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Resumo - Direito Das ObrigaÇÕes_pt

Resumo - Direito Das ObrigaÇÕes_pt

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12/07/2013

 
DIREITO DAS OBRIGAÇÕESVinnie 2003/2004 © todos os direitos reservados 1
DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
Duas acepções:
1- Ramo do direito objectivo (objecto: regular a relação obrigacional/de crédito);2- Disciplina jurídica (visa expor de uma forma cientifica/ordenada os diversos elementosque resultam das normas reguladoras das relações de crédito).Procura-se, através da construção dogmática, a melhor arrumação conceitual das rela-ções de crédito.
Fontes de obrigações
-
principais: contratos, responsabilidade civil, gestão de negócios, enriquecimentosem causa, negócios jurídicos unilaterais)
Modalidades das obrigações
-
quanto ao vínculo:
o
obrigações civis;
o
obrigações naturais.
-
quanto ao sujeito:
o
singulares;
o
plurais:

conjuntas;

solidárias.
-
quanto ao objecto:
o
divisíveis/indivisíveis;
o
genéricas/específicas;
o
de juro;
o
indemnização.
Transmissão de obrigações
-
por cessão;
-
por sub-rogação;
-
assunção (da dívida);
-
de posição contratual (cessão).
Garantias das obrigaçõesMeios de conservação da garantia patrimonialContratos em especial
-
civis;
-
comerciais
Importância do estudo
As obrigações regulam todo o tráfego jurídico destinado à satisfação de necessidades(circulação de coisas, serviços, a reparação de danos).As obrigações (regulam a circulação de bens e a prestação de serviços através decontratos) juntamente com os direitos reais (visam essencialmente a estática) formam o
DireitoCivil Patrimonial.
As normas das obrigações têm
natureza supletiva
: visam suprir a falta de regulamen-tação das partes (“lacunas de omissão”). Estas normas consagram em equilíbrio de interesses
 
DIREITO DAS OBRIGAÇÕESVinnie 2003/2004 © todos os direitos reservados2criado pelo legislador e que foi por ele considerado o mais adequado naquele particular conflitode interesses.Há, no entanto, um conjunto de
normas imperativas
que não podem ser afastadas,nomeadamente com vista a tutelar interesses de ordem superior (ex.: protecção da parte maisfraca). Estas normas aumentaram, nomeadamente, por causa da defesa dos direitos do con-sumidor.Os conflitos de interesses, ao serem estáveis ao longo do tempo, justificam a estabili-dade temporal do Direito das Obrigações.Verificou-se uma alteração, sobretudo depois da 2ª Guerra Mundial, tendo sido modifi-cados alguns dos quadros da disciplina, nomeadamente, a consagração em termos amplos doprincípio da boa fé, protecção da parte mais fraca e, em particular, a protecção do consumidor(cláusulas contratuais gerais, responsabilidade do produtor, etc.).Actualmente, a tutela do consumidor tem sido feito pelo Direito Comunitário.Verifica-se uma estabilidade das obrigações em relação a outros ramos do Direito, noque diz respeito à localização geográfica. Variam pouco com a variação do lugar.
Obrigações do Direito Civil
Devemos fazer uma divisão entre as obrigações e os direitos reais (aqui a divisão obe-dece a um critério estrutural), e a família e as sucessões (existindo aqui um critério funcionalassente no nexo teleológico que une o conjunto de relações).
Obrigação:
relação da vida social tutelada pelo Direito através da atribuição a um su- jeito de um direito subjectivo e imposição a outro de um dever com vista à satisfação dos inte-resses do credor. O credor e o devedor são sujeitos determinados.Dever (dever de realizar uma prestação), ónus (necessidade de adoptar um comporta-mento para adquirir uma vantagem ou não acartar com uma desvantagem), estado de sujeição(situação em que se encontra a contraparte de um titular de um direito potestativo, produzindo-se na esfera jurídica da contraparte determinados efeitos jurídicos que se lhe impõem inevita-velmente) devem distinguir-se.Fala-se também em obrigação passiva universal: recai sobre aqueles que sejam ascontrapartes de um titular de um direito real/absoluto.Este distingue-se do dever na medida em que, na primeira, o titular de um direito realestá em relação com um conjunto indeterminado de sujeitos passivos.Por outro lado, no dever, os titulares estão determinados.A prestação do devedor na obrigação é específica. Já na obrigação passiva universal,o conduta/prestação é genérica e não perturba o exercício de direitos correspondentes ao con-teúdo do direito.Assim, a relação obrigacional é composta por:
-
relações entre pessoas determinadas;
-
conteúdo específico.Em rigor, podemos afirmar que: a obrigação é um vínculo que une o devedor e o credor(397º).
Obrigações autónomas:
estabelecem-se entre as partes que não estavam unidas poruma relação anterior.
Obrigações não autónomas:
nascem de um nexo anterior que já ligava as partes (ex.:A e B são comproprietários e contribuem na proporção da sua quota; A é filho de B, relação dealimentos que surge da prévia relação familiar).
397º
- as obrigações não autónomas não têm tratamento especial. Vale o regime geral.Pode, no entanto, haver particularidades no regime destas.A própria ligação com uma relação anterior pode levar, por via interpretativa ou disposi-ção expressa do legislador, ao estabelecimento de regime específico. Ex. alimentos -> não écedível, ao contrário do regime geral; não é renunciável, ao contrário do regime geral; pode seralterado, ao contrário do regime geral que se baseia no princípio
pacta sunt servanda 
.
 
