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Consulta Popular - A Atualidade Do Projeto Popular Para o Brasil

Consulta Popular - A Atualidade Do Projeto Popular Para o Brasil

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01/02/2013

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CONVITE PARA O DEBATE ESTRATÉGICO.
Militantes da Consulta Popular defendem a estratégia doProjeto Popular e lançam o debate com os setores de esquerda quedefendem medidas imediatamente socialistas na atual conjuntura.Trata-se de um longo debate, onde buscam refutar os gravesequívocos de uma concepção superada pela história, que reapareceagora com novas roupagens, mas com as mesmas conseqüências.
Para a Consulta Popular qual é o caráter da Revolução Brasileira?Paula Adissi:
Temos uma resolução bem clara. Para nós, a revolução ésocialista, o que quer dizer que é proletária, internacional e feminista. A luta pelosocialismo se coloca na realidade da vida de um país, na realidade da vida de umconjunto de pessoas, e é no interior desta realidade, a partir das contradições postas por ela, que se desenvolve a luta pelo socialismo. E essas contradições concretas colocadasna realidade e, na vida das pessoas de um determinado lugar,geram lutas e conflitos de caráter nacional, democrático e popular, e não desde já socialistas. O socialismo não é, e não pode ser, apenas uma idealização intelectual, como parecealguns a fazê-la, ele se coloca desde já na realidade concreta da luta de classes enas formas de consciência gerada por ela.
 A atualidade do ProjetoPopular para o Brasil 
 - Um convite para o debate estratégico -
 
Então, se o caráter da revolução é socialista, pra que serve falar em tarefas
conquista revolucionária do poder de estado. Os clássicos do marxismo nos
democráticas, nacionais e populares?
ensinam que não há socialismo sem que o proletariado detenha o estado em suasmãos. Deste modo, o projeto popular é a força social do povo na luta pelo poder 
Március Alves Crispim:
Sabemos que para extinguir o capitalismo e político no Brasil, com vistas à transição socialista. É o povo organizado em lutainiciar a construção da sociedade socialista, é necessário, em para executar o programa das transformações estruturais da sociedade brasileira. primeiro lugar, conquistar o poder. Este é o principalensinamento das revoluções triunfantes do século XX. Ostrabalhadores precisam transformar-se em classe hegemônica edominante no poder de Estado, acabando com o domínio políticoexercido pela burguesia. Os trabalhadores precisam da rupturarevolucionária. Por isso é que para resolver as contradiçõessociais e políticas do sistema capitalista é fundamental que todas as experiências deluta e de organização dos trabalhadores sirvam como eixo de preparação eorganização das classes oprimidas para a conquista do poder. A essência da rupturasocialista no momento atual da luta de classes – em que não somos classehegemônica – consiste exatamente nisso, na organização da luta de classe do proletariado, e seus aliados, e na direção desta luta, cujo objetivo é a revolução política e a estruturação da sociedade socialista.
Olivia Carolino:
A lição dos processos revolucionários do século XX é que a luta pelo poder deve levar em conta as tarefas não realizadas nasociedade de classe, e, portanto o que esta em jogo no conteúdodo Programa Nacional Democrático e Popular não é arealização das tarefas na sociedade capitalista, mas sim, émudar a correlação de forças na sociedade para realizar astarefas populares de aspirações profundas na sociedade. Quemnão entende isso, tem dificuldade para definir uma estratégia de poder.
E por que falam em Projeto Popular para o Brasil?Mario Soares Neto:
Quem quer tratar seriamente os problemas Revolução Brasileira, não pode escapar a umacuidadosa análise da formação econômica e social do Brasil.Parcelas da esquerda brasileira tem se furtado a este esforço.Por isso, tratam a revolução de modo meramente teorético-acadêmico. O que precisamos formular enquanto teoria e prática revolucionária nos deve ser instrumental para a luta pelo poder e não teses abstratas incapazes de mobilizar as massas e interferir narealidade. A tarefa central é criar uma força social do povo capaz de apontar para aAo defendermos o Projeto Popular estamos considerando três questões centrais.Primeiro, que a burguesia, pela natureza capitalista da formação social e econômicade nosso país se mantém umbilicalmente atada à burguesia internacional e ao projeto político do imperialismo. Segundo que o programa do Projeto Popular écapaz de aglutinar o campo nacional e popular e arrastar os setores e aliadosestratégicos do proletariado da cidade e do campo. Por fim, estamos colocando aRevolução na ordem do dia, para o hoje agora. A grande questão que nos ocupa,mais do que verborragias, é como mobilizar as massas para a tomada do poder deestado. No seu fazer histórico, a classe trabalhadora nos ensina mais do quequalquer teoria: é pelo projeto popular que o povo brasileiro se mobiliza. Resta aosrevolucionários à aliança com a classe trabalhadora ou lutar contra ela.
 
