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Avaliação do potencial de microalgas residuais como uma alternatica à cadeia produtiva do biodiesel

Avaliação do potencial de microalgas residuais como uma alternatica à cadeia produtiva do biodiesel

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Avaliação do potencial das microalgas residuais como uma alternativa àcadeia produtiva do biodiesel
Aderlânio da Silva Cardoso
1
 
Orientadora: Dra. Gláucia Eliza Gama Vieira
2
 Universidade Federal do Tocantins.
Laboratório de Ensaio e Desenvolvimento em Biomassa eBiocombustível
 – 
LEDBIO, Universidade Federal do Tocantins, Campus de Palmas, Av. NS 15,ALCNO 14, 109 Norte, Estação Experimental, CEP 77001-090, Palmas-TO. (63) 3232-8205. E-mail:asc_uft@yahoo.com.br
1
; glau.eliza@ig.com.br
2
.
INTRODUÇÃO
Biomassas com elevado teor lipídico estão sendo alvo de pesquisas para garantir oabastecimento de glicerídeos para a indústria de biodiesel (ésteres alquílicos simples de ácidosgraxos). Visto que, a demanda por este biocombustível vem aumentando no Brasil (3,6% aoano) e o que se observa é que a principal oleaginosa utilizada para a obtenção do biodiesel noBrasil (soja, atendendo 75% da produção de biodiesel) não será capaz de auxiliar a produçãodesse biocombustível sem a destinação de áreas agricultáveis exclusivamente para esse fim,devido à baixa produtividade dessa biomassa (0,2-0,4 tonelada por hectare). Logo, épreferível que as biomassas utilizadas proporcionem uma ótima produtividade em lipídeos ecom o uso de uma menor superfície do terreno (CHIST, 2007; BIODIESELBR, 2010a,2010b).Como uma promissora fonte de lipídeos para a cadeia produtiva do biodiesel, asmicroalgas surgem como uma biomassa que apresenta um elevado teor lipídico (20%
 – 
50%),sendo este obtido naturalmente a partir da conversão do dióxido de carbono atmosférico pelouso da fotossíntese e auxiliando, com isso, na retirada de CO
2
da atmosfera (CHIST, 2007).Esses lipídeos são compostos de glicerol, açúcares ou bases esterificadas em ácidos graxossaturados ou insaturados (12 a 22 átomos de carbono) (LOURENÇO, 2006), com o seuconteúdo e composição influenciados por fatores como luz, temperatura, concentração e fontede nitrogênio e concentração de CO
2
(MORAIS e COSTA, 2008) e podendo serem obtidospor processos mecânicos (prensa) e/ou pelo uso de solventes, assim como já é realizado comas biomassas tradicionais (CHIST, 2007). O que se observa, é que o teor lipídico dasmicroalgas e sua produtividade estão muito superiores a algumas oleaginosastradicionalmente utilizadas para a obtenção de biodiesel (TABELA 1).
 
 
Tabela 1
. Comparação do rendimento em óleo das microalgas com o rendimento obtido por algumasoleaginosas.
CulturaRendimento em Óleo(L/ha)Superfície terrestrenecessária (ha)
a
 Percentual de área de cultivoexistente nos E.U.A
a
 Milho 172 1540 846Soja 446 594 326Canola 1190 223 122Pinhão Manso 1892 140 77Coco 2689 99 54Óleo de Palma 5950 45 24
 
Microalga
b
136900 2 1,1Microalga
c
58700 4,5 2,5
a
Para reunir 50% de todo o combustível necessário para transporte nos E.U.A.
b
70% em óleo (por peso) na biomassa.
c
30% em óleo (por peso) na biomassa.
Fonte
: Xu
et al
. (2006).
A biomassa microalgal é obtida principalmente a partir do cultivo em laboratório ouindustrial em sistemas fechados (fotobiorreatores) ou lagoas aeradas alimentadas com meio decultura (BOROWITZKA, 1999) (FIGURA 1 e 2). Nestes, há a predominância pelo uso deuma espécie de microalga cultivada por processos autotrófico e/ou heterotrófico. Como umaforma de minimizar os custos do produto final (o óleo de microalga), as microalgas podem serobtidas diretamente de um sistema onde elas já estejam disponíveis naturalmente, devido aofornecimento de condições ambientais ótimas para o seu desenvolvimento. As microalgasalimentadas por efluente, em um sistema de lagoa de estabilização, por exemplo, podem serutilizadas para a obtenção de um óleo mais barato quando comparado aos obtidos porsistemas de cultivos (SAWAYAMA
et al
., 1995). Isso levará a uma economia de água enutrientes, bem como servirá para a remoção de nutrientes do efluente, como nitrogênio efósforo.
 
 
Figura 1
. Produção de microalgas em tanques aerados em Kona, Havaí, EUA.
Fonte
: Muñoz e Guieysse (2006).
Figura 2
. Obtenção de microalgas em fotobiorreatores em escala de bancada. Autotrófica (verde) eheterotróficamente (amarelo).
Fonte
: Xu
et al
. (2006).
A lagoa de estabilização facultativa por estar rica em nutrientes e favorecer a formaçãode uma zona aeróbia, proporciona o desenvolvimento de espécies de microalgas. Estas, aorealizar o processo fotossintético, fornecem o oxigênio necessário à respiração das bactériasfacultativas (CRAGGS
et al
,. 1997; VON SPERLING, 1986). Além disso, o efluente dalagoa, com alta concentração de biomassa microlagal, geralmente é lançado em um meiohídrico, podendo causar impactos sobre as características do local de destino (VONSPERLING, 1986 e 2005). Portanto, esse meio apresenta-se como um potencial fornecedor debiomassa microalgal.

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