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Mensagens de J.krishnamurti

Mensagens de J.krishnamurti

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08/08/2012

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Onde a luz está, a escuridão não estáO conflito no qual vivemos não é uma disputa entre o bem e o mal, entre o ego e onão-ego. A disputa está em nossa própria dualidade autogerada, entre nossos váriosdesejos autoprotetores. Não pode haver um conflito entre luz e escuridão; onde está aluz, a escuridão não está. Enquanto existir o medo, o conflito deve continuar emboraesse medo possa se disfarçar sob diferentes nomes. E como o medo não pode selibertar através de nenhum meio, pois todos os seus esforços emanam de sua própriafonte, deve haver a cessação de todas as defesas intelectuais. Essa cessação chegaespontaneamente quando a mente revela para si seu próprio processo. Isto aconteceapenas quando há consciência integral, que não é resultado de disciplina, ou de umsistema moral ou econômico, ou de coação. Cada um tem que estar cônscio doprocesso da ignorância, as ilusões que a pessoa criou. O intelecto não pode guiá-lopara fora deste presente caos, confusão e sofrimento. A razão deve se esgotar, nãopor retirada, mas pela compreensão integral e amor da vida. Quando a razão não temmais a capacidade de protegê-lo através de explicações, fugas, conclusões lógicas,então, quando há completa vulnerabilidade, total nudez de seu próprio ser, há achama do amor. Só a verdade pode libertar cada um do sofrimento e confusão daignorância. A verdade não é o fim da experiência, é a própria vida. Não é do amanhã,não está no tempo. Não é um resultado, uma aquisição, mas a cessação do medo,querer.
Collected Works Volume 3, Ommen 8th Public Talk 10th August, 1937 
ConsciênciaPoderia, por favor, explicar o que você quer dizer com consciência? Krishnamurti: Apenas simples consciência! Consciência de seus julgamentos, seus preconceitos,seus gostos e desgostos. Quando você vê alguma coisa, esse ver é o resultado desua comparação, condenação, julgamento, avaliação, não é? Quando lê alguma coisavocê está julgando, está criticando, condenando ou aprovando. Estar consciente é ver,no exato momento, a totalidade deste processo de julgar, avaliar, as conclusões, oconformismo, as aceitações, as negações. Agora, pode a pessoa estar conscientesem tudo isso? Presentemente tudo que conhecemos é um processo de avaliação, eessa avaliação é o resultado de nosso condicionamento, de nosso substrato, denossas influências religiosas, morais, educacionais. Essa chamada consciência éresultado de nossa memória
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memória como o “eu”, o holandês, o hindu, o budista, ocatólico, ou o que seja. É o “eu” –
minhas memórias, minha família, minhapropriedade, minhas qualidades
 –
que está olhando, julgando, avaliando. Com issoestamos bastante familiarizados, se estamos de fato alertas. Agora, pode haver consciência sem tudo isso, sem o ego? É possível apenas olhar sem condenação,apenas observar o movimento da mente, da própria mente da pessoa, sem julgar, semavaliar 
, sem dizer “Isto é bom” ou “Isto é mau”? A consciência que vem do ego, que é
a consciência da avaliação e do julgamento, sempre cria dualidade, o conflito dosopostos
 –
aquilo que é e aquilo que devia ser. Nessa consciência existe julgamento,existe medo, existe avaliação, condenação, identificação. Essa é a consciência do
ego, do “eu” com todas as suas tradições, memórias e todo o resto. Tal consciência
sempre cria conflito entre o observador e o observado, entre o que eu sou e o que eudevia ser. Agora, é possível estar cônscio sem este processo de condenação,
 