dialeticamente este caráter na luta concreta. Pois concretamente e na realidade
Frederico S.Rick:
Para nós o Projeto Popular é a vontade coletiva dosocial brasileira, tais reformas só podem ser consumadas através da derrubada povo brasileiro em torno de seus interesses, seu potencialda ordem burguesa vigente e da conquista revolucionária do poder pelas massas.humano e valores. É a definição consciente de seusobjetivos mais importantes e a busca de organizar-se paraatingi-los. Explorando todas as contradições que tiver ao
Eduardo Mara:
Concordo com o Marcius, pois a escolha das bandeiras de lutanosso alcance. Arrastando para o processo revolucionárioa serem adotadas a cada conjuntura não depende apenas da vontade doso maior número de forças possível, para dessa formarevolucionários. “Agitar o socialismo” pode fazer bem para a auto-estima de produzir a correlação de forças necessária à consumaçãoquem nele acredita, mas se o colocamos como objetivoda conquista do poder. Seu programa é constituído de bandeiras unificadorasconcreto a ser realizado na história, vemos que ele não éque aglutinam o campo nacional e popular. É uma idéia forte que resgata onem nunca foi uma bandeira de agitação. Devemosconceito de projeto de todo um povo.fazer propaganda do socialismo e não converte-lo em bandeira de agitação.
Thiago Barison:
O processo revolucionário é dialético porque se
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desenvolve pelo conflito entre dominantes e dominados.O projeto popular para o Brasil é feito das reformas que asclasses dominantes brasileiras não podem atender e que o povo, por serem tais mudanças a solução para seus problemas sociais, as assuma até o fim, até a tomada do poder. Florestan Fernandes nos ensina que a burguesia brasileira é radicalmente anti-nacional, anti-popular eautoritária (mesmo ganhando tanto, a maior parte da burguesia não conseguesequer aceitar a origem do presidente!). Aos críticos do programa democrático- popular falta análise da realidade brasileira.
E por que não fazer isso com um programa que proponha desde já asocialização dos meios de produção?Március Alves Crispim:
 Não funciona através do que desejamos. O quedetermina as tarefas econômicas e sociais que caracterizam o programa deruptura são as contradições efetivamente existentes. Contradições quemobilizam os amplos setores sociais, as forças da revolução. Contradições quemobilizam os camponeses, os sem-terra, as massas pauperizadas das grandesconcentrações urbanas, os trabalhadores produtivos, os trabalhadoresimprodutivos, e mesmo setores da vacilante pequena burguesia que também possuem suas contradições com o capitalismo. A luta por reformas democráticase populares, como a Reforma Agrária e a Reforma Urbana, lutas que mobilizammilhões, embora não sejam anticapitalistas do ponto de vista clássico, adquiremO socialismo é um momento de transição para umasociedade sem exploradores nem explorados, suas principais características são a crescente socialização dos meios de produção, ogradativo esvaziamento do Estado, o aprofundamento da democracia proletáriae a redução da jornada de trabalho. De fato, o capitalismo já desenvolveu forças produtivas suficientes em nosso país para definirmos o caráter da RevoluçãoBrasileira como socialista. Acontece que é impossível levar adiante qualquer uma dessas medidas sem o controle do poder político pelo proletariado, e isso sóse torna possível pela aliança entre o proletariado e o conjunto de forçasexploradas pelo capitalismo.

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