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Ano IV Nº 38 - Janeiro-Fevereiro/2009 Fone: (64) 3661-1940 / e-mail: jornalcentrooeste@brturbo.com.br 
“O fraco jamais perdoa:o perdão é uma dascaracterísticas do forte”.Mahatma Gandhi
Dr. Oswaldo José de Souza, Dr. Car-
los Souza Machado e Dr. Ermínio Parralegorepresentam com mérito o corpo clínico doHospital das Clínicas Dr. Neves, que em junho próximo estará completando 15 anosde atuação em Mineiros.Corina, Keila e Talita, dedicadas
funcionárias da loja A Econômica Tecidose Calçados foram as aniversariantes dosmeses de dezembro e janeiro. Parabéns!!! Juvecy, José Candido e Lúcia, trio
simpático de funcionários da Casa Utilar,foram os aniversariantes dos meses dedezembro e janeiro. Parabéns!!!Esbanjando energia e muita saúde,
Leobino José Brandão chegou aos 104 anos bem vividos. Desejamos felicidade ao “Se-nhor Leobino” e toda sua família.Mateus de Oliveira Campos com-
pletou mais um ano de vida, para alegriados avós corujas Divoneide e Carlos. Para- béns Mateus!A experiência adquirida ao longo da
vida nos faz mais fortes e é esse exemplo queGeralda S. Moraes Preto nos transmite. Commuita alegria celebramos, no dia 02/01, seus70 anos bem vividos. Felicidades Geralda!Família amiga e querida da socie-
dade mineirense: Juliano Trentin, diretorgeral da Rádio Eldorado, sua esposa Joyce
e a lha Maria Eduarda.
A inteligência e a doçura de Samuel
contagiam a todos que o cercam. Foi commuita alegria que, com familiares e amigui-nhos, ele comemorou o seu 7º aniversário.Parabéns!!!A beleza da juventude está estam-
pada no rosto de João Victor, que fez ani-versário no dia 02/02. Parabéns!
Cora Coralina
Não sei... Se a vida é curtaou longa demais pra nós,mas sei que nadado que vivemostem sentido, se não tocamoso coração das pessoas.Muitas vezes basta ser:Colo que acolhe,braço que envolve,palavra que conforta,silêncio que respeita,alegria que contagia,lágrima que corre,olhar que acaricia,desejo que sacia,amor que promove.E isso não é coisa de outro mundo,é o que dá sentido à vida.é o que faz com que elanão seja nem curta,nem longa demais,mas que seja intensa,verdadeira, pura...Enquanto durar.
Saber Viver 
Troféu Emas
17º Troféu Emasconsecutivo como Loja deTecidos e Confecções do ano2º Trofeu Emascomo Loja deCalçados Infantil
Vinicius, Eli e
Hiza Paula (Filhos)Vinicius, Eli, Hiza Paula,
Eliane, Adriana e Mary
(lhos e funcionárias)
Foto: REVIStA FoCCUS
 
Janeiro-Fevereiro/2009
REVISTA
B-2
Cantinho da Reflexão
Perdoar é a prova pelaqual o Senhor faz passartodos os seus combatentes.
Perdoar nos classica. Nãoperdoar nos desclassica nes
-sa seleção de combatentes.Perdoar é ato de vontadee não um simples sentimen-to. Temos o livre-arbítrio deescolher entre perdoar ouguardar entulhos no coração.A decisão é nossa. Somentecom o perdão conseguimosharmonia em nosso coração.A Palavra de Deus nos mostraclaramente que o perdão abrea porta para alcançarmos asgraças de que necessitamos.
“E quando estiverdes de pé oran-do, se tendes algo contra alguém, perdoai, para que o vosso Pai queestá nos céus também vos perdoevossas faltas”
(Mc 11,25).
