo com essa palavra o testemunho dos sentidos ou o juízo da imaginação, mas "a concepção firme de um espírito puro e atento que nasce apenas da luz da razão e que,sendo mais simples, é também maissegura que a dedução"
(Regulae ad directionem ingenii,
III). A E. seria, assim, o caráter da intuição e constituiria acerteza própria desta última, assim como a necessidade racional constitui a certeza da dedução. Esses conceitosdominaram grande parte da filosofia moderna, mesmo porque foram aceitos tanto por Locke, para quem "a certeza e aE. do nosso conhecimento provêm da intuição da concordância ou da discordância entre as idéias"
(Ensaio,
IV, 2, 1),quanto por Leibniz
(Nouv. ess.,
IV, 11, 10). O caráter subjetivo da E. e sua conexão com uma faculdade humana maisou menos misteriosa chamada intuição permaneceram em toda a filosofia moderna; só a filosofia contemporâneaentendeu retornar ao antigo conceito de E. objetiva.A crítica da E. como "uma voz mística que de um mundo melhor nos grite: aqui está a verdade!" foi feita por Husserl,que encontrou para a E. a definição de "preenchimento da intenção". Significa que há E. quando a intenção daconsciência, voltada para um objeto, é preenchida pelas determinações graças às quais o objeto se individualiza, sedefine e finalmente se apresenta à consciência
em carne e osso (Logische Untersuchungen,
II, § 39;
Ideen,
I, § 145;
Erfahrung und Urteil,
p. 12). Portanto, em toda a filosofia contemporânea que se inspira na fenomenologia, a E.readquiriu caráter objetivo, voltando a designar a apresentação ou manifestação de um objeto como tal, qualquer queseja o objeto e quaisquer que sejam os métodos com os quais se pretende certificar ou garantir sua presença oumanifestação. Nesse sentido, Scheler falou de "E. preferencial" para indicar as inter-relações hierárquicas e objetivasdos valores que guiam e sugerem as escolhas humanas
(Formalismus,
p. 87). No mesmo sentido, às vezes sãoqualificadas de evidentes as proposições analíticas ou tauto-lógicas cuja verdade resulta dos seus próprios termos,como, p. ex., "O triângulo tem três lados".
EVOLUÇÃO
(in.
Evolution;
fr.
Evolution;
ai.
Evolution;
it.
Evoluzioné).
Essa palavra ainda conserva o sentidogenérico de
desenvolvimento
(v.), mas, com mais freqüência, é usada para designar uma doutrina particular que sechama "teoria da E.". Ora, por essa expressão podem ser entendidas duas coisas diferentes: I
a
teoria biológica datransformação das espécies vivas umas nas outras, que é a hipótese fundamental das disciplinas biológicas de umséculo a esta par-
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