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Claudia Monica Temporalis n 2

Claudia Monica Temporalis n 2

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DESAFIOS E ATUAÇÃO DA ABEPSS NO CONTEXTO DA“REFORMA” DO ENSINO SUPERIOR NO FINAL DOSANOS 1990: GESTÃO 1998-2000
1
 Abepss challenges and acting in the context of higher education “re-form” in the late 1990’s: 1998-2000 management
Ianete Boscetti
2
1
A gestão Abepss 1998-2000 tomou posse em dezembro de 1998 e era composta por 89 integrantes,embora nem todos os cargos tenham sido preenchidos: Executiva Nacional: Ivanete Boschetti (presiden-te), Rosa Helena Stein (suplente), Carolina Batista Santos (secretária) e Perci Coelho de Souza (suplente),Ailta Barros de S. R. Coelho (tesoureira) e Marlene Teixeira Rodrigues (suplente), Franci Gomes Cardoso(Coordenadora Nacional da Graduação) e Marina Maciel Abreu (suplente), Solange da Silva Moreira (Re-presentante Discente da Graduação) e Marcelo Sitcovsky (suplente), Denise Bontempo Birche de Carva-lho (Coordenadora Nacional da Pós-Graduação) e Myrtes de Aguiar Macêdo (suplente). Regional Norte:Nádia Socorro Fialho Nascimento (Vice presidente) e Lília Ieda Chaves Cavalcante (suplente), Lourdes Ma-ria Leitão Nunes (Coordenadora Regional de Graduação) e Marinez Gil (Suplente), Aglair Alencar Setúbal(Coordenadora Regional de Pós-Graduação) e Roberto Jonh (suplente). Regional Nordeste: Silvana MaraMorais dos Santos (Vice-presidente) e Sâmya Rodrigues Ramos (suplente), Reivan Maria de Souza Carnei-ro (Coordenadora Regional de Graduação), Bernadete de Lourdes F. de Almeida (Coordenadora Regionalde Pós-Graduação) e Denise Câmara de Carvalho (Suplente), Flávio Rêgo Fernandes (Representante Es-tudantil da Pós-Graduação) e Cristina Chaves de Oliveira (Suplente), Lilian da Silva Santos (Representan-te dos Supervisores) e Laura Bezerra Menezes (Suplente), Kathleen Elane Vasconcelos (RepresentanteEstudantil da Graduação), Érica Dias Barreto e Nívia Cristiane P. da Silva (Suplentes). Regional CentroOeste: Maria José de Faria Viana (Vice-presidente) e Marilene Aparecida Coelho (Suplente), Eleusa Belen-jiam Ribeiro (Coordenadora Regional de Graduação) e Maria Ana de Paula (Suplente), Walderez LoureiroMiguel (Coordenadora Regional de Pós-Graduação) e Regina Sueli de Sousa (Suplente), Veruska Alves(Representante Discente da Graduação) e Everton Batista Garcia (Suplente). Regional Leste: Marina Bar-bosa Pinto (Vice-presidente) e Sonia Lúcio Rodrigues de Lima (Suplente), Maria Beatriz Rios Rice (Coor-denadora Regional de Graduação) e Ana Tardine (Suplente), Cleusa dos Santos (Coordenador Regionalde Pós-Graduação), Necilda de Moura Santana (Representante dos Supervisores) e Andréa Mayer Gomes(Suplente), Adriana Vasconcelos (Representante Discente da Pós-Graduação) e Tatiana Alves Baptista(Suplente), Thaís Helena (Representante Discente da Graduação) e Ellen Nunes (Suplente). Regional SulI: Gleny Guimarães (Vice-presidente) e Jussara Mendes (Suplente), Vera Herweg (Coordenadora Regionalde Graduação) e Regina Célia Tamaso Mioto (Suplente), Leonia Capaverde (Coordenadora Regional dePós-Graduação) e Luiza Daipiaz (Suplente), Ecleria Alencastro (Representante dos Supervisores) e SôniaAlmeida (Suplente), Cristiane Oliveira (Representante Discente da Pós-Graduação) e Mônica Bragaglia(Suplente), Letícia Batista (Representante Discente da Graduação) e Paula Amorim (Suplente). RegionalSul II: Marlene Merisse (Vice-presidente), Tania Maria Ramos de Godói Diniz (Coordenadora Regional de
Graduação) e José Walter Canôas (Suplente), Mariângela Belori Wanderley (Coordenadora da Regio
-nal de Pós-Graduação) e Raquel Raichelis (Suplente), Rosana Andrade Leite (Representante Discente daGraduação), Coriolando Costa Bastos (1º Suplente) e Germana de Castro Gomes (2º Suplente). ConselhoFiscal: Maria Barbosa Dias, Nobuko Kameyana e Maria Rachel Tolosa Jorge.
2
Professora do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília(UnB). Mestre em Políti-
Temporalis, Brasilia (DF), ano 11, n.22, p.27-42, jul./de. 2011.
 
