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Considerações acerca dos métodos dedutivo e indutivo

Considerações acerca dos métodos dedutivo e indutivo

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Published by Jorge Henrique
Algumas considerações que faço acerca dos métodos dedutivo e indutivo.
Algumas considerações que faço acerca dos métodos dedutivo e indutivo.

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07/25/2013

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 Jorge Henrique Vieira Santos – página 1
CONSIDERAÇÕES ACERCA DOS MÉTODOS DEDUTIVO E INDUTIVO
 Jorge Henrique Vieira Santos
Segundo Gil (1999), método é “um conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos” necessário àinvestigação científica. Como o conhecimento científico fundamenta-se na razão, precisa ser sistemático, afim de que possa ser testado e comprovado por outros membros da comunidade científica, daí anecessidade do método. Dentre os métodos consolidados da pesquisa científica estão o
dedutivo
e o
indutivo
(GIL,1999; LAKATOS; MARCONI, 1993). De maneira sucinta, farei a seguir considerações sobre asbases lógicas desses métodos.O
método dedutivo
, de base racionalista (
Descartes
,
Spinoza
,
Leibniz
), pressupõe que apenas a razãopode conduzir ao conhecimento verdadeiro. Partindo de princípios reconhecidos como verdadeiros einquestionáveis (premissa maior), o pesquisador estabelece relações com uma proposição particular(premissa menor) para, a partir de raciocínio lógico, chegar à verdade daquilo que propõe (conclusão).Segundo Torres (2008), embora encontre larga aplicação em ciências como a Física e a Matemática,algumas objeções já foram apresentadas ao método dedutivo. Uma delas é a de que o raciocínio dedutivoé
tautológico
e, portanto, permite concluir de maneiras diferentes a mesma afirmação, sem acrescentarinformação ao que já se sabia.Um exemplo clássico é o silogismo abaixo:
Todo homem é mortal Sócrates é homemLogo, Sócrates é mortal.
Ora, no momento em que se aceita a verdade da proposição de que todo homem seja mortal(premissa maior) a afirmação de que Sócrates é mortal (premissa menor) nada acrescenta ao raciocínio,uma vez que a verdade da conclusão já se encontrava implícita no princípio geral a partir do qual seelabora o raciocínio.Além disso, dependendo verdade das premissas definidas, o raciocínio pode induzir a erro, como nocaso a seguir:
Todo homem se locomove sobre duas pernas Jorge Henrique é homemLogo, Jorge Henrique se locomove sobre duas pernas.
 
 Jorge Henrique Vieira Santos – página 2Embora o raciocínio acima apresente validade, ou seja, seu processo lógico, segundo a teoria, estejacorreto, não corresponde a uma realidade, pois Jorge Henrique é paraplégico (cadeirante), não representa,portanto, uma verdade.O
método indutivo
percorre o caminho inverso, partindo do particular, por meio da observaçãocriteriosa dos fenômenos concretos da realidade e das relações existentes entre eles, para se chegar àgeneralização. Como se baseia na experiência (foi proposto pelos empiristas: Bacon, Hobbes, Locke eHume), desconsidera verdades pré-concebidas.Apesar da grande aceitação desse método, para Neto (2002), ao contrário da dedução, a indução nãonos fornece a certeza das conclusões verdadeiras, apenas a probabilidade, pois “no caso das inferênciasdedutivas, a verdade das premissas acarreta a verdade das conclusões”, mas “nas inferências indutivas issonão ocorre”, por exemplo:
 Júlio se locomove sobre duas pernas,Pedro se locomove sobre duas pernas, Augusto se locomove sobre duas pernas,Francisco se locomove sobre duas pernas, Joaquim se locomove sobre duas pernas,Ora, Júlio, Pedro, Augusto, Francisco e Joaquim são homensLogo, (todos) os homens se locomovem sobre duas pernas.
Embora as constatações decorrentes da observação criteriosa dos fenômenos concretos e suasrelações sejam verdadeiras, a indução conduziu a uma conclusão falsa, pois se desconhecia o casoparticular de Jorge Henrique. Talvez levados por um raciocínio indutivo como esse, boa parte dosarquitetos brasileiros elaborem seus projetos sem os requisitos mínimos de acessibilidade para osportadores de necessidades especiais locomotivas.É interessante observar que mesmo o método utilizado pelo pesquisador pode ser alvo da pesquisacientífica e ter de se submeter a testes para a verificação de sua validade. Isso acontece pelo caráter quetem a ciência de ser sistemática e verificável. “O conhecimento científico deve ser justificado e é semprepassível de revisão, desde que se possa provar sua inexatidão” (Neto, 2002, p. 04). Graças a isso, é que KarlPopper em “A lógica da investigação científica”, de 1935, fez críticas ao método indutivo e introduziu naciência o critério da falseabilidade, segundo o qual “uma teoria científica deve implicar a possibilidade desua contradição: as teorias que não admitem sua possível negação pela experiência não seriam científicas”(Neto, 2002, p.72). Assim Popper introduziu as bases do método hipotético-dedutivo cuja fundamentaçãoestá bem sintetizada por Kaplan (1972, p. 12):

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no caso de se construir um prédio deveria-se usa o método indutivo e dedutivo. Uma vez que nem todos homens tem duas pernas.
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