Claire PETROFF-BARTHOLDI (C.P.-B.) Sociólogo da Universidade de GenèvePatrick PHARO (P.P.) Director de Pesquisa do CNRSClaude RIVIÈRE (C.R.) Professor da Universidade de Paris-V, director do Laboratório de EtnologiaMichel ROBERT (M.R.) Pesquisador do CNRS, professor auxiliar da Universidade de Paris-X (Nanterre)Philippe ROBERT (P.R.) Director de Pesquisa do CNRSDominique SCHNAPPER (D.S.) Director da Escola de Altos Estudos de Ciências SociaisDenis SEGRESTIN (D.S.) Professor-conferencista do Conservatório Nacional de Artes e Ofícios, ParisJean SEGUY (J.S.) Director de Pesquisa do CNRS (Grupo de Sociologia das Religiões)François de SINGLY (F.S.) Presidente da Secção de Sociologia e Demografia do Comité Nacional dePesquisa CientíficaJean-René TRÉANTON (J.-R.T.) Professor da Universidade de Lille-Flandres-ArtoisBernard VALADE (B.V.) Professor-conferencista da Universidade de Paris-SorbonnePhilippe Van PARIJS (P.V.P.) Pesquisador da FNRS, professor da Universidade Católica de LouvainJean-Marie VINCENT (J.-M.V.) Professor da Universidade de Paris-VIII (Saint-Denis)---9
AAbsentismo:
A noção de absentismo é estudada pelos sociólogos no sentido específico de ausência dotrabalho.O estudo do absentismo põe problemas de definição e de medida. Antes de fazer a soma dos tempos deausência, é preciso saber que tipos de ausência serão contabilizados: assim, as mulheres têm a reputação dese ausentarem mais que os homens, mas, se se excluírem as licenças de maternidade, a diferençaapresentar-se-á bem pequena. A medida do absentismo implica que se disponha do meio de controlar asausências de um assalariado, o que nem sempre acontece: assim, determinada categoria poderá parecer mais absentista que uma outra simplesmente porque as suas ausências são mais perceptíveis.Um estudo efectuado pelo INSEE permitiu, entretanto, estabelecer que o absentismo representava, em1978, cerca de vinte dias úteis por ano, ou seja, 8,5 por cento do tempo de trabalho. Calcula-se que estacifra média baixou sem dúvida a partir de então. Pôde verificar-se que os assalariados se ausentam commaior frequência quando são pouco qualificados, quando estão há pouco tempo ainda no seu posto detrabalho, quando são muito jovens ou, pelo contrário, muito idosos, quando trabalham numa grandeempresa, quando os salários são baixos e as taxas de doença profissional e de acidente de trabalho elevadas. Nos estudos económicos, a ausência do trabalho é principalmente encarada como uma perda para oaparelho de produção e um comportamento desviante que convém canalizar. No quadro da sociologia dasorganizações, o absentismo pode ser compreendido como uma das saídas do sistema de interacção queconstitui a organização, como uma estratégia racional de compensação.D. D.
Abstencionismo:
Chama-se abstencionista ao cidadão que, gozando do direito de voto, não participa numaconsulta eleitoral.O estudo do abstencionismo põe problemas de medida, de conteúdo, de observação e de interpretação. Nos Estados Unidos da América, o abstencionismo é medido pela diferença entre o número de cidadãoscom idade de votar, fornecido pelo recenseamento, e o número de votantes. Na França só sãocontabilizados os eleitores inscritos numa lista eleitoral e que não participam no escrutínio; ora, pôdeestabelecer-se que cerca de um francês em dez não estava inscrito nas listas eleitorais. Sobreavaliado semdúvida no primeiro caso, o abstencionismo é subavaliado no segundo. Em alguns países, como a Bélgica, ovoto é obrigatório. O abstencionismo encontra-se, portanto, lá limitado aos casos de força maior. Por outrolado, nos regimes de partido único o abstencionismo não tem evidentemente o mesmo significado que nasdemocracias pluralistas. Os meios de que se dispõe para o estudo do abstencionismo são reduzidos: asinformações fornecidas pelas listas de votantes efectivos são mais que limitadas e os dados de sondagens sócom prudência podem ser utilizados.O abstencionismo foi durante muito tempo considerado como um disfuncionamento do sistemademocrático. Nessa lógica foi interpretado como um indício de despolitização, de insuficiente integração política, que seria a consequência de uma débil inserção social. O estudo---
Leave a Comment
Grato pela disponibilização!