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Livro de Melquisedec Mar Morto

Livro de Melquisedec Mar Morto

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manuscritos qumran mar morto apocrifos
manuscritos qumran mar morto apocrifos

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09/01/2012

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OLIVRO
DE
MELQUISEDEQUE
(Uma Parábola)
Diógenes Lopes de Oliveira
 
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O LIVRO DE MELQUISEDEQUE
“Escutai, povo meu, a minha lei; prestai ouvidos às palavras da minha boca. Abrirei os lábiosem parábolas e publicarei enigmas dos tempos antigos”Sl.78:1,2.
Os Rolos do Mar Morto
No deserto da Judéia, no litoral do Mar Morto, próximo a Jerico, acampava-se uma tribo semibeduína conhecidacomo Taamireh. Era o início da primavera de 1947, quando um dos filhos daquela tribo, Muhammad edh-Dhib, um jovem de apenas 15 anos de idade, pastoreava o rebanho de seu pai. Ao retornar para casa, descobriu que estava faltandouma cabra. Deixando o rebanho seguro no curral, retornou sem demora à procura da que havia se transviado.
Depois de caminhar por muitas partes em busca da cabra perdida, o beduíno sentou-se junto àuma gruta, vencido pelo cansaço. Não sabia que os seus passos errantes o conduziram naqueleentardecer para próximo de um tesouro de inestimável valor. Ele encontrava-se naquele momento naregião noroeste do Mar Morto.Ao arremessar uma pedra para dentro da caverna, o beduíno ouviu um ruído surdo que pareceu-lhe o som de um vaso de barro quando cai. Achou muito estranho aquilo e, movido por um misto decuriosidade e medo, aproximou-se da abertura para ver o que se encontrava lá dentro. A princípio,somente conseguiu ver a escuridão que reinava dentro da caverna que voltara a ficar silente. Depoisde alguns instantes, seus olhos começaram a avistar contornos que lhe pareceram grandes jarros.Vieram-lhe então à lembrança histórias que ouvira desde mui pequeno, sobre Sheitan, o espírito mauque vive nas cavernas. Não seria aquela gruta a sua morada? Este pensamento o fez fugir daliapressadamente, em direção de sua tenda. Tão grande era o medo, que se esqueceu inteiramente dacabra que se perdera.Ahmed, o seu irmão mais velho ,ao ouvir sua história, riu de sua falta de coragem. Ahmed,contudo, não conseguia esquecer-se daqueles vasos que seu irmão afirmara ter visto no interior dacaverna; E se existisse dentro deles tesouros? Esse pensamento fez com que perdesse o sono naquelanoite. Assim que o dia raiou, pediu que seu irmão o levasse àquele lugar de onde fugira.Cheios de esperança e coragem rumaram naquela manhã em direção ao possível tesouro.Olhando atentamente para o interior da caverna, Ahmed constatou que, realmente, havia jarros ali.Cheio de euforia, passou a remover os pedregulhos que estreitavam aquela abertura, até queconseguiu resvalar-se para dentro da gruta. Estava muito escuro a princípio, mas suas vistas foram-seacostumando e, dentro de instantes, viu-se cercado pelos vasos de barro. Com muito cuidado,evitando que se quebrassem, foi tomando-os, um por um, e passando-os para o irmão, que ficara dolado de fora.Curioso para ver o que havia naqueles vasos, Ahmed saltou para fora da Gruta. Ao introduzir amão num daqueles vasos, tirou um embrulho feito de panos de linho. Abriram-no na expectativa deencontrar ouro ou pedras preciosas, mas os irmãos ficaram decepcionados ao descobrirem apenas umrolo, feito de coro de cabras. Em todo o rolo, havia uma escrita que não puderam decifrar. Os demais jarros traziam igualmente grandes rolos de couro.Os beduínos ficaram, inicialmente, sem saber o que fazer com aqueles rolos. A primeira idéiafoi a de devolvê-los à caverna; Mas, pensando melhor, decidiram vendê-los para algum sapateiro oucolecionador de coisas antigas.Khalil Iskander Shahin, conhecido como Kando, tinha uma sapataria em Belém. Remendavauma bolsa quando dois beduínos entraram em sua sapataria, arrastando consigo sete grandes rolos.
 
