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O artigo 6º da constituição federal e sua efetivação

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O ARTIGO 6º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E SUAEFETIVAÇÃO
Indira Alves Aragão
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RESUMO
Os direitos sociais surgiram através dereivindicações pela busca de condições dignas devida. Na Constituição Federal, eles encontram-sedispostos no artigo 6º, no qual classifica-os comosendo direito à educação, saúde, alimentação,trabalho, lazer, segurança, moradia, dentre outros.Tais direito constituem-se como avanço para nossasociedade, porém esbarram em diversas dificuldadespara sua efetivação.Palavras Chave: direitos sociais, estado, constituiçãofederal.
1 INTRODUÇÃO
Os direitos sociais, fundamentais para o homem, descendem de uma luta antigapela garantia de cidadania e direitos que trouxessem à sociedade condições dignas deexistência. Na Constituição Federal de 1988, apelidada de constituição cidadã, o artigo6º aparece com a finalidade de reconhecer esses direitos sociais para os brasileiros,dispondo sobre a presença obrigatória do Estado e a garantia de direitos que tragamintegridade para a vida da população.Neste artigo será tratado os direitos sociais e a Constituição Federal, discorrendosobre como se deram historicamente as reivindicações por esses direitos, comosurgiram, qual sua classificação e como está determinado dentro da nossa constituição.
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Graduada em Serviço Social pela Universidade Federal do Piauí - UFPI, aluna de Especialização emGestão Social: Políticas públicas, Saúde e Assistência Social.
 
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Posteriormente será destacado o artigo 6º, e cada um de seus componentes, para melhorcompreensão de suas finalidades, e como estão sendo efetivados atualmente.
2 BREVE HISTÓRICO SOBRE OS DIREITOS SOCIAIS E O ARTIGO 6º DACONSTITUIÇÃO FEDERAL BRASILEIRA
A necessidade de se instituir a regulação da relação entre direitos e sociedade, éuma preocupação que pode ser identificada desde antes de Cristo. O código deHamurábi, os Dez Mandamentos, no Egito e Lei das Doze Tábuas em Roma, sãoexemplos de códigos que se caracterizavam por instituir e impor direitos e deveres àsociedade daquela época. Neste período, as leis desempenhavam função básica deoprimir e comandar, de maneira que se encarregavam de estabelecer limites à condutado povo, adequando-as para a convivência em sociedade.Posteriormente, o novo testamento, renova algumas lições referentes à justiçasocial que anteriormente já haviam sido citadas, e trás ainda a necessidade de existirentre os cristãos o senso de solidariedade e fraternidade entre si. Este reconhece alegitimidade da riqueza honesta, mas chama a atenção para a sedução e o poderescravizador que ela pode exercer sobre o coração do homem. Daí a enfáticarecomendação da simplicidade e solidariedade de vida (LIMA, 2005).Durante a Idade Média, mais precisamente na sua última fase, apareceramdocumentos que aparentavam ser precursores das futuras declarações de direitohumanos. Tratavam-se de definições para alguns dos privilégios da nobreza e daspessoas livres, contratados entre príncipes e representações corporativistas. Entretantorealmente cuidavam de direitos de cunho estamental direcionados a certas classes,outorgados numa sociedade econômica e socialmente desigual.Com o passar do tempo, e a chegada da Revolução Industrial, os bens naturaisforam sendo descobertos e cada vez mais explorados em usinas e fábricas, nas quaistrabalhavam operários sujeitos às incertezas da oferta e da procura. Registraram-seabusos e problemas de gravidade inédita. O surgimento das máquinas, odesenvolvimento das indústrias e por conseqüência o aparecimento do proletariado,deram origem a um processo de exploração desenfreada da mão-de-obra humana, comestabelecimento de condições indignas de trabalho como excessivas jornadas,
 
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exploração das mulheres e menores, baixos salários, entre outras.
 
A questão social foitomando corpo crescente, e novos e graves problemas sociais surgiram, provocados porabusos do capital sobre o trabalho. As rápidas e profundas transformações dasestruturas econômicas, sociais e políticas ameaçavam as populações de todo o mundo,que exigiam a elaboração de diretrizes éticas que assegurassem ao homem e à sociedadeum desenvolvimento integral e fraterno de suas potencialidades.
[...] a Revolução Indústrial (1750) e o desenvolvimento do assalariamento daforça de trabalho logo evidenciaram o que Max Weber (1972) denominou de
“desencadeamento do mundo”, com acirrados conflitos trabalhistas nos
séculos XIX e XX (a questão social), a violência das guerras pela repartiçãointernacional de riquezas, o desemprego crescente, o aumento dacriminalidade, o abandono de crianças e adolescentes, o racismo, o fanatismoreligioso e o nacionalismo. Configurou-se uma clara contradição entre osinteresses individuais e as necessidades públicas, expressas pela prevalênciado interesse coletivo, que as instituições jurídicas tentem assegurar(SIMÕES, 2009, p. 66).
Neste mesmo período, a Revolução Francesa (1789), principal expressão políticado movimento Iluminista do século XVIII, deu inicio há um processo dereconhecimento das novas exigências econômicas e sociais, que logo se espalhou portoda Europa. Apesar de seu caráter liberal e individualista, esta Revolução, e asdeclarações dela originadas, já apresentavam indicativos de novos direitos,denominados sociais.A Declaração dos Direitos do Homem (1789) elaborada neste período, já previaauxílio aos necessitados, como cita o artigo 21 da declaração: "A sociedade deve asubsistência aos cidadãos infelizes, seja fornecendo-lhes trabalho, seja assegurando osmeios de existência àqueles que não estão em condições de trabalho
(RAMOS, 2008).Tal declaração formulou a diferença entre os direitos do homem e direitos do cidadão,no qual os primeiros pertenciam ao homem enquanto tal, e os segundos, ao indivíduosenquanto ser social político, desta forma, os direitos do homem deveriam serapreendidos segundo os valores éticos que faziam parte da Constituição, inseridos nopróprio direito em toda sua extensão e alcance (SIMÕES, 2009).Os direitos fundamentais somente foram proclamados e inseridos de maneiraexplícita nas constituições, após a 2ª Grande Guerra Mundial, quando todos os povoscompreenderam que a preocupação dos governos internacionais deveria estar voltadapara uma proteção aos direitos da pessoa humana, principalmente após as violências

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