Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Look up keyword
Like this
6Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
DA AÇÃO DE DIVISÃO E DE DEMARCAÇÃO DE TERRAS PARTICULARES - TRABALHO

DA AÇÃO DE DIVISÃO E DE DEMARCAÇÃO DE TERRAS PARTICULARES - TRABALHO

Ratings: (0)|Views: 902 |Likes:
Published by Fernanda Torchelsen

More info:

Published by: Fernanda Torchelsen on Jul 18, 2012
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOCX, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

08/26/2013

pdf

text

original

 
 
TRABALHO DE PROCESSO CIVIL
“DA AÇÃO DE DIVISÃO E DE DEMARCAÇÃO DE TERRAS PARTICULARES”
 
DA AÇÃO DE DIVISÃO E DE DEMARCAÇÃO DE TERRAS PARTICULARES
 No Direito Romano era previstas três modalidades de ação divisória:
actio
 
 finium regundorum
, a
actiocomuni
 
dividundo
e
 
a
 familiae erciscundae
, que deram origem respectivamente à
“ação
 
de demarcação”
 
“ação dedivisão”,
 
“ação de partilha”
as quais possuem o objetivo de
estabelecer limites
, dirimir incertezas.A ação de divisão (
comuni dividundo
) na era romana visava a
partilhar bem comum
adquirido a títulosingular, como no caso da compra e venda; quando possível era realizada em partes iguais, transferindo uma parte acada condômino. Caso um ficasse com uma parte maior que o outro, este era condenado a pagar à outra parte umaquantia em dinheiro; sendo indivisível a coisa, era ela adjudicada inteiramente a um dos comunheiros, que por suavez, era condenado a pagar dinheiro à outra parte. A ação de demarcação (a
 finium regundorum) tinha
por finalidadeobter em juízo a
fixação de linha divisória entre dois imóveis
, não sendo possível, o juiz decidia com base notrabalho de agrimensor e registros públicos para determinar o marcos divisórios
1
; e a ação de partilha (
 familiae
 
erciscundae
) divisão de herança, tinham por finalidade extinguir a comunhão, com a individuação dos quinhões quecaberiam a cada condômino .
 Na atualidade, as “ações de divisão e de demarcação” têm finalidades semelhantes às dos institutos
romanos.As ações de divisão e de demarcação de terras particulares são tratadas no Código de Processo Civil, nosartigos 946 a 981, no capítulo VIII, dividido em três seções.Os primeiros artigos cuidam das disposições gerais. O procedimento específico da ação de demarcaçãoestá prevista nos artigos 950 a 966 e o da ação de divisão, nos artigos 967 a 981.O Código de Processo Civil só regula a demarcação e a divisão de terras particulares, porque questõesque envolvam terras devolutas são
resolvidas através da “ação discrimina
tória
regulada pela Lei nº 6.383/76.O artigo 946 do CPC inciso I,
diz “
...
 para obrigar o seu confinante na estremar os respectivos prédios, fixando-se novos limites entre eles ou aviventando-se os apagados
”, e no inciso II diz “...
 para obrigar osdemais consortes a partilhar a coisa comum
”,
em ambos os casos é preciso ocorrer à existência do direito material àdemarcação ou divisão. Por tal razão os procedimentos dividem-se em duas fases em um único processo, visandoatender ao princípio da economia processual, uma vez que faculta ao autor formular duas pretensões, decididas nomesmo processo.A
“ação demarcatória”
tem a finalidade reestabelecer os limites existentes entre dois terrenos, ou fixarlimites entre eles quando não há linha divisória.
A “ação de divisão” tem
a finalidade de extinguir o condomínio existente sobre determinada área,passando cada condômino a exercer propriedade exclusiva sobre um novo imóvel que nasce do desmembramento daárea anteriormente unificada.
1
Lições de Direito Processo Civil, Alexandre Freitas Câmara; pag. 387.
 