Muitas vezes não somosatendidos em nossas ora-ções por causa da durezado nosso coração
. Pedimosmuitas graças, rezamos, faze-mos penitências, mas se não
perdoamos, se camos guar
-dando ressentimentos emnosso coração, a graça nãoacontece. Se nos recusamosa perdoar, automaticamenteestamos impedindo que agraça de Deus se realize emnossas vidas...Sem perdão o canal dagraça está impedido. Res-sentimentos, e muito maisainda, rancores e ódios “en-topem” o canal da graça. Aolongo de nossas vidas vamosacumulando mágoas e res-
Pe. Jonas Abib
sentimentos; somos pessoascomplicadas, nos ofendemoscom facilidade e na mesmaproporção magoamos e fe-rimos as pessoas... É precisomudar o coração. É necessárioser misericordioso como o Paié misericordioso.Temos um Pai que é todo
amor. Na qualidade de lhos,
precisamos nos encher de mi-sericórdia, piedade e compai-xão para como o nosso próxi-mo. É preciso agir como o bomsamaritano (cf. Lc 10,30-37).Precisamos ser homense mulheres semelhantes ao bom samaritano. Ele precisourenunciar a todos os seusprojetos de seguir em frentee dar prioridade àquele queestava precisando de cuida-dos. Assim são os combaten-tes que o Senhor escolheu.Deus coloca em nosso caminhoas pessoas que precisamosajudar e perdoar. É necessárioter um coração misericordioso.É imprescindível que este co-ração transborde em atitudesconcretas.Em nossa vida existemsituações concretas nas quaisprecisamos usar de misericór-dia. Por essa razão, precisamosconservar um coração sensível.A vida moderna não pode nosarrastar. Não pode endurecero nosso coração. O mundo nãopode nos tornar insensíveis.
Quando começamos a amar,tudo se transforma
. Não es-pere toda a sua vida mudar,para depois começar a amar.
Perdoar: um ato
de vontade
 A última carta
Ao contrário: comece amandoe tudo vai se transformar emsua vida.Talvez na sua casa exis-ta uma pessoa difícil de serelacionar, sempre irritada,indiferente e revoltada. Aúnica maneira de reverteresse quadro é amá-la. Amarsem impor condições. Amar,mesmo que a pessoa continueerrando. O amor precisa sertraduzido em paciência: vera pessoa errar e assim mesmoestar junto, sem irritação, sem
car recriminando-a. Apenas
amar, e isso é um exercício.Amar não quer dizer dei-xar a pessoa fazer o que qui-ser. Você está presente, não a
abandona, não ca falando na
cabeça dela. Você aponta o ca-minho, mostra o certo e amaapenas. A misericórdia triunfano julgamento. Se você foruma pessoa misericordiosa,será tratada com misericór-dia no julgamento; o que nossalvará no julgamento seráo amor traduzido em gestosconcretos para com aquelesque erram.
Padre Jonas Abibpejonas@cancaonova.comFundador da Comunidade CançãoNova e Presidente da Fundação JoãoPaulo II. É autor de diversos livros,milhares de palestras em áudio evídeo, viajando o Brasil e o mundo emencontros de evangelização. Acesse:wwww.padrejonas.com
Comece a amar e tudo vai se transformar em sua vida
U
m amoroso pai de fa-mília, dias antes de serhospitalizado, enviou,pela internet, uma carta a seus
lhos, com a mensagem:
“Filhos amados Quandoas coisas estiverem difíceis,abram bem os olhos e busquemo céu. Vejam como é imenso.Olhem a natureza e percebamcomo ela é incrivelmente linda,em cada detalhe.Olhem as cidades, seus pré-dios, os carros, e notem tudo oque a vontade do homem já foicapaz de produzir.Sintam que cada um devocês faz parte da criação deDeus. Que cada um integra aprópria natureza. E que cadaum também tem de construire de alterar um pouco de suaprópria cidade.Percebam que vocês, aquie agora, fazem parte de umasociedade que constrói ummundo novo.Apesar da sensação de pe-quenez diante da grandeza douniverso, e embora, por vezes,vocês se sintam sozinhos e semforças, na verdade, cada umé importante e necessário nasinfonia da vida.O amor e a alegria de vocêsproduzem uma energia única,capaz de transformar o meioem que vivem e as pessoas queos cercam.Cada um pode levar maisluz ao caminho que palmilha,por intermédio de seu sorrisoe de seu trabalho.E assim, pode iluminar ou-tras vidas e enternecer outrosseres.Não esperem que o mun-do, que os outros façam algopor vocês. Respirem fundoe pensem: “o que eu possofazer pelo mundo? O queposso fazer pelos outros?”Nunca esqueçam que cada umcolhe aquilo que plantou.Que os espinhos que hojenos ferem as mãos são o resul-tado de uma semeadura equi-vocada do passado, próximoou não.Se desejam uma estradaladeada de flores, é precisoque elas sejam semeadas desdeagora, por cada um de vocês.Acreditem: Deus está pre-sente em tudo e em toda parte.Um dia a própria ciência hu-mana, ainda tão limitada, serácapaz de admitir e de compro-var essa valiosa verdade.”
