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T0309-1

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Neste trabalho apresenta-se uma abordagem para a inserção das Tecnologias de Comunicação e Informação (TICs) na Escola e, em particular, no cotidiano do professor de Física. Argumenta-se sobre a pertinência de se utilizar comunidades de aprendizagem como estratégia para se construir novas práticas escolares mais compatíveis com o ambiente informacional que os professores e os alunos vivem nos dias atuais
Neste trabalho apresenta-se uma abordagem para a inserção das Tecnologias de Comunicação e Informação (TICs) na Escola e, em particular, no cotidiano do professor de Física. Argumenta-se sobre a pertinência de se utilizar comunidades de aprendizagem como estratégia para se construir novas práticas escolares mais compatíveis com o ambiente informacional que os professores e os alunos vivem nos dias atuais

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05/10/2014

 
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Sérgio Ferreira de Lima
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[sergio@sergioflima.pro.br]
Daniel Guilherme Gomes Sasaki
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[sasaki@cefet-rj.br]
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Colégio Pedro II - Programa de Pós-Graduação em Ensino de Física e Matemática - CEFET-RJ
 b
Programa de Pós-Graduação em Ensino de Física e Matemática - CEFET-RJ
ESUMO
 Neste trabalho apresenta-se uma abordagem para a inserção das Tecnologias de Comunicação eInformação (TICs) na Escola e, em particular, no cotidiano do professor de Física. Argumenta-se sobre a pertinência de se utilizar comunidades de aprendizagem como estratégia para seconstruir novas práticas escolares mais compatíveis com o ambiente informacional que os professores e os alunos vivem nos dias atuais. Descreve-se o uso das TICS como ferramentas deapoio e fomento destas redes colaborativas de aprendizagem numa concepção conectivista. Nodesenvolvimento desta proposta, opta-se pelo uso de Softwares Livres ou de Código Aberto(FOSS) como um dos paradigmas tecnológicos facilitadores da inserção destas tecnologiasinformacionais nas práticas docentes. Defende-se a pertinência desta escolha, tanto em termosde políticas públicas, como em termos de contribuição teórica e prática para a construção deuma Escola Pública mais adequada à formação de cidadãos numa sociedade cada vez maisconectada. Apresenta-se ainda, a discussão de um segundo paradigma tecnológico facilitador daadoção das TICs no ensino de física, quando esta inserção se dá, a partir do professor eindependente da existência de uma equipe de TI na Escola. Descreve-se as ferramentasescolhidas de acordo com os paradigmas discutidos e o seu papel na construção e fomento deuma rede colaborativa para a realização de um projeto de aprendizagem em física numa escola pública de ensino médio no Rio de Janeiro. Por fim, faz-se uma breve descrição analítica daimplementação desta abordagem e as dificuldades inerentes à construção de uma cultura escolar de compartilhamento e colaboração.
I
NTRODUÇÃO
 Neste trabalho apresentamos uma abordagem do uso das TICs (Tecnologias de Informação eComunicação) no ensino de sica numa Escola Pública do Rio de Janeiro (LIMA, 2008).Descrevemos os pressupostos teóricos e os paradigmas tecnológicos adotados no desenvolvimentoda mesma e por fim uma descrição analítica de como sua implementação foi desenvolvida.Buscamos construir uma proposta de trabalho que se adequasse ao ambiente informacional (SILVA,2002) que julgamos descrever a Escola Brasileira e no qual os nossos alunos estão inseridos e, aomesmo tempo, que pudesse ser viabilizada na realidade das nossas Escolas Públicas atuais.Com isto em mente, optamos pelo uso de redes colaborativas de aprendizagem (ALMEIDA,2003) como estratégia de construção de pequenas contra-hegemonias locais e, desta forma, produzir algumas contribuições para a reinvenção do cotidiano da Escola atual. Tais contra-hegemonias locais devem ser entendidas como toda opção ou ão possível realizada pelo professor, no seu dia-a-dia, que se distancie das práticas usuais de simples transmissão de conteúdosescolares, assim como, das formas mais freqüentes de como a Escola se estrutura e se organiza.
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m meados do século XX e início de nosso século, com o desenvolvimento em larga escala dastecnologias computacionais e de telecomunicações iniciou-se a chamada Era Pós-Industrial ou Era daInformação e do Conhecimento:
“Essas transformações ocorreram a partir da década de 50, que assistiu a maisuma significativa ruptura no campo da ciência. É o início da chamada era pós-industrial, quando predominam os esforços (científicos, tecnológicos e políticos) no sentido de informatizar a sociedade”
.(CARVALHO, 2000)
Diante deste cenário, podemos constatar que professores e alunos deparam-se comtecnologias de comunicação e informação cada vez mais presentes em seus cotidianos, quer sejaatravés de celulares, laboratórios de informática, tele-centros,
lan-houses
ou de políticas públicasque facilitem o acesso a computadores a uma parcela cada vez maior da população. No aspectotecnológico, vemos cada vez mais tecnologias informacionais e computacionais acessíveis ou emmigração (ELIOT, 2008) de sistemas fechados para sistemas abertos - os chamados sistemas livresou abertos
(Open Source
), propiciando o desenvolvimento de formas mais colaborativas deaprendizagens, como por exemplo, os Recursos Educacionais Abertos – REA, conforme Dutra(DUTRA, 2007).Diante disto, julgamos que a opção por comunidades de aprendizagem parece se adequar aeste novo ambiente informacional em que a Escola, cada vez mais, está se inserindo.
Comunidades de Aprendizagem e Conectivismo
Embora o sócio-interacionismo de Vygotsky venha sendo utilizado como um dos principaisreferenciais nas pesquisas em ensino de física, como por exemplo em Werner (WERNER, 2007),sabemos que essa teoria foi desenvolvida numa época em que as tecnologias informacionais nãodesempenhavam tanto impacto nas atividades de aprendizagem-ensino como nos dias de hoje:
“No momento atual em que vivemos, Era da Informação, a tecnologia molda atémesmo o nosso modo de pensar, agir (e aprender), portanto, uma teoria que leve emconta as especificidades dos tempos atuais deve ser tomada, também, comoreferência para uma perspectiva mais contemponea das estratégias deaprendizagem-ensino.” (SIEMENS, 2005)
Portanto, incorporamos também, como referencial teórico ao uso de redes telemáticas a perspectiva conectivista de aprendizagem, fundamentalmente, por esta explicitar reflexões de comoa tecnologia impacta na forma como pensamos ou aprendemos:
“Conectivismo é a integração de princípios explorados pelo caos, rede, e teorias dacomplexidade e auto-organização. A aprendizagem é um processo que ocorre dentrode ambientes nebulosos onde os elementos centrais estão em mudança, nãointeiramente sob o controle das pessoas. A aprendizagem (definida comoconhecimento acionável) pode residir fora de s mesmos (dentro de umaorganização ou base de dados) é focada em conectar conjuntos de informaçõesespecializados e as conees que nos capacitam a aprender mais o maisimportantes que nosso estado atual de conhecimento. O conectivismo é guiado pelanoção de que as decisões são baseadas em fundamentos que mudam rapidamente.” (SIEMENS, 2005):
 
