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POESIACONCRETA1956 - 2006
FACULDADES JORGE AMADO
CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Mônica Rodrigues da Costa
apresentação em aulas, 2007 , 2008nas disciplinas: Semiótica Gerale Semiótica Aplicada 
Seleção de Poemas
de: Augusto deCampos, Décio Pignatari, Haroldo deCampos, Apollinaire, Blaise Cedrars,Marcel Duchamp, Mallarmé, Maiakovski,Hans, Arp, Ezra Poud, Eugen Gomringer,Erthos Albino de Souza, Edgard Braga,José Lino Grünevald, Arthur Rimbaud,Seiichi Nikuni, Li Po (Rihaku), MatsuóBashô em ensaio verbi – voco – visual
 
realizado com a colaboração do poeta
Paulo Pedro Pepeu
50
 ANOS
 
 
Poesia concreta, ummanifesto
-a poesia concreta começa por assumir uma responsabilidade total perante alinguagem: aceitando o pressuposto do idioma histórico como núcleoindispensável de comunicação, recusa-se a absorver as palavras com merosveículos indiferentes, sem vida sem personalidade sem história - túmulos-tabucom que a convenção insiste em sepultar a idéia.-o poeta concreto não volta a face às palavras, não lhes lança olharesoblíquos: vai direto ao seu centro, para viver e vivificar a sua facticidade.-o poeta concreto vê a palavra em si mesma - campo magnético depossibilidades - como um objeto dinâmico, uma célula viva, um organismocompleto, com propriedades psicofisicoquímicas tacto antenas circulaçãocoração: viva.- longe de procurar evadir-se da realidade ou iludí-la, pretende a poesiaconcreta, contra a introspecção autodebilitante e contra o realismo simplista esimplório, situar-se de frente para as coisas, aberta, em posição de realismoabsoluto.
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