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Face à confusão que tem sido criada junto dos professores com a publicação do DecretoRegulamentar 1-A/2009, de 5 de Janeiro, e com as ameaças de exercício de acção disciplinar caso não sejam avaliados, a FENPROF esclarece:
1.Com a saída do Decreto Regulamentar 1-A/2009, de 5 de Janeiro, passou a existir algumasituação nova no que respeita a obrigações ou sanções disciplinares?R.:
Não. Este decreto regulamentar veio substituir, para este ano, o Decreto Regulamentar 2/2008, de 10 de Janeiro, mas apenas no que respeita a procedimentos
(mas entretanto saiu aLei n.º 58/2008 de 9 de Setembro, que no Artigo 17º, diz na alínea
“ 
 
 ) Violem os procedimentos daavaliação do desempenho, incluindo a aposição de datas sem correspondência com o momentoda prática do acto;”. Isto é só para os Avaliadores ou também para os Avaliados?)
. A essência domodelo mantém-se inalterável, como confirmam as quotas. Quanto a acção disciplinar não háqualquer novidade deste para o anterior decreto regulamentar 
(que nunca foi aplicado natotalidade e já foi objecto de outra alteração, pelo que a situação actual nunca se concretizou)
,como também não se passou de uma situação de vazio legal para outra de existência de quadrolegal.
2. Pode ser alvo de acção disciplinar o professor que o entregue os objectivosindividuais?R.:
Nada o prevê! O que o próprio ME tem vindo a referir são eventuais sanções
(agora, antesdisse que quem não entregasse os OI não teriam sanções disciplinares e há DREs que continuama dizer o mesmo)
a quem recuse fazer a sua autoavaliação
(qual o normativo que o permite?)
.Mas a autoavaliação concretiza-se, apenas, no final do ano lectivo com o preenchimento darespectiva ficha. Neste momento, esse não é o procedimento em causa
(o que quer dizer quequem não entregar os OI, está sujeito ao preenchimento da Ficha de Auto-avaliação e a ser avaliado!)
.
3. Qual o fundamento dessa interpretação?R.:
O Decreto Regulamentar 2/2008, de 10 de Janeiro, estabelece como dever do docente, noâmbito do processo de avaliação, a sua autoavaliação (art.º 11.º) que é considerada obrigatória. Oartigo 14.º, que define as diversas fases de avaliação, consagra a autoavaliação como a primeiradessas fases. Esse momento tem apenas lugar no final do ano lectivo. Não há qualquer norma deonde se retire, de forma explícita, que a apresentação de objectivos individuais tem carácter obrigatório e que da sua não apresentação se infere uma recusa de ser avaliado(a), logo, não hálugar a qualquer sanção disciplinar 
(mas tem que se preencher a ficha de Auto-avaliação e ser avaliado!)
.
4. No caso de, numa escola, continuar suspenso o processo de avaliação, queconsequências advirão, para os docentes dos quadros a nível da sua carreira?R.:
A não contagem daquele período de tempo para efeitos de progressão na carreira, emborasem colocar em causa futuras progressões
(Artigo 41º do ECD:
a) Progressão e acesso na carreira;b) Conversão da nomeação provisória em nomeação definitiva no termo do período probatório; c 
 
 )Renovação do contrato; d) Atribuição do prémio de desempenho)
. Obviamente que, por decisão políticado Governo e tendo em conta a conturbação existente, mesmo esse efeito, poderá ser anulado.
5. E para os professores contratados?R.:
A consequência imediata prende-se com a renovação de contrato. Porém, esse efeito não seproduzirá por, este ano, não haver lugar a renovação de contratos, pois, em 2009, todos osdocentes contratados terão de ser opositores ao concurso que se realizará em Fevereiro
(edurante o quadriénio, para a renovação dos contratos?)
.
6. Poderão os Presidentes dos Conselhos Executivos ser alvo de processo disciplinar e/oudemissão do seu cargo por não garantirem, na sua escola/agrupamento, a aplicação doprocesso de avaliação?R.:
Não! Os membros dos órgãos de gestão foram considerados como dirigentes intermédios deserviço da Administração Pública (artigo 11.º do Decreto Regulamentar n.º 1-A/2009, de 5 deJaneiro). Como tal, caso não garantam a aplicação do processo de avaliação na sua escolapoderá ser-lhe atribuída a menção de "Desempenho inadequado", conforme previsto no SIADAP,aprovado na Lei n.º 66-B/ de 28 de Dezembro. Nesse caso, de acordo com o n.º 12 do artigo 39.º,os efeitos são os previstos no artigo 53.º da mesma lei, não se prevendo qualquer sançãodisciplinar que, a existir, seria ilegal
(excepto se a razão lhe for imputada, caindo no Artigo 38.º do
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DR 2/08 – “A não aplicação do sistema de avaliação de desempenho do pessoal docente por razões imputáveis aos avaliadores determina a cessação das respectivas funções, sem prejuízode eventual procedimento disciplinar”, assim como qualquer Avaliador).
7. Deverão os professores entregar, individualmente, algum documento escrito recusandoser avaliados?R.:
Não, porque os professores não recusam ser avaliados, apenas assumem não entregar osobjectivos individuais de avaliação nos casos em que o processo não seja suspenso na suaescola
(e porque os únicos requerimentos previstos no DR 2/09 e 1-A/09, que exigem assinatura,são: 1. para declarar que querem ser avaliados pelos EE; 2. se querem ser avaliados peloCoordenador, 3. se querem ser avaliados por outro docente do Grupo e 4. se os que estão emsituação ou requeiram a aposentação, querem ser dispensados da avaliação)
. O mais importanteé que, em cada escola, os professores mantenham suspenso o processo de avaliação colectivaque seja subscrito pelos docentes.
8. Como agir no caso de serem exercidas pressões, ameaças, de existirem quaisquer manobras de carácter intimidatório ou, simplesmente situações que levantem dúvidas aosprofessores?R.:
Contactar imediatamente o respectivo Sindicato que apoiará juridicamente os professores
(mesmo que não seja sindicalizado?)
.Fonte: FENPROF
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Perguntas & Respostas sobre a Avaliação de Desempenho – Ministério da Educação Em que circunstância se realiza a entrevista individual?
A entrevista individual
 
