Exma. Senhora Ministra da EducaçãoExmo. Senhor Secretário de Estado Adjunto da EducaçãoExmo. Senhor Secretário De Estado da EducaçãoOs professores do Agrupamento Vertical de Escolas Luísa Todi, reunidos no dia13 de Janeiro, entendem que as condições objectivas para a aplicação domodelo, mesmo que simplificado, de avaliação do desempenho não sealteraram, tendo em conta os seguintes aspectos:
1.
Os/as docentes exigem que o modelo de avaliação da actividade docenteconstitua um instrumento fundamental de valorização da escola pública e dodesempenho dos/as professores/ as e educadores/as;
2.
Entendem que qualquer alternativa ao actual modelo de avaliação dodesempenho só pode passar pelo fim da divisão artificial da carreira emprofessores e titulares, uma fractura que descredibiliza o próprio estatutoprofissional e a função docente;
3.
Consideram também que a simplificação agora publicada em Diário daRepública (Decreto Regulamentar 1-A/2009, de 1 de Janeiro) despreza acomponente científica e pedagógica do trabalho docente, ao mesmo tempoque, não mexendo no essencial do modelo e apresentando-se, apenas, comouma solução transitória, visa ganhar tempo aproveitando-se, cinicamente, dopróprio calendário eleitoral para fazer valer, no futuro, medidas por todosrejeitadas;
4.
Entendem ser lamentável, contudo, que o Ministério da Educação e oGoverno recorram à ameaça e à chantagem para forçarem os docentes aabdicarem da sua luta.As declarações recentes do Secretário de Estado Adjunto e da Educação sãocondenáveis num quadro em que se iniciaram negociações entre Sindicatos eMinistério, visando, designadamente, rever a estrutura da carreira e o modelode avaliação do desempenho.Com esta atitude, o Ministério da Educação revela a sua intenção de manter este Estatuto da Carreira Docente, mesmo que, para isso, tenha de passar aideia de que faz pretensas e irrelevantes cedências, a troco do abandono daluta pelos/as professores/as e educadores/as.
A mesma postura profissional que nos levou a colocar um conjunto dequestões até hoje não respondidas, leva-nos a reiterar a posiçãoassumida anteriormente. Assim, voltamos, de novo, a colocar as mesmasquestões esperando a mesma postura profissional da parte do Ministérioda Educação.
1 – Como garantir que o modelo agora em vigor, obrigando de formaincontornável ao preenchimento de um excessivo número de fichas com baseem um sem número de indicadores, não se transforme num monstroburocrático que vai ensombrando já a dinâmica do Agrupamento Vertical deEscolas Luísa Todi?2 – Qual a legitimidade de implementação de um modelo que, obrigando os
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