DIREITO DAS OBRIGAÇÕESVinnie 2003/2004 © todos os direitos reservados 3
A diferença entre obrigações e direitos reais
Quanto aos efeitos
Direitos reais: são direitos absolutos (impõem-se
erga omnes 
);Obrigações: são direitos relativos.Nas
obrigações
há simplesmente um direito a uma prestação. O credor pode exigir dodevedor a realização da prestação. Contudo, mesmo nestes casos, há um simples direito
à
 coisa em dívida e não
sobre
a coisa.Nos
direitos reais
(de gozo) há a concessão de um poder directo e imediato sobre acoisa, isto é, o seu titular pode directamente, sem necessidade de colaboração de outrem, reti-rar utilidades da coisa.
Regra da tipicidade
Nos direitos reais: há tipicidade e têm o conteúdo determinado por lei (1306º);Nas obrigações: não há tipicidade. O conteúdo é livremente fixado pelas partes (398ºnº 2).
Características dos direitos reais. Preferência e sequela
Preferência
O direito real prevalece sobre todas as situações posteriormente constituídas sobreaquela coisa, sem o concurso da vontade do seu titular, se a conciliação não for possível.Os direitos reais prevalecem sobre os obrigacionais, nomeadamente sobre os direitospessoais de gozo, mesmo anteriormente constituídos, pois são mais fracos. A excepção é odireito do locatário.(os direitos pessoais de gozo são obrigações mas a “meio caminho” dos reais. Confe-rem a posse objectiva (detenção) de uma determinada coisa. São sacrificados se se constituí-rem direitos reais.)Um direito real posterior não prejudica o já existente, a não ser que haja concurso (ex.:A é dono de imóvel e constitui hipoteca a favor de B. Mais tarde, constitui hipoteca sobre omesmo imóvel mas a favo de C. Prevalece a 1ª hipoteca).
Prevalece a 1ª registada.Privilégios imobiliários especiais
São garantias (em sentido amplo) pois concedem ao seu titular o direito de se satisfa-zer com preferência sobre certos bens imóveis. São atribuídos pela lei atendendo à causa docrédito e não estão sujeitos a registo (estão previstos no 751º).Prevalecem sobre as hipotecas, mesmo tendo sido previamente constituídas.O princípio da preferência não é só para direitos reais mas também para direitos pes-soais de gozo (407º). Prevalece o 1º direito constituído (ex.: A arrenda a B e depois a C. Preva-lece o direito de B).
Sequela
O titular do direito real pode fazê-lo valer, quer o objecto desse direito esteja no domí-nio material ou jurídico de outrem (ex.: A é dono de um caderno. Furtam o caderno. Quem furtavende a C. A ainda é o titular do caderno).
Relatividade das obrigações
A regra é a de que: o credor só pode pedir o cumprimento da obrigação ao devedor.Há, todavia, quem identifique eficácia externa. Assim, o direito de crédito será tambémoponível a terceiros (“
eficácia externa das obrigações
”).Relativamente a este tema fala-se em:
1-“ataque ao substrato do crédito”
O terceiro, actuando ilicitamente contra a pessoa do devedor ou objecto da relação,gera impossibilidade de realização da prestação.

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