na prática, enquanto proclamados como preceitos. Primeiro, o objetivo do governo deve ser limitado. Sua principal função deve ser a de proteger nossa liberdade contra os inimigos externos e contra nossos próprios compatriotas; preservar a lei ea ordem; reforçar os contratos privados; promover mercados competitivos. Além desta função principal, o governo pode, algumas vezes, nos levar a fazer em conjunto o que seria mais difícil oudispendioso fazer separadamente. Entretanto, qualquer ação do governo nesse sentido representaum perigo. Nós não devemos nem podemos evitar usar o governo nesse sentido. Mas é preciso queexista uma boa e clara quantidade de vantagens, antes que o façamos. E contando principalmentecom a cooperação voluntária e a empresa privada, tanto nas atividades econômicas quanto emoutras, que podemos constituir o setor privado em limite para o poder do governo e uma proteçãoefetiva à nossa liberdade de palavra, de religião e de pensamento. O segundo grande princípio reza que o poder do governo deve ser distribuído. Se o governo deveexercer poder, é melhor que seja no condado do que no estado; e melhor no estado do que emWashington. Se eu não gostar do que a minha comunidade faz em termos de organização escolar ouhabitacional, posso mudar para outra e, embora muito poucos possam tomar esta iniciativa, a possibilidade como tal já constitui um controle. Se não gostar do que faz o meu estado, possomudar-me para outro. Se não gostar do que Washington impõe, tenho muito poucas alternativasneste mundo de nações ciumentas. A grande dificuldade de evitar o fortalecimento do Governo Federal é. sem dúvida alguma, aatração da centralização para muitos de seus proponentes. Isto lhes permitirá, acham eles, legislar de modo mais efetivo determinados programas que - é assim que imaginam - são do interesse do público, quer se trate de transferência da renda do rico para o pobre ou de objetivos privados para osgovernamentais. Eles têm razão num sentido. Mas a moeda tem duas faces. O poder para fazer coisas certas é também poder para fazer coisas erradas; os que controlam o poder hoje podem não ser os mesmos de amanhã; e, ainda mais importante, o que um indivíduo considera bom pode ser considerado mau por outro. A grande tragédia do entusiasmo pela centralização, bem como doentusiasmo pela expansão dos objetivos do governo em geral, é que envolve homens de boa vontadeque serão os primeiros a sofrer suas conseqüências negativas. A preservação da liberdade é a principal razão para a limitação e descentralização do poder dogoverno. Mas há também uma razão construtiva. Os grandes avanços da civilização - quer naarquitetura ou na pintura, quer na ciência ou na literatura, quer na indústria ou na agricultura -nunca vieram de governos centralizados. Colombo não resolveu tentar uma nova rota para a Chinaem conseqüência de uma resolução da maioria de um parlamento, embora tenha sido financiado em parte por um monarca absoluto. Newton e Leibniz; Einstein e Bohr; Shakespeare, Milton ePasternak; Whitney, McCornick, Edison e Ford; Jane Adams, Florence Nightingale e AlbertSchweitzer; nenhum deles abriu novas fronteiras para o conhecimento ou a compreensão humana,na literatura, na técnica, no cuidado com o sofrimento humano, em resposta a diretivas
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