 julgamento, avaliação? É possível olhar para mim mesmo, quaisquer que sejam meuspensamentos, e não condenar, não julgar, não avaliar? Não sei se você alguma vez játentou isto. É bastante trabalhoso
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porque todo nosso treinamento desde a infâncianos leva a condenar e aprovar. E no processo de condenação e aprovação há
frustração, há medo, há dor corrosiva, angústia, que é o próprio processo do “eu”, do
ego. - Collected Works Volume 9 J. Krishnamurti Amsterdam 5th Public Talk 26th May1955 A autoridade é nocivaPergunta: Foi nos dito que o pensamento deve ser controlado para gerar aqueleestado de tranquilidade necessário para compreender a realidade. Poderia nos dizer como controlar o pensamento? Krishnamurti: Primeiro, senhor, não siga qualquer autoridade. A autoridade é nociva. A autoridade destrói, a autoridade perverte, aautoridade corrompe; e um homem que segue a autoridade está se destruindo, edestruindo também aquilo que ele colocou na posição de autoridade. O seguidor destrói o mestre, como o mestre destrói o seguidor. O guru destrói o pupilo, como opupilo destrói o guru. Pela autoridade você nunca descobrirá nada. Você deve estar livre da autoridade para descobrir alguma coisa. Deve estar livre da autoridade paradescobrir a realidade. É uma das coisas mais difíceis estar livre da autoridade, tanto aexterna como a interna. A autoridade interna é a consciência da experiência,consciência do conhecimento. E a autoridade externa é o estado, o partido, o grupo, acomunidade. Um homem que quer descobrir a realidade deve afastar toda autoridade,externa e interna. Então, não deixe que lhe digam o que pensar. Essa é a maldição daleitura: a palavra do outro se torna importantíssima. O interrogante começa dizendo:
“Foi nos dito”. Quem lhe disse? Senhor, não vê que os líderes e santos e grandes
mestres falharam, são a causa de você estar onde está? Então os deixe sozinhos.Você os fez falharem porque não está buscando a verdade, você quer gratificação.Não siga ninguém, inclusive eu mesmo; não faça do outro sua autoridade. Vocêmesmo tem que ser o mestre e o pupilo. No momento em que você reconhece o outrocomo mestre e você mesmo como pupilo, está negando a verdade. Não há mestrenem pupilo na busca da verdade. A busca da verdade é importante, não você ou omestre que vai ajudá-lo a descobrir a verdade. Veja, a educação moderna, e tambéma anterior, ensinou a você o que pensar, não como pensar. Eles puseram você numamoldura, e essa moldura destruiu você; porque você procura um guru, um mestre, umlíder, político ou outro, só quando está confuso. De outra forma você nunca segueninguém. Se você é muito esclarecido, se internamente é uma luz para si mesmo,nunca seguirá ninguém. Mas como você não é, você segue, segue a partir de suaconclusão; e o que você segue deve também ser confuso. Seus antepassados, assimcomo você mesmo, são confusos, politicamente e religiosamente. Portanto, primeiro,esclareça sua própria confusão, torne-se uma luz para si mesmo, e então o problemacessará. A divisão entre o mestre e o pupilo não é espiritual. Agora o interrogante quer saber como controlar o pensamento. Em primeiro lugar, para controlá-lo, você devesaber o que o pensamento é e quem é o controlador. Eles são dois processosseparados, ou um fenômeno unido? Você deve primeiro compreender o que opensamento é, não deve?
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antes de dizer, “Vou controlar o pensamento”; e também
deve saber quem é o controlador. Existe um controlador sem pensamento? Se vocênão tem pensamentos, existe um pensador? O pensador é o pensamento, o
 
pensamento não está separado do pensador, eles são um processo único. - Banaras5th Public Talk 20th February 1949 The Collected Works Vol. VICompreendendo a menteNão estamos interessados no que você deveria ou não deveria fazer; esse não é oproblema. Estamos interessados na compreensão da mente; e na compreensão nãohá condenação, nem exigência de um padrão de ação. Você está simplesmenteobservando; e a observação é negada quando você de preocupa com um padrão deação, ou simplesmente explica a inevitabilidade de uma vida de escravidão. O queimporta é observar sua própria mente sem julgamento
 –
apenas olhar para ela, vê-la,ficar cônscio do fato que sua mente é uma escrava, e não mais; porque essa própriapercepção libera energia, e é esta energia que vai destruir a escravidão da mente.
Mas se você simplesmente pergunta, “Como vou me libertar de minha escravidão à
rotina, do meu medo e tédio
na existência diária?”, nunca vai liberar esta energia.
Estamos interessados apenas em perceber o que é; e é a percepção do que é que vailiberar o fogo criativo. Você não pode perceber se não faz a pergunta correta e umapergunta correta não tem resposta, porque ela não precisa de resposta. São asperguntas erradas que invariavelmente têm respostas. O impulso por trás da perguntacorreta, sua própria urgência, traz a percepção. A mente perceptiva está viva, emmovimento, cheia de energia, e só tal mente pode compreender o que a verdade é.Mas a maioria de nós, quando nos encontramos face a face com um problema deste
tipo, invariavelmente buscamos uma resposta, uma solução, o “o que fazer” é muito
fácil, leva a mais infortúnio, mais miséria. Esse é o caminho dos políticos. Esse é ocaminho das religiões organizadas, que oferecem uma resposta, uma explicação; etendo encontrado, a chamada mente religiosa fica satisfeita. Mas nós não somospolíticos nem somos escravos de religiões organizadas. Estamos agora examinandoos caminhos de nossas próprias mentes, e para isso não deve haver medo. Paradescobrir sobre si mesmo, o que a pessoa pensa, o que a pessoa é, as extraordináriasprofundezas e movimentos da mente
 –
apenas para estar cônscio de tudo isso épreciso certa liberdade. E para sondar dentro de si mesmo também é precisoespantosa energia, porque a pessoa tem que viajar uma distância imensurável. Amaioria de nós é fascinada pela ideia de ir à lua ou à-- a Vênus; mas essas distânciassão muito menores do que a distância para dentro de nós mesmos. - Bombay 1stPublic Talk 23rd December 1959 The Collected Works Vol. XINão somos destinados a destruir um ao outroÉ nossa terra, não sua ou minha ou dele. Somos destinados a viver nela, nosajudando, não destruindo um ao outro. Isso não é nenhuma tolice romântica mas umfato real. Mas o homem dividiu a terra, esperando assim encontrar no particular felicidade, segurança, uma sensação de conforto permanente. Até que uma mudançaradical aconteça e varramos todas as nacionalidades, todas as ideologias, todas asdivisões religiosas, e estabeleçamos uma relação global
 –
psicologicamente primeiro,interiormente antes de organizar o exterior 
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continuaremos com as guerras. Se vocêfere os outros, se mata os outros, seja pela raiva ou com o assassinato organizadochamado guerra, você, que é o resto da humanidade, não um ser humano separadolutando com o restante da humanidade, está destruindo a si mesmo. Este é o pontoreal, o ponto básico, que você deve compreender e resolver. Até você se

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