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Aquele cheiro de feijãocozinhando foi demais paraEduardo. Depois de muito temponas ruas, comendo os restos doque conseguia, ele se deixoulevar pelo aroma daquele feijãoe, quando viu, estava batendopalmas naquela casa de ondeprovinha o aroma tão marcante.Uma senhora de cabelos brancose com um avental na cintura,também branco, atendeu e nãose assustou com a roupa dele, jámuito gasta, nem pelos seuscabelos enormes, que há muitonão via um corte.
 
 
- "Que foi meu jovem, em queposso ajudá-lo?". Eduardo ficou mudo diante daquelerosto tão bondoso. Sua voz nãosaía, e ele gaguejou:- "Bom...bom...bom dia. Sabe, éque eu senti o cheiro do feijãocozinhando e lembrei me da minhamãe, lembrei-me da fome eresolvi pedir um pouco, se asenhora puder. Pode ser num copoplástico mesmo, só para eu podermatar a vontade de comer essefeijão tão cheiroso.
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texto belissimo, retratando a vivencia do dia a dia nas grdes cidades.

cheiro de feijão maria jose

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