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Levantamento Pesquisa Inicial Por Regina Para SEBRAE Jan 2012

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1
REDE AUDIOVISUAL DO RN
1
 Regina Cunha
2
 
Resumo
 Este estudo ainda em fase de elaboração tem por objetivo relatar alguns dados importantes para a estruturação da Rede da Economia Criativa doSegmento Audiovisual do Rio Grande do Norte.
3
 
Palavras-chaves
: Economia Criativa. Audiovisual. Cultura do RN. SEBRAE-RN.Na sociedade contemporânea em que vivemos, apesar dos avanços tecnológicos do século XXI, todos os dias nos confrontamos comdesafios complexos e desigualdades impostas pela falta de estratégia para utilizarmos de forma eficiente nosso potencial criativo dentro da novaeconomia, a criativa, que está cada vez mais envolvendo a lógica da produção cultural e os novos formatos industriais. Para ampliar nossacompreensão sobre os vários aspectos do funcionamento da economia criativa recorremos ao
Guia da Economia Criativa
elaborado e publicado
1
Rede de Economia Criativa do Segmento Audiovisual do Rio Grande do Norte; projeto de formação, estruturação e execução elaborado a partir do apoio de gestãoestratégica sugerido pelo SEBRAE-RN.
2
Jornalista com especialização em Comunicação Audiovisual (IORTVE e Uny Derby), Pesquisadora da Cultura Audiovisual do RN (UFRN), Presidente da ABDeC-RN.
3
Por favor cite a fonte ao utilizar o texto tanto na íntegra, como ao usar apenas partes do texto.
 
2em 2010 pelo
Conselho de Cultura Criativa
do Reino Unido
4
. Apesar das informações do livro tratarem das indústrias criativas do primeiromundo, o conteúdo teórico da obra é essencial para elucidar e ampliar nosso conhecimento sobre o conceito de
economia criativa
.A inovativa economia criativa mudou a forma como as pessoas trocam mercadorias, serviços e a própria cultura, porque ao mesmo tempoem que ela estimula a inclusão social, ela ajuda no desenvolvimento econômico e fornece subsídios para compreendermos a diversidade culturaldo mundo em que vivemos. Um dos aspectos mais interessantes da economia criativa é o seu espírito agregador, colaborativo, participativo.Características genuínas da sociedade potiguar em especial dos cidadãos que trabalham com cultura em todo o estado do Rio Grande do Norte eque desejam apenas dispor dos recursos necessários para criar e produzir culturalmente, bem como encontrar um mercado consumidor favorávelpara o escoamento dessa produção cultural que floresce em diversos segmentos, em especial no
Audiovisual.
 
Da economia criativa
O desejo de usar a mente de forma criativa para criar produtos cujo valor não podiam ser determinados de forma prática é tão antigoquanto a sociedade humana. Produtos que comunicam valor cultural através da música, teatro, arte visual,
audiovisual
, entre outros, sempreexistiram porque sempre vão existir pessoas talentosas e cheias de imaginação criativa capazes de produzi-los, ao mesmo tempo em que temosdo outro lado, pessoas interessadas em adquiri-los. Essa é a base da economia criativa, que agora, graças aos avanços da tecnologia digitalalcança um mercado global sofisticado e cada vez mais ávido por consumir novas criações culturais.Para a maioria da história da humanidade, a atividade cultural não era considerada como uma parte do processo econômico. Segundo oautor britânico John Newbigin a cultura sempre foi analisada como uma atividade na qual as pessoas se dedicavam quando
não estavamtrabalhando
.
4
NEWBIGIN, J. The creative economy: an introductory guide. London: The Brithish Council, 2010. Disponível em: http://www.britishcouncil.org/ Acesso em 14 fev 2012.
 
3Dessa forma, além do
valor de troca
(forma pela qual as mercadorias obtém o nível de preço no mercado consumidor) e do
valor  funcional
(determinado pelo uso que se faz da mercadoria na vida real) a maioria dos produtos e serviços das indústrias criativas também possuium
valor expressivo
, que representa a medida do significado cultural do produto.
Valor expressivo
que muitas vezes tem pouco relação com opreço ou utilidade do produto, como por exemplo, um documentário, uma fotografia, um ícone religioso, uma bolsa sofisticada feita de formaartesanal etc, objetos culturais que são tão importantes quanto um livro ou uma obra de arte de um artista famoso.Portanto, avaliar um produto cultural é tarefa de difícil compreensão tanto para o criador da obra quanto para o público consumidor. Essadificuldade para compreender a importância da economia criativa não é privilégio dos brasileiros, pois o ex-presidente da França, FrançoisMiterrand chegou a afirmar que os filmes americanos não poderiam ser incluídos como mercadoria cultural nas transações comerciais entre os
dois países, porque “as criações do espírito, não são
commodities
5
; os elementos da cultura não são simples
negócios” (MITERRAND apud
BIGIN, 2010, p. 16).Essa concepção de que a criatividade emana do espírito individual faz com que muitas pessoas pensem que o setor criativo é constituídoapenas por pequenos empresários ou por artistas autônomos. O que não é verdade. No primeiro estudo feito em 2008, no Brasil, a indústriacriativa, nas áreas do cinema, música, arquitetura e
design
movimentou cerca de R$ 381 bilhões, um volume equivalente a 16,4% do PIBbrasileiro (GLOBO, 2008)
6
. Certamente boa parte deste dinheiro não veio para o segmento do audiovisual independente do Rio Grande doNorte. As grandes indústrias do cinema e da música, tanto no Brasil como no mundo, detêm o poder de distribuição da produção e dofaturamento sobre os produtos, enquanto do outro lado da corrente, estão os que suprem essa demanda, os criativos, que em geral recebem asmigalhas do bolo. Segundo a Secretária da Economia Criativa, Cláudia Leitão, em 2010, cerca de 4 milhões de trabalhadores brasileiros
5
Mercadorias. (Trad. autora).
6
“Indústria criativa movimenta R$381 bilhões no país, diz Firjan”. A
gência Estado. Disponível em: http://g1.globo.com Acesso em: 15 fev 2012.

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