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Colocando-os sobre o balcão, perguntaram o quanto ele poderia pagar por todo aquele couro.Analisando os rolos, viu que estavam muito envelhecidos e, com certeza, não lhe seriam úteis.Khalil estava para despedir os moços quando, atraído por aquelas escritas, resolveu adquiri-los,pensando em revendê-los para algum colecionador de antigüidades. Pagou então uma ninharia poreles, e os rapazes, ainda que cansados por todo esforço, saíram felizes.Durante alguns dias, os rolos permaneceram esquecidos em um canto da sapataria, enquantoKhalil, procurava em vão despertar o interesse de seus clientes por eles.
Athanasius Y. Samuel, arcebispo metropolitano do Mosteiro São Marcos, em Jerusalém, tomou conhecimentosobre os rolos através de um membro de sua paróquia que os vira na sapataria de Khalil. Dirigiu-se até lá e, como nãoconseguia carregar todos, adquiriu quatro deles. Alguns dias depois, Khalil vendeu os outros três para o professor EleazerLipa Sukenik da Universidade Hebraica de Jerusalém.
Ao analisar os quatro rolos, Athanasios conscientizou-se de haver adquirido uma preciosidade.Decidido a fazer fortuna com sua venda, levou-os clandestinamente para os Estados Unidos, ondepassou a oferecê-los para pessoas e instituições que acreditava poderem se interessar por eles.Ninguém, contudo, aceitou sua proposta, pois o preço exigido era muito alto.Desanimado, Athanasios decidiu, numa última tentativa, colocar um anúncio no Wall StreetJournal.
Preço Multiplicado
Era início de 1954, quando o General Yigael Yadin, Chefe do Estado-Maior do ExércitoIsraelense, ao ler o Wall Street Journal, foi atraído para o pequeno artigo que falava daqueles quatrorolos encontrados no Mar Morto, contendo manuscritos bíblicos datados entre 100 a 200 anos a.C.;Sua aquisição poderia ser ideal para instituições educacionais ou religiosas.Yigael era filho do professor Eleazer, que comprara os três últimos rolos. Desde então, elesestavam desesperados à procura dos outros quatro.Depois de recortar o anúncio, Yigael ligou imediatamente para o aeroporto, exigindo umapassagem no próximo vôo para os Estados Unidos. Jamais fizera uma viagem sentindo-se tãoansioso; Aquelas horas de vôo pareciam-lhe uma eternidade.Ao desembarcar, dirigiu-se imediatamente ao endereço indicado no anúncio. Chegando aolocal, viu que várias pessoas, atraídas pelo anúncio, faziam uma grande fila para conhecerem os taisrolos. Seria uma loucura permitir que elas entrassem antes dele, por isso, encaminhando-se para junto da porta, colocou-se como o primeiro da fila. Alguns começaram a reclamar, mas ele, tocandona porta, desculpou-se, afirmando ser amigo de Athanasius.Ao ouvir os toques na porta, Athanasios, que mostrava a um possível comprador ospergaminhos, foi ver quem era. Sem saber que tinha diante de si o General do Exército Israelense,Athanasios foi rude, mandando-o esperar pela sua vez. Isto o fez passar vergonha diante das pessoas,a quem havia afirmado há pouco ser amigo daquele homem. Começaram então fortes protestos e,alguns se adiantaram querendo tirá-lo a força de seu primeiro lugar na fila. Nesse momento, Yigael,que não queria revelar sua identidade, vociferou com fúria, mostrando sua alta patente confirmadapor uma credencial que ergueu aos olhos de todos. Esse gesto fez com que o sentimento dehumilhação e vergonha se transferisse para aqueles que o afrontaram.Ao chegar a sua vez, Yigael, sem se identificar, perguntou para Athanasios o valor que eleesperava receber pelos rolos. Não querendo ainda lhe dar o preço, convidou-o a ver os pergaminhos.Yigael, ressentido pelo tratamento que havia recebido, disse secamente que não estava ali movidopela curiosidade, querendo simplesmente admirar-se ante aqueles rolos; Estava ali para comprá-los.Assim, para não perderem tempo, gostaria de saber o quanto pagaria por eles.Athanasios que, dominado pelo desânimo, estava a ponto de vendê-los por qualquer preço quecobrisse suas despesas de viagem, abaixou, a cabeça e meditou: Se conseguisse vendê-los por $ 5.000 já estaria bom; Mas não lhe custaria pedir mais: quem sabe dez vezes mais, $ 50.000; Ou mesmocinqüenta vezes cinco. Seus lábios então pronunciaram o preço de $ 250.000.

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