Nas ações, primeiro se faz a demarcação para apurar os limites, depois a divisão, sempre com aparticipação dos confinantes que após a demarcação serão retirados do processo e passam a ser tratados comoterceiros em relação à divisão.Não tendo o confinante participado do processo, e havendo invasão de sua área no processo divisório,poderá ele ajuizar a demanda (art. 948 CPC), postulando a reivindicação da área invadida ou indenização antes dotrânsito em julgado da sentença homologatória da divisão em face de todos os co-proprietários do imóvel dividendo,porém, se ocorre após o trânsito em julgado daquela sentença, será legitimado passivo somente aquele a quem coubea parte que invade o terreno vizinho.
Antonio Carlos Marcato, exemplifica que: “s
e o imóvel comum, objeto da divisória, tenha sidopartilhado em três quinhões, cabendo cada um deles aos ex-condôminos e ora quinhoeiros
 A
,
 B
e
. Suponha-se,ainda, que na demarcação do quinhão cabente a
 A
seja invadido o terreno de seu confinante. Proposta por este a açãoreivindicatória ou indenizatória, em face de A, e afinal julgada procedente, é sensível o prejuízo desse quinhoeiro, jáque ele ou terá o seu quinhão reduzido, ou arcará com a indenização devida ao confinante-autor. Confere-lhe a lei,portanto, tendo em vista o prejuízo só por ele sofrido, o direito de executar B e C (ou seus herdeiros, se falecidos),visando com isso a recompor o seu patrimônio, desfalcado com a restituição dos terrenos ou com o pagamento daindenização.
 Dessa forma, estaria garantido o direito de regresso do quinhoeiro prejudicado, em face dos ex-condôminos, se verificado prejuízo após a divisão da coisa imóvel, da qual eram co-proprietários.O exercício do direito à restituição ou à indenização depende de processo próprio, a ser instaurado peloconfinante, e não de postulação incidental no procedimento divisório, que a lei não admite.Quando na ação proposta a coisa for objeto de condomínio, nos termos do art. 952 do CPC, qualquercondômino é parte legítima para promover a ação, e os demais condôminos conforme doutrina dominante, serãocitados como litisconsortes necessário ativo.Em ambas as ações examinadas são as partes autor e réu, simultaneamente, uma vez que a pretensão écomum a ambas, no entanto, é denominado autor aquele que toma a iniciativa de promover a ação
 – 
demarcatória oudivisória.Na
“ação de divisão” que o objetivo é extinguir o condomínio existente sobre um imóvel,
individualizando em prédios menores e adjudicando cada um, para um dos co-proprietários que se tornarão, assim,proprietários exclusivos de determinada área.
Tanto na “ação de Divisão”
como na
ação de demarcação
”,
por se tratar de direitos reais (art. 10, parag.1º do CPC), caso o demandante, seja ele autor ou réu, for casado deverá ter a anuência de seu cônjuge.O Foro competente para a propositura das duas ações
 – 
de demarcação e de divisão
 – 
é absoluta, sendoinadmissível em outra comarca que não a do local do imóvel objeto da lide.Não obstante, se o imóvel situar-se em mais de um Estado ou comarca, o foro será determinado pelaprevenção, estendendo-se a competência do juízo prevento sobre a totalidade do imóvel.
DA AÇÃO DEMARCATÓRIA
 O pedido demarcatório se baseia na ausência ou imprecisão dos limites do imóvel litigioso.O Código Civil prevê o direito à limitação entre prédios e ao direito de tapagem nos artigos 1.297 e1.298, diz ainda o artigo 1.297 que o proprietário tem o direito de constranger o seu confinante a proceder com ele àdemarcação
entre os dois prédios
, a aviventar rumos apagados e a renovar marcos destruídos ou arruinados,repartindo-se proporcionalmente entre os interessados as respectivas despesas.Silvio RODRIGUES (1987: 150/151) entende que, é imprescindível fixar os confins das propriedadesparticulares, para evitar invasões e antecipar as soluções dos conflitos de vizinhança. Quando pensado o interessesocial, a demarcação individualiza a propriedade, ao delimitá-la no espaço, imprescindível para fins de registro.O Código Civil concede às partes a prerrogativa de delimitar e fixar os limites de suas propriedades, a leiimpõe uma restrição de domínio.
 