Embora seu corpo físiconão tenha resistido à doençaque subitamente o atingiu, aspalavras de amor e de fé daque-le pai ainda ecoam no coraçãodaqueles que o amam.Foi sua última carta.Uma mensagem estimu-lando seus amores ao cami-nho do bem, na direção doCriador.
 A fragilidade de nossa existência corpórea não nos permite ter certezade que nossos olhos se abrirão na próxima manhã.Não sabemos quando será o nosso momento de partir para o outro plano da vida. Talvez ele tarde, talvez não.Quem sabe se as palavras que dissemos há pouco não foram asúltimas desta existência?Como saber se o “até logo” com que nos despedimos de nossos amo-res, minutos atrás, não foi o último adeus que esta vida nos ofereceu?Por isso, despeça-se sempre com palavras de carinho e de otimismo. Aproveite todas as oportunidades que tiver para transmitir mensa- gens positivas a quem quer que seja.Dê bons exemplos e seja coerente em suas atitudes.Diga àqueles que lhe são caros, sempre que possível, o quanto osama e como eles são importantes para você.Um dia, mais cedo ou mais tarde, inevitavelmente, a partida seráreal, e então as lágrimas serão decorrentes da saudade e não do arrepen-
dimento pelas oportunidades desperdiçadas. (www.reexao.com.br)
 
Janeiro-Fevereiro/2009
REVISTA
B-3
Corival Rezende Irineu
Tempo de homenagens
B
atista Custódio, do Diá-rio da Manhã, brilhanteeditorialista, na ediçãodo dia 15.12.08, discorrendo
sobre o tema “A Meio Beo”,
assevera que
“Os intelectuais
 fcam velhos quando deixam de
ser perseguidos e passam a serhomenageados pelos poderosos”.
Nada mais verdadeiro. Talsentença equivale àquelamais simplista de que
“Todaunanimidade é burra”.
Com a certeza de que nãosou nenhum intelectual, ra-
zão pela qual prero não ser
querido por muitos, do que bajulado por todos. Tenhoconsciência de que os “ar-tigos” que escrevo recebemcríticas de repulsa e de apro-vação. Agradeço a ambas jáque teimo em não envelhecer,embora o que venho escre-vendo retrata Mineiros e aspessoas de anos passados e,não raro, temas políticos quea uns agradam e a outros não.Mas o que seria do vermelhose todos gostassem do azul?Bem, chegou Natal e 2009está às portas. Que o espíritode Deus nos ilumine e nosmostre bons caminhos parao ano que vem! É tempode prestar homenagens aosesquecidos e ou quase esque-cidos, embora esses tenhamcontribuído muito para quea nossa Mineiros chegassealtaneira nesse nono ano doséculo XXI. Sei que poucos selembram ou já ouviram falarda D
a
. Zaida Veloso. Esposado Dr. Suhail Rahall, um dosfundadores do Hospital Sa-maritano, foi diretora do Co-légio Santo Agostinho, ondecentenas de jovens iniciaramos estudos. Muitos daquelesse tornaram doutores da me-lhor qualidade. A ProfessoraMarta, esposa do Erly que foicontador da prefeitura nosdois mandatos do Raul Bran-dão, certamente quase não élembrada. Em seu mandato,como Diretora do Colégio Es-tadual, aquela instituição foimuito bem administrada. E doDr. Neves, quem se recorda? É bom ver o nome daquele mé-dico num dos nosocômios dacidade a lhe homenagear. Peloque representou para a saúdedo povo desta cidade, aquelahomenagem merecia ser am-pliada pelo poder público.E quem foi Fúlvio Riccio-ppo que dá nome ao nossomodesto aeroporto? Foi co-mandante aviador que, casa-do com a mineirense Cecília,
lha do Dr. Neves, conseguiu
fazer com que a extinta Vasp
aqui zesse escala semanal
-mente. E do Padre MaximinoAlvarez, recordam-se os maisantigos e já ouviram falar osmais novos? Aquele espa-nhol, apressadinho, foi umadas pessoas mais queridasque passou por nossa terra.Professor, conselheiro,excelente relações humanasera vibrante quando pregavanos púlpitos da igreja católica.Ao chegar a Mineiros a nossaigrejinha estava caindo aospedaços. Com a força quetinha para o trabalho e coma liderança que exercia sobrea comunidade quase todacatólica, partiu para arrecadarfundos e construiu e legou aMineiros a imponente Matrizdo Divino Espírito Santo. La-mentavelmente foi morto emSão Paulo por latrocidas.E o nosso querido Profes-sor Juarez Távora? Para mim,sem desmerecer outros, é ogrande responsável por “meiomundo” de jovens mineiren-ses ter aprendido matemática,ou como ele diz,
“arimética”.
