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COLIFORMES TOTAIS

COLIFORMES TOTAIS

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XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e AmbientalABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental1
II-057 - COLIFORMES COMO INDICADORES DA QUALIDADE DA ÁGUA:ALCANCE E LIMITAÇÕES
Rafael K.X. Bastos
(1)
Engenheiro Civil, Universidade Federal de Juiz de Fora. Especialização em Engenharia deSaúde Pública, ENSP/FIOCRUZ. Ph.D. em Engenharia Sanitária, University of Leeds, UK.Professor e pesquisador do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal deViçosa (UFV). Chefe do Serviço de Tratamento de Água da UFV.
Paula Dias Bevilacqua
Veterinária, Universidade Federal de Viçosa. Mestrado em Epidemiologia, UniversidadeFederal de Minas Gerais. Doutorado em Epidemiologia. Universidade Federal de MinasGerais. professora e pesquisadora do Departamento de Veterinária da Universidade Federalde Viçosa (UFV).
Luís Eduardo do Nascimento
Técnico do Serviço de Tratamento de Água da UFV. Graduando em Química da UFV.
Geisla R.M. Carvalho
Estagiária do Serviço de Tratamento de Água da UFV. Graduanda em Nutrição da UFV.
Carolina Ventura da Silva
Estagiária do Serviço de Tratamento de Água da UFV. Graduanda em Nutrição da UFV.
Endereço
(1)
:
Universidade Federal de Viçosa - Departamento de Engenharia Civil - Viçosa - MG - CEP:36571-000 - Brasil - Tel: (31) 899-2356 - e-mail:rkxb@mail.ufv.br
RESUMO
Apresenta-se o resultado do monitoramento de águas superficiais e subterrâneas no município de Viçosa.Foram utilizadas duas técnicas de laboratório para a detecção de coliformes totais, fecais e
 E. coli
:fermentação da lactose – teste do indol e método cromofluorogênico. Os resultados obtidos, aliados aoconhecimento acumulado em microbiologia sanitária, fornecem subsídios para a discussão sobre a validade(alcance e limitações) do emprego de bactérias do grupo coliforme como organismos indicadores daqualidade da água e apontam para a necessidade de atualização da legislação vigente (Resolução CONAMA20/86 e Portaria 36GM/90). Adicionalmente, inclui-se breves comentários sobre vantagens e desvantagensdas técnicas de laboratório utilizadas.
PALAVRAS-CHAVE:
Qualidade da Água, Organismos Indicadores, Coliformes.
INTRODUÇÃO
No desenvolvimento do conceito de organismos indicadores de contaminação, por muito tempo prevaleceu oemprego da
 E. coli
, isolada e inicialmente denominada de
 Bacterium coli
por Theodor Escherichi em 1955.Entretanto, a busca por agilidade e simplicidade deu lugar à utilização disseminada dos “coliformes” e, maistarde dos “coliformes fecais”, determinados pelo teste da termotolerância, introduzidos por Eijkman em 1904(MÜLLER e MOSSEL, 1982; HOFSTRA e HUISINT’T VELD, 1988).Reconhecidamente, o grupo dos coliformes fecais totais inclui espécies de origem não-exclusivamente fecal,podendo ocorrer naturalmente no solo, na água e em plantas (OMS, 1995). Apesar da denominação, o grupodos coliformes fecais também inclui bactérias de origem não-exclusivamente fecal (BAGLEY e SEIDLER,1977; DUNCAN e RAZELL, 1972) e, principalmente em países de clima tropical, mesmo que originalmenteintroduzidas na água por poluição fecal, podem adaptar-se ao meio aquático (LOPEZ-TORREZ et al., 1977).Estes são apenas dois exemplos de que, apesar de ainda não existirem substitutos à altura, o empregoindiscriminado dos coliformes como indicadores de contaminação pode levar à super ou subavaliações dasegurança ou dos ricos à saúde, associados a uma determinada situação. À luz do conhecimento acumuladoem Microbiologia e Engenharia Sanitária (ex.: composição do grupo coliforme, técnicas de detecção,características dos microrganismos indicadores e patogênicos, remoção através de processos de tratamento de
 
XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e AmbientalABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental2
águas, etc.), discute-se o alcance e limitações do emprego dos coliformes como indicadores da qualidade daágua, vis-à-vis às respectivas normas e padrões vigentes. Ênfase especial é dada ao emprego dos coliformestotais (CT), coliformes fecais (CF) e
 E. coli
na avaliação da qualidade da água
in natura
, cuja discussão éilustrada com resultados de análises de amostras de fontes variadas, conduzidas no Laboratório de Controleda Qualidade da Água do Serviço de Tratamento de Água da Universidade Federal de Viçosa (STA/UFV).
MATERIAIS E MÉTODOS
Os resultados apresentados referem-se às amostras analisadas no STA/UFV de 1998 até o presente,incluindo: monitoramento de rotina do manancial de abastecimento, monitoramento de rotina da águadistribuída no campus universitário, serviços prestados a terceiros: amostras de águas subterrâneas, águasuperficiais e nascentes. As técnicas de coleta obedeceram aos procedimentos prescritos no Standard Methodsfor the Examination of Water and Wastewater (APHA, 1995).Para a detecção e quantificação de coliformes totais (CT), coliformes fecais (CF) e
 E. coli
foi empregada atécnica de tubos múltiplos, incluindo a técnica de fermentação (APHA, 1995), detecção rápida de
 E. Coli
(DHSS, 1982) e método cromogênico-fluorogênico.Na técnica da fermentação foram utilizados os seguintes meios de cultura: CT presuntivo-caldo lauril triptose(CLT); CT confirmativo-caldo verde brilhante (CVB); CF-caldo EC (EC). CT foram confirmados quando daprodução de ácido e gás em tubos contendo CVB, incubados à 37
o
C por 24-48 h; CF foram confirmadosquando da produção de ácido e gás em tubos contendo EC, incubados à 44
o
C por 24 h. A presença de
 E. coli
foi considerada quando da produção de indol (detectada pela adição de reagente Kovac’s) em tubos contendoágua de triptona (AT), incubados à 44
o
C por 24 h.Na detecção de CT e
 E. coli
através do método cromogênico-fluorogênico foi utilizado o meio de culturaFluorocult caldo LMX (Merck).
RESULTADOS E DISCUSSÃOOcorrência de Coliformes nas Amostras Analisadas
Na Tabela 1 são apresentadas as médias geométricas de 100 amostras do manancial de abastecimento doSTA/UFV; trata-se de um reservatório de acumulação de manancial superficial, cuja bacia de captação épouco protegida e sujeita a diversas interferências e atividades antrópicas, tais como, ocupação urbana eatividades agropecuárias. As médias da Tabela 1 referem-se à amostras coletadas e analisadas separadamente(em diferentes momentos), por métodos distintos, ao longo de um período de cerca de 29 meses.
Tabela 1: Ocorrência de coliformes no manancial de abastecimento. Média geométrica (org./100 ml).
MétodoCTCF
 E. coli
FL-In1,5 x 10
3
6,7 x 10
2
1,9 x 10
2
CrF1,0 x 10
3
-3,2 x 10
2
CT: coliformes totais; CF: coliformes fecais; FL-In: fermentação da lactose, teste do indol e CrF: métodocromogênico-fluorogênico.Análises estatísticas não revelaram diferenças significativas entre as médias de coliformes totais (CT)(t = 1,30; p = 0,20) e
 E. coli
(EC) (t = 1,55; p = 0,12) determinadas pelos dois métodos, sugerindo que ambasapresentaram sensibilidade e especificidade similares. Já as densidades de CT, CF e EC, determinadas pelométodo FL-In, apresentaram-se, respectivamente, em ordens de grandeza decrescente e significativasestatisticamente (t = 2,78; p = 0,0064; t = 6,66; p = 0,0006). O mesmo foi observado entre as densidades deCT e EC, determinadas pelo método CrF (t = 3,40; p = 0,0016).O trabalho incluiu ainda o monitoramento de outras águas superficiais, que em conjunto com o manancial deabastecimento (Tabela 1), totalizaram mais de 200 amostras.Análise de regressão revelaram as seguintes relações entre as densidades de CT, CF e EC (Figuras 1 a 4).
 
XXVII Congresso Interamericano de Engenharia Sanitária e AmbientalABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental3
Figura 1: Relação entre densidades de CT e CF, método Fl-In.Figura 2: Relação entre densidades de CT e EC, método FL-In.
CF = 10
-0,9649
CT
1,1713
R
2
= 0,768
01234560123456
CT/100ml
     C     F     /     1     0     0    m     l
EC = 10
-1,2029
CT
1,0062
R
2
= 0,3139
012345012345
CT/100ml
     E     C     /     1     0     0    m     l

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