DIREITO DAS OBRIGAÇÕESVinnie 2003/2004 © todos os direitos reservados2criado pelo legislador e que foi por ele considerado o mais adequado naquele particular conflitode interesses.Há, no entanto, um conjunto de
normas imperativas
que não podem ser afastadas,nomeadamente com vista a tutelar interesses de ordem superior (ex.: protecção da parte maisfraca). Estas normas aumentaram, nomeadamente, por causa da defesa dos direitos do con-sumidor.Os conflitos de interesses, ao serem estáveis ao longo do tempo, justificam a estabili-dade temporal do Direito das Obrigações.Verificou-se uma alteração, sobretudo depois da 2ª Guerra Mundial, tendo sido modifi-cados alguns dos quadros da disciplina, nomeadamente, a consagração em termos amplos doprincípio da boa fé, protecção da parte mais fraca e, em particular, a protecção do consumidor(cláusulas contratuais gerais, responsabilidade do produtor, etc.).Actualmente, a tutela do consumidor tem sido feito pelo Direito Comunitário.Verifica-se uma estabilidade das obrigações em relação a outros ramos do Direito, noque diz respeito à localização geográfica. Variam pouco com a variação do lugar.
Obrigações do Direito Civil
Devemos fazer uma divisão entre as obrigações e os direitos reais (aqui a divisão obe-dece a um critério estrutural), e a família e as sucessões (existindo aqui um critério funcionalassente no nexo teleológico que une o conjunto de relações).
Obrigação:
relação da vida social tutelada pelo Direito através da atribuição a um su- jeito de um direito subjectivo e imposição a outro de um dever com vista à satisfação dos inte-resses do credor. O credor e o devedor são sujeitos determinados.Dever (dever de realizar uma prestação), ónus (necessidade de adoptar um comporta-mento para adquirir uma vantagem ou não acartar com uma desvantagem), estado de sujeição(situação em que se encontra a contraparte de um titular de um direito potestativo, produzindo-se na esfera jurídica da contraparte determinados efeitos jurídicos que se lhe impõem inevita-velmente) devem distinguir-se.Fala-se também em obrigação passiva universal: recai sobre aqueles que sejam ascontrapartes de um titular de um direito real/absoluto.Este distingue-se do dever na medida em que, na primeira, o titular de um direito realestá em relação com um conjunto indeterminado de sujeitos passivos.Por outro lado, no dever, os titulares estão determinados.A prestação do devedor na obrigação é específica. Já na obrigação passiva universal,o conduta/prestação é genérica e não perturba o exercício de direitos correspondentes ao con-teúdo do direito.Assim, a relação obrigacional é composta por:
-
relações entre pessoas determinadas;
-
conteúdo específico.Em rigor, podemos afirmar que: a obrigação é um vínculo que une o devedor e o credor(397º).
Obrigações autónomas:
estabelecem-se entre as partes que não estavam unidas poruma relação anterior.
Obrigações não autónomas:
nascem de um nexo anterior que já ligava as partes (ex.:A e B são comproprietários e contribuem na proporção da sua quota; A é filho de B, relação dealimentos que surge da prévia relação familiar).
397º
- as obrigações não autónomas não têm tratamento especial. Vale o regime geral.Pode, no entanto, haver particularidades no regime destas.A própria ligação com uma relação anterior pode levar, por via interpretativa ou disposi-ção expressa do legislador, ao estabelecimento de regime específico. Ex. alimentos -> não écedível, ao contrário do regime geral; não é renunciável, ao contrário do regime geral; pode seralterado, ao contrário do regime geral que se baseia no princípio
pacta sunt servanda
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Adorei!!!!!!!!!!!