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Suporte Básico de Vida (SBV) - Atuação da Enfermagem no atendimento inicial em Urgência e Emergência – Parada cardiorrespiratória (PCR).

Suporte Básico de Vida (SBV) - Atuação da Enfermagem no atendimento inicial em Urgência e Emergência – Parada cardiorrespiratória (PCR).

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Diariamente, muitas pessoas são atendidas em serviços de atenção às urgências. São homens, mulheres, crianças, jovens e idosos com os mais variados problemas de saúde e níveis de gravidade. Nesse cenário, é necessário que você esteja capacitado para agir com segurança técnica, tendo-se conhecimento dos protocolos que norteiam o atendimento de urgência. Além do conhecimento, a atenção é um aspecto fundamental para quem trabalha nos serviços dessa natureza, pois uma situação de emergência pode se instalar de forma insidiosa. Essa e muitas outras situações têm o fator tempo como determinante no prognóstico do cliente; quanto mais rápido e qualificado o atendimento, maiores serão as chances de sobrevida e de se prevenir sequelas.
Diariamente, muitas pessoas são atendidas em serviços de atenção às urgências. São homens, mulheres, crianças, jovens e idosos com os mais variados problemas de saúde e níveis de gravidade. Nesse cenário, é necessário que você esteja capacitado para agir com segurança técnica, tendo-se conhecimento dos protocolos que norteiam o atendimento de urgência. Além do conhecimento, a atenção é um aspecto fundamental para quem trabalha nos serviços dessa natureza, pois uma situação de emergência pode se instalar de forma insidiosa. Essa e muitas outras situações têm o fator tempo como determinante no prognóstico do cliente; quanto mais rápido e qualificado o atendimento, maiores serão as chances de sobrevida e de se prevenir sequelas.

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 Colégio Ideal Sucesso/ Escola Técnica de Enfermagem.Professor:
Dr. Maicon de Araujo Nogueira. Enfermeiro. Especialista em Enfermagemem Urgência e Emergência.
 Disciplina:
Assistência de Enfermagem ao Paciente Grave.
 Belém-Pa/Junho de 2012.Atuação da Enfermagem no atendimento inicial em Urgência e Emergência
 – 
 Parada cardiorrespiratória (PCR)
Diariamente, muitas pessoas são atendidas em serviços de atenção àsurgências. São homens, mulheres, crianças, jovens e idosos com os mais variadosproblemas de saúde e níveis de gravidade. Nesse cenário, é necessário que você estejacapacitado para agir com segurança técnica, tendo-se conhecimento dos protocolos quenorteiam o atendimento de urgência. Além do conhecimento, a atenção é um aspectofundamental para quem trabalha nos serviços dessa natureza, pois uma situação deemergência pode se instalar de forma insidiosa. Por exemplo, nem sempre umaemergência sangrante que nos impacta porque é visível é mais grave do que o caso deuma pessoa com angina pectoris que, quieta, aguarda pelo atendimento.Essa e muitas outras situações têm o fator tempo como determinante noprognóstico do cliente; quanto mais rápido e qualificado o atendimento, maiores serãoas chances de sobrevida e de se prevenir sequelas. Contudo, lembramos que a rapidezno atendimento não significa, em hipótese nenhuma, negligenciar os princípios desegurança do paciente e de si próprio.A organização do atendimento por meio de protocolos específicos facilita otrabalho da equipe assistencial. Esses protocolos são também denominados algoritmos.Os métodos de atendimento aceitos internacionalmente estão de acordo com asDiretrizes da American Heart Association (AHA), última atualização publicada emoutubro de 2010, que estabelece protocolos para o Suporte Básico de Vida (BLS),Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) e Suporte Avançado de Vida emPediatria (PALS). A atenção à vítima de trauma é delineada nas orientações doAdvanced Trauma Life Support (ATLS) da National Association of Emergency MedicalTechnicians (NAEMT) em cooperação com o Comitê de Trauma do Colégio Americanode Cirurgiões.
Obs: Foi publicada, em outubro de 2010, “Destaques das Diretrizes da American
Heart
Association (AHA) 2010” enfatizando as principais alterações para a
Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) e Atendimento Cardiovascular deEmergência (ACE).
Observe que os protocolos foram concebidos partindo da premissa de que aslesões mais críticas, sob ponto de vista de risco de morte, são aquelas que devem sertratadas prioritariamente. Isso nos parece óbvio, não? Entretanto, no momento em quetemos uma situação de emergência à nossa frente, verificamos o quanto é importante adefinição de um método, de um caminho que direcione as nossas ações, pois temos aconvicção de que cada segundo é tempo precioso para a pessoa que está sendo atendida.O método nos auxilia a organizar as etapas do atendimento, evitando desperdício detempo, material e energia da equipe assistencial. De acordo com as Diretrizes AHA2010, para RCP e ACE recomenda-se a alteração da sequência de procedimentos A-B-C
 