OProf. Juarez é
 
daquelas pesso-as que a gente guarda dentrodo coração.
 
No comércio nãose pode deixar de homenagear Jonas Patrício, Pedro Mala-quias, Raul Brandão, AlonsoMachado, que a seus temposmovimentaram a cidade comsuas lojas bem sortidas ondea população comprava todotipo de mercadoria. Desses, osúnicos ainda vivos são o RaulBrandão e o Pedro Malaquiasque, para não sentirem-seaposentados, batem pontoem suas lojas, diariamente,sendo excelentes papos paratodos que desejarem saber dahistória de Mineiros.Ainda vivo, atuante, po-lêmico, querido por uns emaltratado demais por ou-tros, devo, às vésperas destetempo em que se comemorao nascimento de Jesus, home-nagear o ex-prefeito AderaldoBarcelos pela grandeza de suaadministração no quadriênio1997/2000. As falhas que, porventura, aquela administra-ção tenha cometido são emmuito superadas pela suagrandeza e futurismo. Mi-neiros e Goiás, após ele, sãooutros. Aderaldo, com a suaousadia política, fez mudaros rumos do Estado, por issoainda não envelheceu comopolítico porque continua sen-do, diuturnamente, guerre-ado pelos seus adversários.Que o Natal de Jesus renoveainda mais a sua pessoa.É, também, tempo de ho-menagear a família. Obrigadominha Sônia pela esposa epessoa querida e bondosaque você é. Obrigado Jordan,
Flávio e Marília, lhos estima
-dos e que me dão muito gosto.Obrigado minhas famíliasRezende e Irineu. Obrigadogente querida de Mineiros.Sou o que sou. Sou barro des-
ta terra e nele estão ncados
meus amores, minhas ilusõese, um dia, meus ossos se até lánão tiver crematório em nossacidade. Obrigado FernandoBrandão
corivaladvogado@bol.com.br 
Moral da História
Diz uma lenda referenteà pintura da Santa Ceia, ou“Última Ceia de Jesus comseus Apóstolos”. Ao conce- ber este quadro, Leonardoda Vinci deparou-se comuma grande dificuldade:Precisava pintar o bem (naimagem de Jesus) e o mal
(na gura de Judas, o amigo
que resolvera traí-lo duranteo jantar).Interrompeu o trabalhono meio, até que conseguis-se encontrar os modelosideias.Certo dia, enquanto as-sistia a um coral, viu emum dos rapazes a imagemperfeita de Cristo. Convi-dou-o para o seu ateliê, ereproduziu seus traços emestudos e esboços. Passa-ram-se três anos. A “ÚltimaCeia” estava quase pronta,mas Da Vinci ainda nãohavia encontrado o modeloideal de Judas.O cardeal, responsávelpela igreja, começou a pres-sioná-lo, exigindo que termi-
MORAL DA HISTÓRIAO Bem e o Mal têm a mesma face. Tudo depende apenasda época em que cruzam o caminho de cada ser humano.
Em artigo escrito para o jornal na véspera de Natal, o colunista Corival Rezende Irineucontinua sua viagem histórica por Mineiros e presta homenagem aos amigos
nasse logo a obra.Depois de muitos dias
procurando, o pintor nal
-mente encontrou um jovemprematuramente envelhe-cido, bêbado, esfarrapado,atirado na sarjeta. Imedia-tamente, pediu aos seusassistentes que o levassematé a igreja.Da Vinci copiava as linhasda impiedade, do pecado,do egoísmo, tão bem deli-neadas na face do mendigo,que mal conseguia pararem pé.Quando terminou, o jo-vem – já um pouco refeito da bebedeira – abriu os olhos enotou a pintura à sua frente.E disse, numa mistura deespanto e tristeza: - Eu já viesse quadro antes! Quando?Perguntou surpreso Da Vin-ci. Há três anos, antes de per-der tudo o que tinha, numaépoca em que cantava numcoro, tinha uma vida cheia desonhos e o artista me convi-dou para posar como modelopara a face de Jesus.
O Bem e o Mal
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