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1 INTRODUÇÃO
Recebemos, com imensa satisfação, a solicitação da AssociaçãoBrasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (Abepss) para ela-borar um texto de balanço da gestão da Abepss 1998-2000, à qualtivemos a imensa satisfação de integrar, com vistas à edição espe-cial da
Revista Temporalis
, comemorativa aos 65 anos de atuaçãodessa entidade
3
. Esta diretoria se deparou com enormes desaos a
enfrentar em exíguos dois anos, pois se tratava da primeira gestãoque deveria materializar a reestruturação da entidade em contexto
absolutamente adverso. Internamente, estava posto o desao de
consolidar o novo estatuto da entidade – aprovado na assembleiaque elegeu a diretoria – que extinguiu o Centro de Estudos e Pro-jetos em Educação, Cidadania e Desenvolvimento Social (Cedepss)e
transformou
a Associação Brasileira de Ensino em Serviço Social(Abess) em Abepss. Não se tratava apenas de mudança de nomen-clatura, mas de buscar maior articulação entre ensino, pesquisa eextensão e entre graduação e pós-graduação como forma de con-cretizar e expressar o avanço e maturidade da pesquisa e produçãodo Serviço Social brasileiro.
Tal desao somava-se a outro, de maior envergadura, qual seja a
luta pela aprovação das diretrizes curriculares no âmbito do Con-selho Nacional de Educação do Ministério da Educação (CNE/MEC)e sua implantação nas Unidades de Formação Acadêmica (UFAs),no contexto da contrarreforma do ensino superior realizada peloGoverno Fernando Henrique Cardoso (FHC). Para o Ministério daEducação (MEC), tratava-se de instituir uma política de educaçãofundada em três princípios:
exibilidade, competitividade e avalia
-ção
(BRASIL, 2000). Na verdade, esta primeira contrarreforma
4
do
ca Social e Doutora em Sociologia. Vice-presidente da Região Centro-Oeste da Associação Brasileirade Ensino e Pesquisa em Serviço Social (Abepss) (1997-1998) e Presidente 1998-2000. Vice-presiden-te do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), na Gestão 2005-2008, e Presidente, na gestão
2008-2011. Estas reexões são de nossa exclusiva responsabilidade, mas foram forjadas na experiên
-
cia coletiva insubstituível vivenciada nas gestões da Abepss, apresentadas inicialmente no Relatório
Final da Gestão, em dezembro de 2000, e sistematizadas em artigo publicado na
Revista Temporalis3
(BOSCHETTI, 2001). E-mail: <ivanete@unb.br>.
3
Este texto retoma elementos apresentados em artigo publicado na
Revista Temporalis 3
, mas com
avaliação alimentada por estes 10 anos de atuação e militância em outras instâncias prossionais.
4
Ao nal da década de 1990, utilizamos a expressão
reforma neoliberal
para designar as tendênciasdessa política governamental. Nos anos 2000, passamos a utilizar a expressão
contrarreforma
, base-
ada nas reexões de Behring (2003).
BOSChETTI, I. DESAFIOS E ATUAÇÃO DA ABEPSS NO CONTEXTO DA “REFORMA” DO ENSINO SUPERIORNO FINAL DOS ANOS 1990: GESTÃO 1998-2000
Temporalis, Brasilia (DF), ano 11, n.22, p.27-42, jul./de. 2011.
 
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ensino superior estabeleceu as condições legais e materiais da de
-sastrosa política de desestruturação do ensino superior público,que resultou na forte expansão do ensino privado presencial e a
distância, na precarização das condições de trabalho e no fortaleci
-mento da mercantilização da educação.O presente artigo registra, de modo breve, o contexto em que sedesenvolveu a gestão 1998-2000 e avalia as estratégias adotadas
para enfrentar os desaos, como forma de contribuir para o regis
-tro histórico da Abepss. É inegável que a crítica à regulamentaçãoda Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a partir de1998
5
, foi decisiva na programática assumida por essa gestão. Alémda expansão do ensino privado, estavam em questão a criação dosCentros Universitários, os quais asseguravam maior autonomia às
instituições privadas, e a implantação de Cursos Sequenciais, queobjetivavam a massicação do ensino superior e se apresentavam
como alternativa viável e facilitada de acesso ao ensino pós-médio.Já em 1998, o ensino a distância estava em pauta e mediante artigopublicado na
Revista Temporalis 1
(BOSCHETTI, 2000) denunciáva-mos os insidiosos efeitos das
reformas
em curso para o ensino su-perior, em geral, e para o Serviço Social, em particular, bem comosinalizávamos que a legislação recentemente aprovada
6
facilitaria aabertura de cursos a distância e provocaria sua expansão, uma vezque tal modalidade reduz consideravelmente os custos de oferta(BOSCHETTI, 2000).Naquele contexto, que se agravou com a continuidade das contrar-reformas no Governo Lula, a implementação das diretrizes curri-culares apresentava-se como premente e estratégia fundamental
para assegurar e consolidar, no âmbito da formação prossional,
o projeto ético-político-profissional construído coletivamente pe-las entidades nacionais da categoria (Abepss), Conjunto ConselhoFederal de Serviço Social/Conselhos Regionais de Serviço Social eExecutiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social (CFESS/Cress
5
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) foi aprovada em 1996, mas a maioria dos decretos eportarias do MEC que a regulamentam começou a ser publicada em 1998.
6
As primeiras legislações sobre oferta de cursos de graduação a distância foram: Artigo 8º da LDB,
Decreto n
0
2.494, de 10 de fevereiro de 1998 (regulamenta o artigo 8º da LDB), Decreto n
0
2.561, de 27de abril de 1998 e Portaria MEC n
0
301, de 7 de abril de 1998. Posteriormente, durante o Governo Lula,esses dois decretos foram revogados pelo Decreto 5.622, de 19 de dezembro de 2005. Os Pólos presen-ciais de EaD também foram regulamentados pela Portaria MEC nº 02/2007.
Temporalis, Brasilia (DF), ano 11, n.22, p.27-42, jul./de. 2011.
BOSChETTI, I. DESAFIOS E ATUAÇÃO DA ABEPSS NO CONTEXTO DA “REFORMA” DO ENSINO SUPERIORNO FINAL DOS ANOS 1990: GESTÃO 1998-2000

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