Para demarcação do domínio, só tem legitimidade para propor a demarcatória o proprietário, devendo-secompreender também o que detém a propriedade semiplena ou limitada.A propriedade é plena ou ilimitada quando seus atributos se acham reunidos em torno de uma só pessoaque se apresenta como o proprietário pleno ou exclusivo (o único dono). É semiplena ou limitada quando dela sedestacam o domínio entre dois senhores o nu-proprietário de um lado e o usuário ou usufrutuário de outro, ora osenhorio de um lado e o enfiteuta de outro. É também restrita a propriedade resolúvel, como a do fiduciário.Embora a faculdade de demarcar seja uma emanação do direito de propriedade, não quer dizer que sópossa movimentar contra outro proprietário, mas também ao proprietário presumido, possuidor em nome próprio, semtítulo dominial.Segundo Humberto Theodoro Júnior, a lei não tem a preocupação de distinguir o proprietário pleno doproprietário limitado, de modo que este também tem legitimidade
ad causam
(para a causa) para propor a demarcaçãodo prédio sobre o qual incide o seu
ius in re
(direito real).O credor hipotecário, embora detentor de direito real, não dispõe da faculdade de apossar-se da coisa ouusá-la, seu direito limita-se à sequela e preferência para efeitos executivos, não podendo este exercer direitos quepressupõem atos típicos do domínio.
ESBULHO OU TURBAÇÃO
 Afirma o art. 951 que o autor pode pleitear a demarcação
com queixa de esbulho ou turbação,formulando também o pedido de restituição do terreno invadido com os rendimentos que deu, ou a indenização dos
danos pela usurpação verificada”.
 
A “ação demarcatória” pode ser simples (quando tem por objeto, única e exclusivamente,
a demarcação)ou qualificada (aquela em que, além da demarcação, o autor formula pedido de reintegração na posse, oureivindicatório de domínio).O dispositivo legal não visa a cumulação das ações demarcatória e possessória, visto que são açõesdistintas, com procedimentos igualmente diversos, sendo possível a ação demarcatória com queixa de esbulho outurbação que é a denúncia de um fato e não um pedido de manutenção ou reintegração. Pleiteia a restituição doterreno invadido pelo confinante-réu, não com base na posse, mas, sim, fundado no domínio que tem sobre a áreaesbulhada ou turbada e não a posse.A sentença que julga procedente a ação demarcatória, se reconhecer o esbulho ou a turbaçãodenunciados, se pedido, pode fixar, restituição de rendimentos ou indenização pelos danos cometidos no esbulho outurbação.Por ser a demanda de caráter dúplice o réu poderá contestar a mesma queixa do autor
 – 
turbação ouesbulho
 – 
e pleitear o mesmo pedido
 – 
a restituição do terreno invadido, além dos rendimentos por ele auferidos ou aindenização dos danos decorrentes da usurpação.
DOS REQUISITOS DA PETIÇÃO INICIAL
A petição inicial que deverá conter todos os requisitos do artigo 282 e 39, I, do CPC, e observar osrequisitos previstos no artigo 950 a seguir descritos:a) os títulos da propriedade do imóvel;b) a designação do imóvel, pela situação e denominação;c) a descrição dos limites por constituir, aviventar ou renovar ed) a nomeação de todos os confinantes da linha demarcada.Para a propositura da ação é essencial que seja apresentado pelo
titular do domínio
, o títulos depropriedade porque nele contém a descrição dos limites, que também servirá de elemento a dois arbitradores eagrimensor, que farão o laudo a ser por eles apresentado sobre o traçado da linha demarcada nos termos do art. 957do CPC, ao qual se deverá anexar a planta da região e o memorial das operações de campo.

Activity (6)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 thousand reads
1 thousand reads
1 hundred reads
ilitch86 liked this
Ana Laura liked this
Rose Suzuki liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->