(penúltima fase do processo de ADD)
tem lugar sempre que requerida peloavaliado. Caso tal não suceda no prazo de 5 dias após a comunicação, pelo avaliador, daproposta de avaliação, esta é considerada tacitamente aceite.
Existe determinação superior do número de objectivos individuais a definir 
?Não estão definidas quantidades (mínimas ou máximas) de objectivos individuais; o seu númerodeverá variar de acordo com o número de actividades, funções, cargos ou projectos em que odocente está envolvido. No entanto, e atendendo a que os objectivos não devem ser exaustivos,mas sim incidir sobre as vertentes mais importantes do trabalho do docente, é aconselhável que,salvo em situações excepcionais e devidamente justificadas, o número de objectivos não sejasuperior a seis, de forma a evitar uma desnecessária complexificação do processo.
Quem define os objectivos?
O professor avaliado propõe ao director/presidente do conselho executivo os objectivos individuais
através da apresentação de uma proposta do avaliado, redigida de forma clara e rigorosa – ponto 1 do Artigo do DR 2/08)
, que devem corresponder ao seu contributo para o cumprimento dosobjectivos do projecto educativo e do plano de actividades da escola. É o facto de os objectivosindividuais serem definidos entre o avaliador e o avaliado, no quadro da autonomia da escola, quegarante que a avaliação de desempenho se articula com o projecto educativo da escola e assimcontribui para uma melhoria do serviço público prestado.É importante referir que, nos termos da lei, quando exista falta de acordo no que respeita aosobjectivos individuais, prevalece a posição do avaliador 
(do PCE, com o DR 1-A/09)
. Isto é, opresidente do conselho executivo/director, querendo
(com base em que critério e normativos?)
,pode estabelecer 
(outros)
os objectivos dos
(para os)
avaliados, tendo por referência o projectoeducativo e o plano anual de actividades da escola
(sem prescindir da individualidade dosmesmos)
.
A quem entrega o avaliado a sua proposta de objectivos individuais?
Os objectivos
(individuais)
são apresentados no início do ciclo avaliativo exclusivamente aopresidente do conselho executivo ou director.Os objectivos
(individuais)
são considerados tacitamente aceites se, no prazo de 10 dias
(15 diasúteis – ponto 3 do Artigo 5º do DR 1-A/09)
, o avaliador nada disser sobre os objectivos propostos,não sendo necessário qualquer outro procedimento.
Avaliados e avaliadores concorrem entre si para as menções qualitativas de Muito Bom eExcelente?
Não, os diferentes grupos de professores não concorrem entre si no acesso às classificaçõessujeitas a quotas, uma vez que as percentagens definidas são aplicadas separadamente a cadaum dos seguintes universos:
Membros da Comissão de
(Coordenação da)
Avaliação
Coordenadores de Departamento Curricular ou dos Conselhos de Docentes
Professores titulares avaliadores (providos em concurso ou nomeados em comissão deserviço)
Professores titulares sem funções de avaliação.
Professores
Docentes contratados
Como delegar competências num avaliador de outro agrupamento/escola?
Nas situações em que for necessário delegar competências de avaliação num professor titular deoutro agrupamento ou escola, o processo terá o apoio da respectiva Direcção Regional deEducação.
Como são formulados os objectivos individuais?
Os objectivos individuais são formulados com base nas seguintes dimensões essenciais daactividade docente: i) o apoio prestado à aprendizagem dos alunos, incluindo aqueles comdificuldades de aprendizagem; ii) a participação nas estruturas de orientação educativa e nos
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