Por fim, convém explicitar o sentido que damos ao conceito de comunidades deaprendizagem ou redes colaborativas de aprendizagem: um grupo de pessoas com interessescomuns que se conectam, interagem entre si, presencialmente ou a distância, compartilhamaprendizagens, descobertas,
insights
e conhecimentos. O fomento destas comunidades deaprendizagem caracteriza-se como uma estratégia, que julgamos adequada, para que a Escola seorganize como espaço privilegiado de aprendizagens nos tempos atuais.
D
EFININDO
P
ARADIGMAS
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ECNOLÓGICOS
Como pretendemos que nossa proposta possa ser reproduzida numa Escola Pública,independente do perfil tecnológico da mesma ou da existência de uma equipe de TI, adotamosalguns paradigmas tecnológicos que julgamos facilitar a adoção, construção e fomento destascomunidades de aprendizagens apoiadas pelo uso das TICS.
Por que Software Livre ?
Software Livre é o software que é distribuído seguindo as 4 liberdades básicas:
Liberdade 0: Liberdade de executar um programa para qualquer intento.
Liberdade 1: Liberdade de estudar um programa e adaptá-lo às suas necessidades.
Liberdade 2: Liberdade de redistribuir cópias e assim ajudar o seu vizinho.
Liberdade 3: Liberdade de melhorar o programa e entregar tais melhorias para acomunidade.A opção pelo uso de ferramentas livres - aqui entendidas como ferramentas baseadas nafilosofia dos Softwares Livres ou de Código Aberto - se deve não só a redução de custos de acessoe licenciamento de software (SILVEIRA, 2004) mas, sobretudo, pela maior liberdade e flexibilidadede implementação dos mesmos. Os princípios da liberdade de uso do software para qualquer fim,assim como a colaboração e a solidariedade, explícitos na filosofia do Software Livre, colocam aquestão da tecnologia não como um simples produto, mas também, como a aplicação de um princípio preconizado pela LDB:
“Art. 2◦ A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios deliberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o plenodesenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e suaqualificação para o trabalho.” (LDB, 1996):
Por fim, a possibilidade da Escola incorporar as novas tecnologias de comunicação einformação, de utilizá-las de modo a inovar as práticas docentes (VALENTE, 1997) assim como, defazê-lo com melhor custo-efetividade, coloca este paradigma como uma opção mais adequada arealidade da Escola Pública Brasileira.
Minimalismo Tecnológico
Para facilitar ainda mais a inserção das TICs no cotidiano escolar, reforçando práticascolaborativas, adotamos também como um segundo paradigma, no cotidiano do ensino de física, oMinimalismo Tecnológico, que pode ser assim definido, conforme Berge:
“Estamos definindo o minimalismo tecnológico como o uso "despreocupado" deníveis mínimos de tecnologia, cuidadosamente escolhidos, com especial atenção às

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