(via aérea, respiração, compressões torácicas) para C-A-B (compressões torácicas, viaaérea, respiração) em adultos, crianças e bebês (excluindo-se recém-nascidos).
Parada cardiorrespiratória (PCR)
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), nas últimas décadas, asdoenças cardiovasculares (DCV) tem sido a primeira causa de morte no mundo. NosEstados Unidos, estima-se que 250 mil pessoas morrem por ano em decorrência dasdoenças coronarianas antes de chegar ao hospital. No Brasil, 300 mil pessoas morrempor ano devido a doenças cardiovasculares (LADEIRA, 2009). As doenças do aparelhocirculatório representam a principal causa de óbito (32%) no país e as doençasisquêmicas do coração são responsáveis por 80% dos episódios de morte súbita. Frentea essa situação, o Ministério da Saúde instituiu a Portaria GM/MS nº 2.420, em 9 denovembro de 2004, constituindo um grupo técnico (GT) com a finalidade de avaliar erecomendar estratégias de intervenção do SUS para abordagem da morte súbita. Dentretodas as situações que caracterizam risco de morte iminente, nenhuma emergênciasupera a prioridade do atendimento da PCR. Esta é definida como a cessação abruptadas funções cardíacas, respiratórias e cerebrais. É comprovada pela ausência de pulsocentral (carotídeo ou femoral), de movimentos respiratórios (apneia) ou respiraçãoagônica (gasping), inconsciência que ocorre de oito a 12 segundos após a PCR emidríase completa em menos de três minutos.
Obs: Em pediatria a maioria das paradas cardiorrespiratórias (PCRs) é asfixica enão PCR primária súbita.
Possíveis fatores que predispõem à PCR:A parada cardíaca súbita (PCS) acontece de forma inesperada, nos maisvariados locais como feiras-livres, supermercados, estações de metrô, aeroportos,clínicas médicas, consultórios odontológicos e, inclusive, nos hospitais. A detecção etratamento precoce das PCR é fator determinante para assegurar a sobrevivência,evitando o comprometimento neurológico causado pela falta de oxigenação cerebral,resultando em sequelas graves irreversíveis. Este evento, na maioria das vezes, ocorrefora do ambiente hospitalar e é geralmente presenciado pela família, colegas de trabalhoou por pessoas desconhecidas, que não possuem conhecimento sobre as ações básicaspara manutenção da vida, que poderiam ser aplicadas até a chegada do atendimento pré-hospitalar (APH). Para que o socorro possa ser prestado de maneira sistematizada ao
 
cliente com parada cardíaca súbita, a AHA 2010 desenvolveu a cadeia de sobrevivência,constituída pela sequência de ações:1. Reconhecimento imediato da PCR e acionamento do serviço de emergência/urgência(ligue 192 ou 193);2. RCP precoce, com ênfase nas compressões torácicas;3. Rápida desfibrilação;4. Suporte avançado de vida eficaz;5. Cuidados pós-RCP integrados.
Cadeia de sobrevivência de ACE Adulto (AHA 2010)
Cada elo da cadeia deve ser seguido corretamente para melhorar a taxa desobrevida de pessoas acometidas pela parada cardíaca. Veja que o primeiro elo dacadeia de sobrevivência é reconhecer inconsciência ou respiração inadequada (gasping)e acionar o Serviço Médico de Emergência (SME), fazendo ligação telefônica para 192ou 193. Lembre-se que a segurança da cena não deve ser negligenciada, pois,dependendo do local, pode representar perigo para a pessoa que prestará o socorro epara o cliente. O SBV é o segundo elo da cadeia de sobrevivência e deve ser iniciado noatendimento pré-hospitalar com a RCP precoce com ênfase nas compressões torácicasde alta qualidade. No terceiro elo indica-se a realização da desfibrilação, mantendo asmanobras de RCP. O quarto elo destaca-se pelos cuidados da equipe de SAV do Serviçode Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Finalmente, os cuidados pós-PCRintegrados fazem parte do quinto elo da cadeia de sobrevivência e os principaisobjetivos são: otimizar a função cardiopulmonar, melhorando a perfusão dos órgãos;transferir o cliente para continuidade do cuidado; identificar e tratar as causasreversíveis; induzir hipotermia para otimizar a recuperação neurológica; evitarventilação excessiva.Lembre-se que os protocolos de atendimento realizados de formasistematizada, baseados no método mnemônico C-A-B orientam as manobras de SBV.O objetivo é garantir a boa oxigenação cerebral, realizando manobras de compressõestorácicas e ventilação, que devem ser imediatamente iniciadas e realizadas até a chegadado SAV. A sequência de eventos de uma PCR nos leva a melhor compreensão das açõesque são necessárias para sua reversão.Há três fases que caracterizam a PCR:
Fase Elétrica:
período que se estende do momento da parada cardíaca até os cincominutos subsequentes. A desfibrilação imediata é o tratamento ideal quando possível.
Fase Circulatória ou Hemodinâmica:
dura de cinco a aproximadamente 15 minutospós-parada cardíaca. Nesta fase, a RCP é muito importante para manutenção da pressãode perfusão coronariana e cerebral por meio de compressões torácicas externas fortes erápidas, numa frequência de, no mínimo, 100 por minuto. As interrupções devem serevitadas, pois comprometem a perfusão coronariana e cerebral. Caso você encontresituação de PCR nessa fase, é importante priorizar a RCP com 30 compressões torácicas

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